O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou neste domingo, 25 de outubro de 2026, os seis governadores eleitos no segundo turno das eleições em cinco estados e no Distrito Federal. Os vencedores das disputas no Acre, no Amazonas, no Espírito Santo, no Rio Grande do Norte, no Tocantins e na capital federal tomarão posse em 6 de janeiro de 2027 para mandatos de quatro anos.
As votações estaduais encerraram o calendário de escolha dos chefes dos Executivos locais, iniciado com o primeiro turno no domingo, 4 de outubro de 2026. Ao todo, a disputa deste ano registrou a reeleição de 13 governadores em todo o país, sendo 11 definidos já na primeira etapa da votação e duas candidatas reconduzidas aos cargos na votação decisiva deste fim de semana.
Viradas de Vicentinho Júnior e Cadu de Lula no Tocantins e no Rio Grande do Norte
Duas unidades da Federação registraram reversão do resultado obtido na primeira etapa do pleito. No Tocantins, o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB-TO), que cumpre o terceiro mandato na Câmara dos Deputados, venceu a disputa estadual ao derrotar a senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil), que havia liderado a primeira rodada e terminou o segundo turno com 35,48% dos votos válidos (309.076 votos). O candidato eleito alcançou a maioria dos votos válidos na apuração final das urnas, chegando a 562.083 votos contabilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO).
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Outra virada ocorreu no Rio Grande do Norte, onde o ex-secretário estadual da Fazenda Cadu de Lula (PT) superou o adversário Allysson Bezerra (União Brasil). O candidato petista conquistou o governo potiguar ao somar 50,77% dos votos válidos na contabilização oficial.
Resultados das eleições no Amazonas, no Acre e no Distrito Federal
Na Região Norte, o senador Omar Aziz (PSD-AM) foi eleito governador do Amazonas com 61,41% dos votos válidos, superando a candidata Professora Maria do Carmo Seffair (PL). Com o resultado das urnas, o parlamentar retorna ao posto de chefe do Executivo amazonense, função que exerceu entre março de 2010 — quando assumiu a gestão após a renúncia do titular e conquistou a reeleição naquele mesmo ano — e dezembro de 2014.
Após a confirmação da vitória no Amazonas, Omar Aziz comentou a condução da campanha eleitoral no estado. “Apresentamos o tempo todo propostas, não atacamos ninguém, não denegri a imagem de ninguém; fiz aquilo que todo político deve fazer, discutir com a população os problemas do nosso estado”, afirmou o governador eleito.
No Acre e no Distrito Federal, as duas candidatas que buscavam a manutenção dos mandatos venceram pelo Partido Progressistas (PP). Ambas ocupavam o posto de vice-governadora e assumiram a chefia dos respectivos Executivos em abril de 2026, em razão da renúncia dos titulares anteriores. A governadora do Acre, Mailza Assis (PP), garantiu a reeleição com 66,21% dos votos válidos na disputa contra o senador Alan Rick (Republicanos), enquanto a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), foi reconduzida ao cargo ao atingir 57,18% dos votos válidos contra 42,82% registrados pelo adversário Leandro Grass (PT).
Disputa pelo governo do Espírito Santo e divisão partidária para 2027
A única derrota de um chefe do Executivo em exercício neste segundo turno foi registrada no Espírito Santo. O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) venceu a eleição para o governo capixaba com 52,17% dos votos válidos. Ele superou o atual governador Ricardo Ferraço (MDB), que obteve 47,83% dos votos válidos e comandava a administração estadual desde a renúncia do antecessor, Renato Casagrande.
Com o encerramento da apuração no segundo turno em todo o território nacional, o mapa partidário dos 27 governos estaduais e distrital para o ciclo que começa em 2027 terminou liderado pelo Partido Liberal (PL), que conquistou o comando de seis estados: Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rondônia e Roraima. Logo atrás aparecem três legendas empatadas com quatro unidades da Federação cada uma: o PP governará Acre, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Paraíba; o Republicanos estará à frente de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso; e o Partido dos Trabalhadores (PT) administrará Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.
Mudança na data de posse dos governadores em 2027 pela Emenda 111
O calendário pós-eleitoral definido pelo TSE estabelece a sexta-feira, 18 de dezembro de 2026, como a data-limite para a diplomação de todos os candidatos eleitos no pleito deste ano. Já as cerimônias de início de mandato em 2027 terão um cronograma inédito na política nacional.
Os 27 governadores e vice-governadores eleitos no país assumirão os cargos na quarta-feira, 6 de janeiro de 2027. A alteração ocorre em cumprimento à Emenda Constitucional nº 111/2021, norma aprovada pelo Congresso Nacional que modificou pela primeira vez a data tradicional de 1º de janeiro. A regra transferiu a posse nos estados para o dia seguinte à posse oficial do presidente e do vice-presidente da República, marcada para a terça-feira, 5 de janeiro de 2027, permitindo que os governadores compareçam à cerimônia presidencial em Brasília.
