Saldo de valores a receber nos bancos cai para R$ 5,12 bilhõesPor Beatriz
5 min de leitura
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O volume de recursos não resgatados por brasileiros em contas bancárias diminuiu para R$ 5,12 bilhões, conforme relatório divulgado pelo Banco Central do Brasil com dados atualizados. A redução foi acentuada nos últimos meses, em parte devido à alocação de verbas para o Desenrola 2.0, um programa governamental de renegociação de dívidas.
Parte dos valores que deveriam ser recebidos pelos correntistas foi transferida por diversas instituições financeiras para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), um mecanismo de garantia para operações de crédito.
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Os montantes que não foram solicitados por correntistas e empresas dentro do prazo de 30 dias estabelecido pelo governo foram incorporados ao FGO.
Para que as pessoas possam consultar esses valores, o Banco Central disponibiliza o Sistema Valores a Receber (SVR), que permite a verificação de quantias deixadas em bancos, consórcios e outras instituições por indivíduos e empresas.
Segundo os dados mais recentes do Banco Central, aproximadamente R$ 15,8 bilhões em valores esquecidos já foram devolvidos aos cidadãos, sendo R$ 339 milhões apenas em junho.
Brasileiros com valores a receber e o montante disponível
Do total de pessoas elegíveis, cerca de 22 milhões de brasileiros ainda possuem dinheiro a receber em diferentes instituições, somando um montante de R$ 3,76 bilhões.
No caso de pessoas jurídicas, os recursos acessíveis para resgate totalizam R$ 1,35 bilhão, distribuídos entre mais de 2 milhões de empresas beneficiárias.
A divisão dos beneficiários por faixa de valores a receber é a seguinte:
- 69,84% têm até R$ 10;
- 18,73% possuem entre R$ 10,01 e R$ 100;
- 9,31% contam com valores entre R$ 100,01 e R$ 1.000;
- 2,12% têm quantias superiores a R$ 1.000,01.
É importante esclarecer que um beneficiário que possua valores em mais de uma faixa é contabilizado mais de uma vez nessas estatísticas.

Nova funcionalidade para resgatar valores automaticamente
Em maio de 2025, o Banco Central lançou uma nova função no SVR: a opção de solicitar o resgate automático do dinheiro esquecido em instituições financeiras, disponível para pessoas físicas.
Esta funcionalidade é opcional e está restrita àqueles que utilizam uma chave Pix do tipo CPF.
Para ativar o recurso, os usuários devem acessar o SVR utilizando uma conta gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas já habilitada.
O dinheiro é depositado diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão. Contudo, as instituições que não aderiram ao acordo de devolução via Pix continuarão a exigir a solicitação manual.
Passo a passo para consultar valores a receber
Para verificar e solicitar o resgate de valores esquecidos ou inesperados em bancos, consórcios ou outras instituições financeiras, o acesso deve ser feito exclusivamente por meio do Sistema Valores a Receber (SVR) do Banco Central.
A consulta pública exige o número de CPF ou CNPJ e a data de nascimento ou de abertura da empresa.
O acesso completo ao sistema requer uma conta gov.br (nível prata ou ouro para pessoas físicas) e a verificação em duas etapas ativada.
Sugestões para aplicar os valores resgatados
É aconselhável verificar se o dinheiro pode ser usado para quitar, parcial ou totalmente, alguma dívida pendente ou para amortizar parcelamentos já existentes. Se essa não for sua situação ou se ainda restarem recursos após as quitações, a atenção deve ser direcionada para os investimentos.
A importância de movimentar o dinheiro parado
Manter o dinheiro sem movimentação pode resultar na perda de oportunidades para o investidor.
A desvalorização pela inflação e a perda de rentabilidade são alguns dos pontos negativos ao não investir o recurso disponível.
Ao aplicar esse dinheiro, é possível fazê-lo gerar rendimentos, aproximando-o de seus objetivos financeiros, seja para construir uma reserva de emergência ou para investir em ativos do mercado, otimizando os retornos.
Criando ou reforçando sua reserva de emergência
Esse montante adicional pode ser fundamental para iniciar uma reserva de emergência, caso você ainda não tenha uma, ou para diversificar o portfólio de quem já possui investimentos. Para quem está começando, a sugestão conservadora é ter pelo menos três vezes o valor de seus gastos mensais guardados em aplicações de baixo risco.
Orientação para portfólios de investimento
Nossas carteiras recomendadas podem ser úteis para identificar investimentos adicionais que ajudem a aprimorar seu portfólio.
Mensalmente, divulgamos a Carteira Seleção de Ativos, que apresenta as principais recomendações para o longo prazo, ajustadas ao cenário atual, conforme diferentes políticas de investimento: Conservadora, Moderada e Sofisticada.
As sugestões incluem uma alocação diversificada em diversas classes de ativos e consideram o contexto macroeconômico vigente.
Em períodos de instabilidade nos mercados globais, como o momento atual, reforçamos a importância de estratégias de carrego em detrimento da busca por ganhos de capital imediatos.















