Novo SUV híbrido da GWM aposta em motor de 243 cv e design 3D para liderar vendas no setor automotivoPor Jeronimo Santos
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A Great Wall Motors oficializou a chegada da linha 2026 do seu principal produto no mercado nacional, introduzindo atualizações significativas na motorização e no pacote visual. O modelo, que agora parte de R$ 223 mil na configuração de entrada, busca consolidar a presença da marca no segmento de utilitários esportivos médios. A estratégia da montadora concentra-se em oferecer um conjunto mecânico robusto aliado a tecnologias de condução semiautônoma para atrair o consumidor que busca eficiência energética sem abrir mão de desempenho.
O destaque técnico da nova versão reside na combinação propulsora que une um motor 1.5 turbo a um sistema elétrico auxiliar. Esta configuração entrega uma potência combinada de 243 cv e um torque de 55 kgfm, números que posicionam o veículo de forma competitiva frente aos concorrentes diretos. A engenharia da marca realizou ajustes específicos para o combustível e as condições de rodagem brasileiras, visando otimizar a durabilidade e a resposta do acelerador em situações urbanas e rodoviárias.
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A produção de parte dos componentes em Iracemápolis, no interior de São Paulo, reflete o compromisso da fabricante com a nacionalização progressiva de seus produtos. Com mais de 25 mil unidades já emplacadas no acumulado do ano anterior, a expectativa é que a atualização mantenha o ritmo de vendas aquecido. As alterações implementadas no projeto são respostas diretas ao feedback dos primeiros proprietários, focando em usabilidade e conforto acústico.
O cenário econômico para 2026 aponta para uma intensificação da disputa no setor de eletrificados, com diversas marcas apresentando novas soluções. A GWM, ao antecipar o lançamento desta linha, tenta garantir uma fatia maior do mercado antes da chegada de novos rivais asiáticos e europeus previstos para o segundo semestre. A infraestrutura de pós-venda também foi ampliada, visando dar suporte ao crescente número de veículos da marca em circulação no território nacional.
Atualizações no design externo
A identidade visual do utilitário esportivo passou por uma reformulação cuidadosa, focada principalmente na seção frontal do veículo. A nova grade dianteira adota um padrão com 87 blocos dispostos para criar um efeito tridimensional, conferindo uma aparência mais moderna e agressiva ao conjunto. Os faróis também foram redesenhados, incorporando uma assinatura luminosa verticalizada que amplia a visibilidade e reforça a presença do carro nas ruas, diferenciando-o das versões anteriores.
Nas laterais, as rodas de 18 polegadas receberam um novo desenho e são calçadas com pneus de perfil mais alto. Essa escolha técnica visa priorizar o conforto dos passageiros ao trafegar por vias com pavimentação irregular, uma característica comum em muitas cidades brasileiras. A traseira manteve as lanternas integradas que atravessam a tampa do porta-malas, um elemento de design que se tornou característico do modelo e possui boa aceitação entre o público consumidor.
Detalhes da engenharia mecânica
O sistema híbrido convencional, identificado como HEV2, opera com uma bateria de 1,6 kWh que permite a regeneração automática de energia durante frenagens e desacelerações. Esse sistema dispensa a necessidade de recarga externa via plugue, o que facilita a rotina de motoristas que ainda não possuem infraestrutura de carregamento em suas residências.
Para as versões mais completas, denominadas PHEV19 e PHEV35, a capacidade de armazenamento de energia sobe consideravelmente. As baterias de 19 kWh e 35 kWh proporcionam autonomias em modo puramente elétrico de 73 km e 116 km, respectivamente, permitindo que muitos trajetos urbanos sejam realizados sem o acionamento do motor a combustão.
O motor a combustão 1.5 turbo também recebeu melhorias técnicas importantes, como a instalação de um intercooler a água e uma bomba de óleo de fluxo variável. Essas modificações resultaram em um ganho de 1 kgfm no torque final, além de contribuir para o gerenciamento térmico mais eficiente do propulsor sob alta demanda.
Tecnologia e conectividade a bordo
O interior do veículo foi atualizado com a adoção de uma nova central multimídia de 14,6 polegadas, que agora roda o sistema operacional Coffee OS 3. A interface promete uma navegação mais fluida e intuitiva entre os menus, facilitando o acesso às funções do veículo e aos aplicativos de entretenimento.
O volante multifuncional foi substituído por um modelo herdado do Wey 07, trazendo uma empunhadura mais ergonômica e novos botões de comando. Um recurso de destaque é o sistema de reconhecimento facial, capaz de identificar o motorista e ajustar automaticamente as preferências de condução e conforto.
