Operação Frank Mobile devolve 100 celulares roubados em SP

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celular roubado - Zurijeta/Shutterstock.com Foto: celular roubado - Zurijeta/Shutterstock.com

As polícias Civil, Militar e Penal e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) devolveram 100 celulares recuperados na Operação Frank Mobile aos seus proprietários em cerimônia realizada na segunda-feira (19), na capital paulista. Ao todo, a força-tarefa já restituiu 180 aparelhos às vítimas desde o início de setembro de 2026.

O secretário de Estado da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, declarou que a atuação das autoridades vai além da recolha dos equipamentos nas ruas. “A operação não termina com a apreensão dos celulares. Nosso trabalho também é fazer com que esses aparelhos voltem para as mãos de quem foi vítima de um roubo ou furto. Ao mesmo tempo, estamos atingindo quem recebe e comercializa esses produtos, porque combater essa cadeia é fundamental para enfraquecer o mercado ilegal e desestimular esse tipo de crime”, afirmou.

Números e local da entrega na Operação Frank Mobile

celular roubado
Foto: celular roubado – MVelishchuk/Shutterstock.com
  • Data e horário da cerimônia: 19 de outubro de 2026, às 14h (horário de Brasília).
  • Local da solenidade: Auditório Queiroz Filho, na sede do MPSP, na Rua Riachuelo, centro de São Paulo.
  • Balanço de apreensões: 60 toneladas de aparelhos celulares e peças sem comprovação de origem recolhidas desde o início de setembro de 2026.
  • Efetivo e mandados: mais de 1,7 mil agentes de segurança mobilizados para cumprir 84 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão, além de prisões em flagrante.

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Vítimas de assaltos em São Paulo recuperam aparelhos

A diretora escolar Luciana Nomoto, de 35 anos, foi uma das proprietárias chamadas ao evento após ter o telefone levado em 9 de setembro de 2026, na Avenida do Estado, enquanto dirigia com o filho recém-nascido no automóvel. “Estouraram o vidro do passageiro e roubaram o celular. Eu fiquei sem saber como reagir”, disse Luciana, que desconfiou do contato inicial das autoridades sobre a localização do bem. “Eu não esperava ter o celular de volta. Tanto que, quando me ligaram, nem acreditei. Será que não é um golpe?”, contou.

Outra vítima atendida na sede do MPSP foi a advogada Karina Serafim, de 29 anos, assaltada em 1º de setembro de 2026 na Rodovia dos Bandeirantes, quando teve o vidro do carro quebrado e perdeu o telefone, uma bolsa, um notebook e outros pertences. “Hoje a gente consegue acreditar no serviço. Existe aquele sentimento de desesperança, de achar que nunca vai ter o celular de volta. Foi uma sensação de surpresa muito prazerosa. Acredito que o trabalho está sendo feito e que existe empenho na recuperação dos bens do trabalhador”, declarou a advogada.

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Investigação do Gaeco e da SSP na Rua dos Guaianases

Deflagrada em setembro de 2026, a Operação Frank Mobile é resultado de cerca de dois anos de investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPSP, em conjunto com o setor de inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O trabalho mapeou as etapas de furto, roubo, receptação, retirada de peças e revenda, com foco em endereços na Rua dos Guaianases, no centro da capital paulista, e em imóveis utilizados por técnicos chamados de “icloudeiros”, investigados por burlar sistemas de bloqueio e adulterar o código de identificação dos telefones.

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Segundo dados do governo paulista, a atual gestão estadual soma 285 operações conjuntas com o Ministério Público em diversas frentes, sendo 127 delas realizadas com a Polícia Civil. “A polícia vai estar sempre presente, e essa união das polícias Militar, Civil e Penal e do Ministério Público é a receita ideal para isso”, disse o secretário Osvaldo Nico Gonçalves.

Estiveram presentes na solenidade o procurador-geral de Justiça do MPSP, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa; o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), desembargador Francisco Eduardo Loureiro; o secretário de Estado da Administração Penitenciária, Marcello Streifinger; o delegado-geral de Polícia do Estado de São Paulo, Artur José Dian; o diretor-geral da Polícia Penal do Estado de São Paulo, Rodrigo Santos Andrade; e o promotor de Justiça do Gaeco, Luiz Fernando Bugiga Rebellato.

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Como registrar o roubo de celular para recuperar o aparelho?

Para viabilizar a identificação e a devolução dos telefones em operações policiais como a que atendeu a família de Luciana Nomoto, as forças de segurança orientam que a vítima registre o boletim de ocorrência (BO) informando o número do IMEI, que é o código de identificação único do aparelho. As autoridades também recomendam comunicar o crime imediatamente à operadora de telefonia e acionar medidas de segurança para proteger dados pessoais e contas bancárias.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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