Operação Prato: o enigma dos OVNIs no Brasil que permanece sem solução há quase 50 anosPor Bruna
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As discussões globais sobre objetos voadores não identificados (OVNIs) e fenômenos anômalos não identificados (UAPs) ganham um novo capítulo com a reedição de um dos casos mais intrigantes de supostos encontros alienígenas, ocorrido no Brasil. O YouTuber e narrador de histórias MrBallen trouxe à tona novamente essa narrativa enigmática, que persiste por décadas e continua a desafiar explicações oficiais.
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A história remonta a 1977, quando a Dra. Filagi Carvalho, na ilha de Colares, Pará, deparou-se com uma paciente de meia-idade apresentando uma incomum queimadura circular no tórax. A lesão, que media o tamanho de uma bola de futebol e tinha uma forma perfeitamente arredondada, assemelhava-se a uma queimadura solar severa, mas com duas pequenas marcas de perfuração centrais, parecidas com mordidas.
Ao questionar a vítima sobre o incidente, a mulher relatou, em estado de choque, um episódio fora do comum. Ela descreveu a aparição de um objeto voador de formato cilíndrico e metálico, que teria emitido um feixe de luz em direção ao seu peito. A paciente alegou ter sentido duas perfurações intensas e a sensação de que seu sangue era sugado, momentos antes de o objeto se afastar e sumir.
A médica, embora ouvisse com atenção, inicialmente considerou a possibilidade de que a paciente estivesse enfrentando problemas psicológicos. Ela encaminhou a mulher para um hospital mais equipado, situado a aproximadamente três horas de viagem, para que recebesse cuidados especializados. Contudo, menos de um dia após a transferência, a mulher veio a óbito.
Dias mais tarde, um novo paciente foi atendido, exibindo lesões quase idênticas. Tratava-se de um homem de meia-idade, cujas queimaduras, entretanto, aparentavam ser menos severas. Durante o atendimento, a Dra. Carvalho o interrogou, e o homem, com notável tranquilidade, reiterou a mesma narrativa apresentada pela paciente que falecera.
A origem do apelido “Chupa-Chupa” e os relatos médicos na ilha
O volume de ocorrências com características semelhantes cresceu de forma constante nas semanas subsequentes. No final de 1977, a Dra. Carvalho já estava atendendo novos pacientes com essas lesões quase todos os dias na região, o que tornou o caso uma anomalia médica para a época.
A médica Filagi Carvalho expressou sua perplexidade diante da situação, afirmando não saber mais no que acreditar, enquanto a cada dia mais indivíduos procuravam seu consultório com ferimentos inexplicáveis e padronizados.
Os habitantes de Colares, no Pará, começaram a relatar a visão de luzes enigmáticas, cilindros que flutuavam e outros objetos aéreos luminosos que surgiam com frequência depois do anoitecer. Diversos moradores asseguraram que essas luzes emitiam feixes concentrados, resultando em queimaduras, sensação de fraqueza, tontura e ferimentos perfurantes.
Adicionalmente, as testemunhas descreveram sintomas como cansaço extremo, anemia e episódios de paralisia temporária. Os eventos ficaram popularmente conhecidos na região como ataques do “Chupa-Chupa”, uma expressão em português que alude à crença de que as luzes misteriosas estariam drenando o sangue das vítimas.
O ceticismo inicial da Dra. Carvalho começou a ser abalado em uma noite no final de novembro. Enquanto retornava para casa pela praia, a médica ouviu os gritos de pessoas que corriam da orla. Ela relatou ter avistado um objeto metálico, em formato cilíndrico, que pairava a cerca de 30 metros de altura sobre o oceano.
Diferente da reação de pânico dos demais, a Dra. Carvalho optou por se aproximar do fenômeno. Ela recordou, em depoimento posterior, ter sentido uma admiração profunda enquanto estava posicionada sob o objeto, que em seguida acelerou bruscamente e sumiu no horizonte.
Operação Prato: a investigação militar brasileira em busca de explicações para os OVNIs

Diante da escalada no número de relatos, as Forças Armadas do Brasil lançaram uma investigação oficial, denominada Operação Prato. A Força Aérea Brasileira ficou encarregada de liderar os trabalhos para apurar os fatos em Colares e arredores, marcando um dos raros casos de envolvimento militar direto com fenômenos ufológicos no país.
Os responsáveis pela investigação catalogaram centenas de depoimentos de moradores de Colares e das localidades próximas. Os documentos oficiais detalham uma vasta quantidade de avistamentos de objetos aéreos luminosos e, mais alarmante, alegados ataques com o uso de feixes de luz que causavam lesões físicas nas vítimas.
Conforme apontam os registros da Operação Prato, mais de 400 pessoas reportaram lesões resultantes desses enigmáticos feixes luminosos. Além disso, várias mortes foram associadas pelos residentes locais aos incidentes inexplicáveis. Entretanto, é importante ressaltar que nenhuma prova médica ou científica conclusiva conseguiu estabelecer uma ligação direta de causa e efeito entre os supostos fenômenos aéreos e os óbitos.
A investigação oficial foi encerrada em 1978. Passadas décadas, o governo brasileiro tornou públicos diversos arquivos da então chamada Operação Disco Voador. Contudo, um dos militares envolvidos nos trabalhos declarou, anos mais tarde, que uma parcela do material reunido permaneceu inacessível ao escrutínio público, mantendo o mistério sobre a totalidade dos fatos apurados.
Quase meio século após os acontecimentos, os alegados ataques do “Chupa-Chupa” permanecem como um dos maiores e mais duradouros enigmas ufológicos do Brasil. Mesmo com a desclassificação de parte dos documentos, as respostas definitivas para o que ocorreu na ilha de Colares ainda são escassas, mantendo o caso como um ponto de referência para o estudo de UAPs no mundo.














