Reajuste de 2026 do Bolsa Família (15,04%, piso de R$ 691) e impacto nas famíliasPor Luís Pereira
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O piso do Bolsa Família subiu 15,04% a partir de outubro de 2026. O valor mínimo por família passou de R$ 600 para R$ 691 por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os novos valores já entraram na folha de pagamento do programa.
Quanto cada parcela passa a pagar desde outubro
O Decreto nº 13.120, de 17 de setembro de 2026, corrigiu os benefícios pela variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. A medida tem efeito financeiro desde 1º de outubro de 2026. Segundo o governo, o valor médio por família passa de R$ 675 para R$ 777, uma alta nominal próxima de R$ 100.
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- Valor mínimo por família: de R$ 600 para R$ 691
- Benefício de Renda de Cidadania: de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família
- Benefício Primeira Infância: de R$ 150 para R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos
- Benefício Variável Familiar: de R$ 50 para R$ 58 por gestante, nutriz, criança ou adolescente de sete a 18 anos incompletos
O Benefício Complementar completa a soma das parcelas até o piso de R$ 691. Por isso, o pagamento final varia conforme a composição de cada família e os adicionais aplicáveis a ela.
Quem continua elegível e como funciona a regra de proteção
O reajuste não altera os critérios de entrada no programa. Continuam elegíveis as famílias inscritas no CadÚnico com renda de até R$ 218 por pessoa. Quem já recebe o benefício não precisa fazer nova inscrição para receber os novos valores.
Quando a renda aumenta, a família pode manter parte do auxílio. Pela regra de proteção, ela recebe 50% do benefício por até 12 meses, desde que a renda por pessoa não passe de R$ 706.
Por que o governo reajustou os valores
O governo afirma que a correção busca preservar o poder de compra das famílias, principalmente em despesas com alimentação. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), esta é a primeira atualização dos valores pela inflação desde a retomada do modelo atual do programa, em 2023.
Bruno Moretti, do Ministério do Planejamento e Orçamento, afirmou que o reajuste foi viabilizado por sobras no Orçamento de 2026 após o fim da fila do INSS. O impacto previsto é de R$ 5,8 bilhões em 2026, a partir da folha de outubro, e de cerca de R$ 22 bilhões no ano seguinte.
Pagamentos de outubro e escalonamento por NIS
Os pagamentos com os novos valores começaram em 19 de outubro de 2026, para as famílias com NIS final 1. A distribuição segue o escalonamento pelo último dígito do Número de Identificação Social (NIS), conforme o calendário do programa.
Os beneficiários podem consultar datas e valores pelo aplicativo do Bolsa Família, pelo aplicativo Caixa Tem, em terminais de autoatendimento da Caixa, em lotéricas e nos correspondentes Caixa Aqui.
Atualização do CadÚnico segue como condição para receber
O Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) continua sendo a principal ferramenta para identificar as famílias atendidas. Mudança de endereço, de composição familiar ou de renda deve ser informada para evitar bloqueios ou cancelamentos. As atualizações são feitas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) dos municípios.
Condicionalidades de saúde e educação seguem nas regras
O programa mantém o acompanhamento de vacinação, de pré-natal para gestantes e da frequência escolar de crianças e adolescentes. Esses itens são tratados como parte do benefício, e não como uma transferência isolada de renda.















