Pix chega às máquinas do Metrô de SP e Edmonson perde validade em 31 de outubroPor Manuela
4 min de leitura
![]() |
O Pix já pode ser usado para comprar bilhetes unitários com QR Code impressos na hora nas máquinas de autoatendimento das estações do Metrô de São Paulo. A novidade começou em 20 de outubro de 2026, pela Linha 1-Azul, em uma rede que transporta, em média, 3 milhões de pessoas por dia.
A Autopass, empresa que opera os equipamentos do sistema de bilhetagem TOP, faz a atualização dos terminais. A ativação será feita aos poucos nas 71 estações e nos 78,2 quilômetros administrados diretamente pela companhia estadual, com conclusão prevista para 30 de outubro de 2026.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Calendário de ativação do Pix em cada linha
A configuração dos terminais foi dividida por ramais, para que o sistema se adapte sem interromper o atendimento. Nos trens metropolitanos, operados pela CPTM e por concessionárias, o pagamento instantâneo já funciona desde julho de 2026 nas linhas 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
- Linha 1-Azul: de 20 a 22 de outubro de 2026, com todas as máquinas habilitadas
- Linha 2-Verde: 23 e 26 de outubro de 2026
- Linha 3-Vermelha: 27 e 28 de outubro de 2026
- Linha 15-Prata: 29 e 30 de outubro de 2026
Preços do bilhete e formas de comprar sem fila
O Metrô atende 105 estações e 116 quilômetros de linhas na capital, com média de 4,3 milhões de passageiros por dia. O Bilhete Unitário QR Code custa R$ 5,40 e vale para uma viagem no sistema sobre trilhos. Quem usa o Bilhete Único Comum na integração entre trens e ônibus municipais paga R$ 8,34, enquanto a integração no Vale-Transporte custa R$ 10,28.
Acompanhe: Banco Central libera Pix Automático no salário e pune instituições
Além das máquinas, o bilhete QR Code pode ser comprado nos guichês, pelo aplicativo TOP, disponível para Android e iOS, e pelo WhatsApp oficial, no número (11) 3777-9456. As catracas continuam aceitando os cartões Bilhete Único e TOP, além da aproximação com cartões de crédito e débito, físicos ou virtuais, em celulares e relógios inteligentes. Esse recurso começou em dezembro de 2025 e foi estendido em setembro de 2026 às catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.
Fim do Edmonson depois de 52 anos de uso
O bilhete magnético Edmonson, um tíquete de papel com tarja preta, foi criado no século XIX pelo inglês Thomas Edmondson para o setor ferroviário. No Metrô paulistano, ele passou a ser usado desde o início da operação comercial, em 14 de setembro de 1974, no trecho entre Jabaquara e Vila Mariana. Ao longo desse período, a rede acumulou mais de 35 bilhões de passageiros transportados, e o modelo será retirado por causa da obsolescência do sistema de leitura e da falta de peças de reposição no mercado.
Leia também: Vítimas de golpes bancários têm 80 dias para contestar o Pix no Banco Central
A fabricação, feita pela Casa da Moeda em unidades de 6,5 por 3 centímetros, foi encerrada em 2021, mas a companhia manteve a venda do estoque restante enquanto migrava para o QR Code. Os passageiros poderão usar o Edmonson nas catracas somente até 31 de outubro de 2026. A partir de 1º de novembro de 2026, o acesso com o papel será bloqueado, e a troca das unidades guardadas deverá ocorrer entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Cerca de 13,7 milhões de unidades foram emitidas, e o diretor comercial da empresa, Leonardo Ceragioli, afirmou que "o que está acontecendo não é simplesmente a substituição de um modo de pagamento por outro".
Ainda não há data para o Pix nas máquinas das linhas privadas 4-Amarela e 5-Lilás. O Metrô também não divulgou os endereços dos postos de troca do Edmonson nem o procedimento detalhado, e informou que os locais serão divulgados depois.















