Fórmula 1: Senna e Schumacher somam 132 vitórias, com 41 do brasileiro e 91 do alemãoPor Luís Henrique Costa
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Sete títulos mundiais de um lado, três do outro. Somados, Michael Schumacher e Ayrton Senna chegam a dez campeonatos e 132 vitórias na história da Fórmula 1. O brasileiro Senna deixou as pistas após 161 Grandes Prêmios, com 41 triunfos. O alemão Schumacher acumulou 91 primeiros lugares em 306 provas na principal categoria do automobilismo.
Os dois dividiram o grid diretamente entre 1991 e 1994, período em que estilos de condução e gerações diferentes do esporte a motor ficaram frente a frente. Nas qualificações, Senna somou 65 poles positions, enquanto Schumacher chegou a 68 largadas na ponta ao longo de toda a carreira.
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Passagens por Toleman, Lotus, McLaren, Benetton e Ferrari
O piloto paulista Ayrton Senna, nascido em São Paulo em 1960, estreou na Fórmula 1 em 1984 pela Toleman. Ele foi para a Lotus em 1985, onde venceu seis corridas, a primeira no Grande Prêmio de Portugal, sob forte chuva. Na McLaren, entre 1988 e 1993, conquistou 35 triunfos e os títulos de 1988, 1990 e 1991.
O alemão Michael Schumacher, natural de Hürth, estreou em 1991 com um carro da Jordan. Pouco depois foi para a Benetton, onde venceu pela primeira vez no Grande Prêmio da Bélgica de 1992 e conquistou os títulos de 1994 e 1995. A chegada à Ferrari, em 1996, abriu um ciclo de 72 vitórias e cinco títulos mundiais seguidos para a equipe italiana.
Os dois se enfrentaram diretamente em 51 corridas. Nesse recorte, Senna venceu 15 vezes e anotou 13 poles, enquanto Schumacher somou dez vitórias e largou na primeira posição seis vezes.
Números lado a lado nas primeiras 161 corridas
Para comparar carreiras de durações diferentes, a análise usa o limite de 161 Grandes Prêmios, total exato de provas disputadas por Senna. Nesse intervalo, os números mostram vantagens divididas conforme o fundamento avaliado.
- Vitórias: 41 de Senna (25,5%) contra 53 de Schumacher (32,9%).
- Poles positions: 65 de Senna (40,4%) contra 43 de Schumacher (26,7%).
- Pódios: 80 de Senna (49,7%) contra 88 de Schumacher (54,6%).
- Voltas mais rápidas: 19 de Senna (11,8%) contra 36 de Schumacher (22,4%).
- Voltas na liderança: 2.987 de Senna contra 3.028 de Schumacher.
- Quilometragem na liderança: 13.430 km de Senna contra 15.512 km de Schumacher.
As condições técnicas e o calendário de cada década ajudam a explicar as diferenças. Senna dividiu a pista com Nelson Piquet, Alain Prost e Nigel Mansell em temporadas de cerca de 16 etapas. Schumacher enfrentou a mesma geração no início, e depois disputou calendários de 17 a 19 corridas por ano na Ferrari.
Chuva, Mônaco e Spa: maneiras diferentes de guiar
Senna se destacava nas classificações e no controle do carro sob chuva, condição vista nas vitórias de Portugal, em 1985, e da Europa, em 1993. No traçado urbano de Mônaco, participou de dez edições, com cinco poles e o recorde de seis vitórias naquela pista.
Schumacher apoiava seus resultados na regularidade dos tempos de volta, nas estratégias de parada nos boxes e na integração com os engenheiros. Em Spa-Francorchamps, na Bélgica, ele subiu seis vezes ao degrau mais alto do pódio. O recorde de cinco títulos consecutivos na Ferrari ficou exclusivo do alemão até ser igualado por Lewis Hamilton.
Brigas pelo título com Prost, Hill e Hakkinen
Os três títulos de Senna vieram em disputas diretas com Alain Prost, como companheiro de equipe e como rival. Em 1988, ambos defendiam a McLaren, e Senna garantiu a taça com vantagem de três pontos, após oito vitórias contra sete do francês. Em 1990, Senna superou Prost, que já estava na Ferrari, e em 1991 confirmou o tricampeonato com sete vitórias na temporada.
Schumacher teve como adversários Damon Hill, Jacques Villeneuve e Mika Hakkinen. O primeiro título, em 1994, foi decidido após uma colisão com Damon Hill na etapa da Austrália. Em 2002, o alemão venceu 11 das 17 provas do calendário, a melhor marca estatística da fase na Ferrari.
Na Bélgica de 1992, em Spa-Francorchamps, Schumacher venceu e Senna terminou em quinto. Em 1993, ao guiar uma McLaren com desvantagem técnica, Senna fechou o ano com cinco vitórias contra duas do alemão.
Legado social de Senna e a reestruturação da Ferrari por Schumacher
Depois do acidente fatal de Senna no circuito de Ímola, em 1994, a Fórmula 1 revisou carros e autódromos, medidas que reduziram o índice de fatalidades nas décadas seguintes. A fundação do Instituto Ayrton Senna passou a atender crianças em projetos de educação, mantendo viva a memória do piloto.
Schumacher, que sofreu um acidente de esqui em 2013, deixou como marca a reestruturação técnica da Ferrari ao lado dos engenheiros da equipe italiana. Ele firmou parcerias com Mercedes e Shell. A trajetória do alemão segue retratada em documentários, enquanto Senna recebe homenagens todos os anos em seu país de origem.
O recorde de vitórias de Schumacher, porém, já tem novo dono. Lewis Hamilton superou as 91 vitórias do alemão no Grande Prêmio de Portugal de 25 de outubro de 2020. Em 14 de junho de 2026, ele venceu o Grande Prêmio da Espanha, em Barcelona, primeira vitória pela Ferrari, e chegou a 106 triunfos. Schumacher segue em segundo lugar na lista de vitórias, com 91.
















