INSS nega que cadastro biométrico evite suspensão de benefíciosPor Jeronimo Santos
3 min de leitura
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Biometria não é condição para manter benefícios do INSS, e a informação contrária que circula nas redes sociais é falsa, afirma o órgão. Em nota divulgada em 28 de outubro de 2026, o instituto disse que a exigência vale apenas para quem fez um pedido novo desde 21 de novembro de 2025.
Cadastro biométrico vale só para pedidos feitos desde novembro de 2025
Os conteúdos falsos afirmam que seria preciso fazer um cadastro biométrico para evitar a suspensão do benefício. Ao rebater o boato, a nota diz que “nem sequer existe essa opção” de cadastro para esse fim.
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A exigência começou a valer em 21 de novembro de 2025 para novos pedidos de benefícios previdenciários e assistenciais. O objetivo, segundo o INSS, é reduzir o risco de pagamentos indevidos a terceiros. O registro usa a biometria já cadastrada na Carteira de Identidade Nacional (CIN), na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no título de eleitor, e quem já tem esse cadastro em um desses documentos não precisa repetir o processo.
Quem já recebe benefício não precisa fazer biometria
Beneficiários que já recebem não precisam comparecer às agências do INSS para fazer o cadastro biométrico, segundo o órgão. A regra não atinge os benefícios ativos. Se for preciso atualizar algum cadastro, o INSS afirma que comunicará o segurado individualmente e com antecedência, sem impacto no recebimento dos valores.
Quem está isento e o que acontece sem o cadastro
A Portaria Dirben/INSS nº 1.347, de 18 de junho de 2026, prevê as dispensas:
- pessoas com mais de 80 anos, desde que a idade seja confirmada no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) ou por documento oficial com foto;
- migrantes, refugiados e apátridas;
- pessoas impossibilitadas de se deslocar por mais de 30 dias por motivo de saúde ou deficiência;
- pedidos de salário-maternidade, benefício por incapacidade e pensão por morte.
Quem não tem biometria cadastrada e não se enquadra em nenhuma dessas hipóteses será notificado pelo INSS e terá até 30 dias para regularizar a situação. Segundo a portaria, o prazo começa a contar a partir da comunicação do órgão.
Golpistas usam informações falsas sobre biometria para roubar dados
O boato é usado por fraudadores para obter dados pessoais das vítimas. Em alerta de setembro de 2026, o INSS informou que não pede informações por telefone, mensagem ou e-mail e não envia links para cadastro de biometria facial. Na nota de 28 de outubro, o órgão também afirmou que não envia servidores à casa dos cidadãos para comprovação de vida e não solicita senhas, dados bancários ou transferências de dinheiro.
Em abril de 2026, o INSS já havia alertado para criminosos que se apresentam como servidores e vão até a residência de beneficiários para coletar dados.
Para se proteger, o INSS orienta:
- não clicar em links desconhecidos, já que golpistas usam páginas falsas para capturar dados;
- não informar senhas, dados bancários nem fazer transferências a pedido de desconhecidos;
- tirar dúvidas pelo Meu INSS ou pela Central 135.
CIN será a única base biométrica aceita a partir de 2028
Desde 1º de janeiro de 2028, a Carteira de Identidade Nacional passa a ser o único documento com biometria aceito para pedidos e para a manutenção de benefícios, segundo o cronograma divulgado pelo INSS.















