Anvisa desmente boatos sobre vacina de sarampo e reforça segurança em meio a 24 casos no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, em 14 de agosto de 2026, um comunicado para refutar informações errôneas que circulam nas plataformas digitais sobre a vacina do sarampo. O informe busca fortalecer a adesão às campanhas de imunização, como a que está em andamento em São Paulo, diante dos alertas da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Ministério da Saúde sobre a necessidade de conter a propagação do vírus.
Um dos principais pontos contestados pela agência reguladora é a alegação equivocada de que as vacinas aplicadas no Brasil teriam caráter experimental. Esta tese infundada tem sido utilizada por grupos que negam a ciência desde o começo da imunização contra a covid-19, período em que as vacinas se mostraram cruciais para controlar a doença e reduzir significativamente o número de óbitos.
“As vacinas disponíveis tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede particular passaram por todas as fases essenciais para comprovar sua segurança e eficácia”, declarou a Anvisa em nota. A agência reforçou que o processo de registro de imunizantes segue padrões rigorosos antes de serem disponibilizados à população.
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A Anvisa também esclareceu que as normativas brasileiras para aprovação de vacinas estão em conformidade com as diretrizes mais avançadas de importantes órgãos reguladores internacionais, como a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) na Europa, e as autoridades de saúde do Japão e do Canadá. Essa sincronia global reforça a credibilidade e a solidez dos processos de validação adotados no país.
A entidade reguladora ainda detalhou que os imunizantes, após a aprovação e liberação para uso pela população brasileira, continuam sob um acompanhamento criterioso e contínuo.
“No Brasil, os imunizantes em circulação são monitorados por meio do sistema de farmacovigilância e pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), garantindo a identificação e avaliação de eventuais eventos adversos”, explicou a agência. Isso significa que há uma análise ininterrupta do balanço entre os benefícios e os riscos desses produtos para a saúde pública.
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Frente à profusão de publicações com desinformação e falsidades sobre assuntos de saúde, a Anvisa tem emitido comunicados que não apenas desmentem as declarações, mas também fornecem as provas científicas correspondentes. A agência inclusive utiliza letras maiúsculas para assegurar que a população compreenda a natureza incorreta das informações disseminadas.
“NÃO há vacinas experimentais em uso no Brasil. As vacinas NÃO provocam intoxicação. Os imunizantes NÃO contêm componentes secretos ou fragmentos de corpos humanos”, enfatizou o órgão.
A situação atual dos casos de sarampo
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou para um aumento dos casos de sarampo nas Américas e recomendou que os países-membros reforcem suas campanhas de vacinação. Um balanço datado de 18 de julho apontou 47.459 confirmações da doença e 44 óbitos na região. Comparativamente, em todo o ano de 2025, foram registrados 15.011 casos e 32 mortes. Cerca de 95% das ocorrências atuais estão concentradas em quatro nações: Guatemala, México, Estados Unidos e Peru.
No cenário brasileiro, já foram confirmados 24 casos de sarampo, com o estado de São Paulo apresentando o maior número de ocorrências. Por essa razão, a campanha de vacinação foi expandida na região para incluir pessoas entre 6 meses e 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
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Quais são os perigos da doença
Causado por um vírus, o sarampo é uma infecção de alta contagiosidade, caracterizada principalmente pelo surgimento de manchas vermelhas na pele. Outros sinais incluem febre elevada, tosse persistente, olhos irritados, mal-estar generalizado e coriza ou congestão nasal. As complicações mais severas da doença podem ser pneumonia, encefalite (inflamação cerebral) e, em casos extremos, a morte.
A propagação do vírus favorece a eclosão de surtos, especialmente entre indivíduos que não estão vacinados. Conforme dados da Opas, uma única pessoa infectada pode transmitir o sarampo para até 18 contatos próximos.
A vacina que protege contra o sarampo está disponível gratuitamente em todo o território nacional, através do Sistema Único de Saúde (SUS).
Entenda o esquema de vacinação contra o sarampo
- Crianças de 6 a 11 meses: Uma “dose zero” é recomendada em contextos de maior risco de exposição ao vírus, mas ela não anula as doses previstas no calendário de rotina.
- Crianças a partir de 12 meses: A primeira dose (D1) é aplicada aos 12 meses, utilizando a vacina tríplice viral. A segunda dose (D2) ocorre aos 15 meses, com a vacina tetraviral (que pode ser tríplice viral combinada com varicela).
- Pessoas de 5 a 29 anos: Devem iniciar ou finalizar o ciclo de duas doses da vacina tríplice viral, respeitando um intervalo mínimo de 30 dias entre cada aplicação.
- Pessoas de 30 a 59 anos: Precisam receber uma dose da vacina tríplice viral, caso não possuam registro de imunização prévia contra a doença.

















