Um promotor do estado de Utah foi responsabilizado na última sexta-feira por desrespeitar as normas judiciais. A decisão judicial apontou que ele fez declarações a uma emissora de mídia sobre a alegada culpabilidade de Tyler Robinson, réu no caso do assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.
O magistrado Tony Graf, do Tribunal Distrital, impôs providências com o objetivo de impedir que as observações feitas pelo promotor Christopher Ballard, do Condado de Utah, pudessem afetar a imparcialidade de potenciais jurados se o processo for a júri popular.
Contudo, o juiz Graf recusou a solicitação da equipe de defesa para punir a promotoria devido às declarações de Ballard, o que permitiria que os procuradores continuassem buscando a aplicação da pena capital para Robinson, apesar da conduta do promotor.
Ballard havia comentado com jornalistas a respeito de rumores de que a análise de um fragmento de projétil, achado no corpo de Kirk, poderia inocentar Robinson. Os resultados desse exame foram considerados “inconclusivos”, embora indicassem que a bala foi disparada de um rifle onde, supostamente, foi detectado o DNA de Robinson.
A decisão de Graf confirmou que Ballard cometeu “desacato civil” às regras que regulamentam a comunicação com a mídia. O promotor havia afirmado ao portal TMZ que, independentemente das conclusões dos testes, a promotoria já possuía evidências suficientes para estabelecer a culpabilidade de Robinson.
Atualmente, a acusação busca a pena de morte para Robinson, caso ele seja condenado pelo homicídio de Kirk, ocorrido em 10 de setembro de 2025.
Na época do incidente, Robinson, que tem 23 anos, estava cursando para se tornar eletricista. A ele é atribuído o disparo de um tiro solitário de um telhado, que teria atingido Kirk enquanto este participava de um debate com alunos na Universidade Utah Valley, localizada em Orem.
Charlie Kirk era conhecido por sua capacidade de engajar jovens eleitores, contribuindo para a vitória do presidente Donald Trump nas eleições de 2024. A morte dele no palco, diante de uma multidão, sublinhou a alarmante escalada da violência política nos Estados Unidos.

