Aposentadoria com 15 anos de contribuição: regras valem em 2026Por Carolina Costa
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Mulheres que contribuem ao INSS por 15 anos podem pedir aposentadoria por idade aos 62 anos em 2026. Para os homens, a idade mínima segue em 65 anos, e o tempo de contribuição depende da data de filiação. Nas regras de transição, a idade progressiva chega a 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens, e a regra dos pontos exige 93 pontos para elas e 103 para eles.
Exigências para quem se aposenta por idade na área urbana
A aposentadoria por idade urbana é uma das modalidades mais usadas por quem tem 15 anos de contribuição. Os requisitos mudam conforme o sexo do segurado e a data em que ele começou a contribuir ao INSS.
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- Mulheres: 62 anos de idade, 15 anos de contribuição e carência de 180 meses.
- Homens filiados antes de 13 de novembro de 2019: 65 anos de idade e 15 anos de contribuição.
- Homens filiados a partir de 13 de novembro de 2019: 65 anos de idade e 20 anos de contribuição.
A data de início das contribuições define a exigência dos homens. A Reforma da Previdência, aprovada pela Emenda Constitucional nº 103/2019, marca essa linha divisória. Quem começou antes dela mantém o requisito de 15 anos, e essa diferença costuma gerar dúvidas.
Como fica a aposentadoria de quem trabalha no campo
Para quem trabalha no campo, a aposentadoria por idade rural não sofreu mudanças significativas com a reforma. Ela continua exigindo 15 anos de atividade rural, com idade mínima de 55 anos para mulheres e 60 anos para homens. Não é preciso comprovar contribuições ao INSS, e sim a atividade durante o período exigido.
A comprovação pode ser feita com contratos de trabalho rural, notas fiscais de produção ou declarações sindicais. O segurado especial recebe um salário mínimo, de R$ 1.621,00 em 2026.
Pessoa com deficiência: idade e tempo de contribuição mínimos
Pessoas com deficiência têm requisitos mais acessíveis que os da regra geral. Mulheres precisam de 55 anos de idade e homens de 60 anos, sempre com 15 anos de contribuição como pessoa com deficiência. Essa regra não sofreu alterações com a reforma previdenciária.
Para comprovar a condição, o segurado passa por perícia médica e social. A avaliação mede o grau da deficiência e sua duração ao longo da vida de trabalho.
Atividades de risco: pontuação e comprovação com PPP
Profissionais expostos a condições que comprometem a saúde ou a segurança de forma grave podem se aposentar com 15 anos de contribuição em alto risco. Nesse caso, a pontuação mínima é de 66 pontos, obtida pela soma da idade com o tempo de contribuição. Um trabalhador com 51 anos e 15 anos de atividade especial atinge os 66 pontos exigidos.
Mineradores subterrâneos e trabalhadores em túneis ou galerias estão entre as funções que costumam se enquadrar. Para provar o alto risco, é preciso apresentar o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), documento que descreve as condições de trabalho com base no Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT).
Quanto recebe quem se aposenta depois da reforma
O cálculo usa a média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, sem descartar os 20% menores, como ocorria antes. O benefício inicial é de 60% dessa média, com acréscimo de 2 pontos percentuais por ano que exceder 20 anos para homens ou 15 anos para mulheres. Em 2026, nenhuma aposentadoria pode ficar abaixo do salário mínimo de R$ 1.621,00.
Antes da reforma, a aposentadoria por idade considerava 80% dos maiores salários e chegava a 85% da média com 15 anos de contribuição. Na aposentadoria especial, o valor era integral. Com as regras atuais, ela começa em 60% da média, mais 2% por ano que exceder o tempo mínimo, e um trabalhador com 20 anos teria 70% da média salarial.
Por que manter as contribuições após os 15 anos
Parar de contribuir ao INSS ao chegar aos 15 anos pode reduzir o valor do benefício, sobretudo se os últimos salários forem maiores. A perda da qualidade de segurado também interrompe coberturas como auxílio-doença e pensão por morte.
Continuar contribuindo, de forma planejada, costuma melhorar o valor da aposentadoria e manter os direitos previdenciários. Um advogado especializado em direito previdenciário pode simular cenários para o caso do segurado. O pedido é feito pelo Meu INSS ou pela Central 135, depois da conferência do CNIS.















