Poço da BP em Tupinambá dá indícios de hidrocarbonetos no pré-salPor Janderson Luiz
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A BP identificou indícios de hidrocarbonetos no primeiro poço do bloco Tupinambá, no pré-sal da Bacia de Santos. A companhia ainda não tem estimativa de volume, e a perfuração segue em direção à camada pré-sal.
O poço 1-BP-14-SPS começou a ser perfurado em 8 de setembro de 2026, quatro dias depois de o Ibama emitir a licença ambiental para a campanha. A licença autoriza até três poços no bloco, e os dois adicionais dependem dos resultados do primeiro.
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Os indícios foram notificados à ANP em 14 de outubro de 2026, e a BP informou o achado em 17 de outubro. O bloco não tem declaração de comercialidade, por isso a companhia trata o caso como indício, e não como reserva.
BP informou indícios de hidrocarbonetos após perfuração iniciada em setembro
O poço fica em lâmina d’água de 2.343 metros. A licença também aprovou um teste de formação de curta duração, procedimento que isola uma zona de interesse e permite coletar fluidos e medir pressão e vazão da rocha-reservatório.
Os indícios aparecem num bloco vizinho de Bumerangue. Em agosto de 2025, a BP anunciou ali sua maior descoberta em 25 anos, com uma coluna de hidrocarbonetos de cerca de 500 metros. Em entrevista em 2025, o presidente da BP no Brasil, Andres Guevara de la Vega, afirmou que os prospectos são independentes e não necessariamente têm semelhanças geológicas.
O bloco tem estes dados confirmados:
- Participação: BP com 50% e como operadora; Shell com 50%, sujeita à aprovação regulatória
- Arrematado em dezembro de 2023, no 2º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção
- Contrato administrado pela Pré-Sal Petróleo (PPSA) em nome do governo federal
- Fim da fase exploratória previsto para 27 de maio de 2031
Sonda Mykonos foi contratada até junho de 2027 e seguirá para Bumerangue
A sonda Deepwater Mykonos, operada pela Transocean, foi afretada pela BP entre setembro de 2026 e junho de 2027. Depois dos trabalhos em Tupinambá, ela deve seguir para Bumerangue, onde a companhia iniciará o programa de avaliação.
Shell terá metade do Tupinambá, à espera de ANP e MME
A BP fechou acordo com a Shell em 2 de setembro de 2026 para a entrada da petroleira no bloco, com 50% de participação. O Cade aprovou a operação em 10 de setembro, mas a conclusão ainda depende de aval da ANP e do Ministério de Minas e Energia (MME).
O movimento faz parte da meta da BP de elevar a produção global para 2,3 a 2,5 milhões de barris de óleo equivalente por dia até 2030, segundo o plano divulgado pela companhia. Enquanto isso, os dados do primeiro poço vão definir se os dois poços adicionais serão perfurados.