Os bancos receberam revestimento em couro sintético de nova geração, com sistemas de ventilação e ajustes elétricos para os ocupantes dianteiros. O objetivo é elevar o nível de conforto em viagens de longa duração, reduzindo a fadiga dos passageiros.
No quesito segurança, o pacote ADAS 2+ continua sendo um ponto forte, oferecendo piloto automático adaptativo e assistente de estacionamento automático. Sensores e câmeras monitoram o entorno do veículo em tempo real, atuando de forma preventiva para evitar colisões.
Concorrência e alternativas no mercado
A faixa de preço onde o novo modelo se posiciona é uma das mais disputadas do mercado brasileiro, com opções que variam entre SUVs tradicionais e picapes urbanas. O consumidor que dispõe de um orçamento próximo a R$ 230 mil encontra alternativas com propostas distintas de motorização e espaço interno.
Entre os principais rivais diretos identificados no cenário atual, destacam-se:
– Renault Boreal Iconic: Ofertado por R$ 214.990, este modelo aposta em um motor 1.3 turbo flex de 163 cv e câmbio de dupla embreagem. Seus diferenciais incluem teto solar panorâmico e sistema de câmeras 360 graus.
– Toyota Corolla Cross HRX: Com preço de R$ 219.890, o modelo japonês foca na eficiência de consumo, atingindo 16,6 km/l na cidade com gasolina, embora entregue uma potência menor de 122 cv.
– Ford Maverick Lariat: Custando R$ 219.900, esta picape oferece uma proposta de versatilidade com caçamba e motor turbo de 253 cv, além de tração integral AWD, sendo uma opção para quem precisa de capacidade de carga.
Desempenho comparativo e eficiência
A análise dos números de desempenho revela que o modelo da GWM acelera de 0 a 100 km/h em aproximadamente 8 segundos. O consumo médio aferido em ciclo urbano fica na casa dos 14 km/l, um dado relevante para um veículo de seu porte e peso. Em comparação, concorrentes como o utilitário da Toyota conseguem médias superiores de consumo, mas perdem em agilidade devido à menor potência combinada. Já a picape da Ford, embora tenha torque superior para reboque, apresenta um consumo mais elevado, registrando cerca de 8,5 km/l na cidade. Dados do Inmetro corroboram a vantagem de eficiência energética dos conjuntos híbridos chineses frente às opções flex tradicionais disponíveis na mesma categoria.
Equipamentos e itens de série
A lista de equipamentos padronizados para toda a linha inclui itens de conforto como ar-condicionado de duas zonas e teto solar panorâmico. Sensores de chuva e crepuscular também fazem parte do pacote básico, automatizando funções essenciais para a condução diária.
A conectividade é garantida por um chip de internet 4G dedicado, que permite atualizações de software “over-the-air”, sem a necessidade de ir à concessionária. O aplicativo MyGWM possibilita o monitoramento remoto do status do veículo, incluindo localização e nível de combustível.
Expansão do segmento de híbridos
O mercado de SUVs híbridos registrou um crescimento expressivo de 40% no último ano, impulsionado por incentivos fiscais e pela busca dos consumidores por maior economia de combustível. As marcas de origem chinesa, como a GWM e a BYD, já capturam cerca de 30% deste segmento médio, beneficiando-se da produção local para reduzir a dependência de importações e proteger-se de oscilações cambiais. Pesquisas de mercado indicam que o comprador desta categoria prioriza a autonomia em modo elétrico e um custo de manutenção anual abaixo de R$ 1.000. A tendência de crescimento deve se manter forte em 2026, com a entrada de novos competidores como o Geely EX5 EM-i, que promete elevar a autonomia elétrica para a casa dos 200 km.
Versões superiores e rede de atendimento
Para o público que busca maior performance e capacidade off-road, a versão PHEV35 é oferecida por R$ 288 mil, entregando 393 cv e tração nas quatro rodas. Já a variante GT Coupé, com apelo esportivo e suspensão recalibrada, tem preço sugerido de R$ 325 mil. Ambas as configurações competem em preço e equipamentos com modelos premium europeus, como o Volvo XC40 Recharge, custando cerca de 20% menos.
A expansão da rede de concessionárias é outro pilar da estratégia da marca, com a meta de alcançar 40 pontos de venda e assistência técnica até o final de 2026. O objetivo é aumentar a capilaridade do atendimento e reduzir a insegurança de compra em regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos.
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Fontes de pesquisa: GWM Brasil, Inmetro, Portais de Notícias Automotivas.
















