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Motos indianas Bajaj e Royal Enfield conquistam o Brasil com preços acessíveis e tecnologia avançada. Em 2025, as marcas indianas Royal Enfield e Bajaj registraram um crescimento de 40% nas vendas de motocicletas no país, consolidando-se como líderes em categorias como custom e naked. Presentes no Brasil desde 2017 e 2022, respectivamente, as fabricantes alcançaram 22.047 unidades emplacadas até julho, segundo a Fenabrave. Produzidas em Manaus, modelos como a Royal Enfield Hunter 350 e a Bajaj Dominar 400 atraem consumidores urbanos e aventureiros com valores a partir de R$ 17.900 e recursos como freios ABS e navegação GPS. A expansão de concessionárias, com 40 lojas para a Royal Enfield e 45 para a Bajaj, reforça a presença das marcas, que desafiam gigantes japonesas como Honda e Yamaha. O sucesso reflete a busca por mobilidade econômica e soluções tecnológicas no mercado brasileiro.

A Royal Enfield, com 17.253 unidades vendidas em 2024, lidera o segmento custom, enquanto a Bajaj, com 4.594 emplacamentos até julho de 2025, domina as nakeds. A estratégia de preços competitivos, com modelos como a Hunter 350 a R$ 19.990, atrai consumidores que buscam estilo e desempenho. A Bajaj, por sua vez, aposta na Dominar 200, lançada em 2025 por R$ 19.900, com freios ABS nas duas rodas.

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  • Destaques das marcas indianas:
    • Royal Enfield: 17.253 unidades vendidas em 2024, crescimento de 38,7%.
    • Bajaj: 4.594 emplacamentos até julho de 2025, quase três vezes 2023.
    • Preços a partir de R$ 17.900 (Bajaj) e R$ 19.990 (Royal Enfield).
    • Tecnologia: ABS, GPS Tripper, iluminação LED.

A expansão das marcas reflete a crescente demanda por motos acessíveis e tecnológicas, com a Royal Enfield planejando 60 concessionárias até o fim de 2025 e a Bajaj mirando triplicar suas vendas.

Preços acessíveis e tecnologia

A Royal Enfield Hunter 350, com preço inicial de R$ 19.990, é a moto mais vendida da marca no Brasil, com 3.027 unidades emplacadas em 2024. Seu motor monocilíndrico de 349 cm³ entrega 20,2 cavalos e 2,75 kgf.m de torque, ideal para uso urbano e viagens curtas. Equipada com freios ABS e sistema de navegação Tripper, a moto combina design clássico com tecnologia moderna, atraindo iniciantes e fãs de custom. A Super Meteor 650, outro sucesso, vendeu 650 unidades em 48 horas, gerando uma fila de espera de quatro meses.

A Bajaj Dominar 200, lançada em 2025, custa R$ 19.900 e se destaca com freios ABS em ambas as rodas e suspensão dianteira invertida. O modelo, com motor de 199,5 cm³ e 24,5 cavalos, é voltado para quem busca desempenho em um pacote acessível. A Dominar 400, por R$ 24.200, lidera o segmento naked, superando a Yamaha MT-03 com 307 emplacamentos em março de 2025. Ambas as marcas oferecem três anos de garantia, reforçando a confiança no pós-venda.

  • Preços e modelos principais:
    • Royal Enfield Hunter 350: R$ 19.990.
    • Royal Enfield Super Meteor 650: R$ 29.990.
    • Bajaj Dominar 200: R$ 19.900.
    • Bajaj Dominar 400: R$ 24.200.

Expansão de concessionárias

A Royal Enfield abriu sua 40ª concessionária em Uberlândia, Minas Gerais, em junho de 2025, enquanto a Bajaj alcançou 45 lojas com uma nova unidade em Macapá, Amapá. A Royal Enfield, presente no Brasil desde 2017, planeja chegar a 60 pontos de venda até o fim do ano, com foco em cidades do interior de São Paulo, Paraná e Mato Grosso. A Bajaj, que iniciou operações em 2022, já cobre 14 estados, com forte presença no Nordeste, onde abriu 11 lojas.

A produção local em Manaus, na fábrica da Dafra, permite preços competitivos. A Royal Enfield monta kits CKD (Completely Knocked Down), com capacidade para 15 mil motos por ano, enquanto a Bajaj, com uma nova fábrica inaugurada em 2024, produz até 20 mil unidades anuais. A logística otimizada reduz custos de importação, beneficiando consumidores com valores abaixo da média do mercado.

A expansão reflete a estratégia das marcas para atender a demanda crescente. A Royal Enfield, por exemplo, criou um comitê para mulheres motociclistas e programas de treinamento para mecânicos, enquanto a Bajaj oferece revisões com preços fixos, garantindo transparência.

Tecnologia embarcada

As motos indianas se destacam por combinar tecnologia avançada com preços acessíveis. A Royal Enfield Himalayan 450, eleita Moto do Ano na Índia em 2024, traz um motor de 452 cm³ com 40,02 cavalos e 4,07 kgf.m de torque. Equipada com freios ABS, embreagem deslizante e dois modos de pilotagem (Performance e Eco), a moto consome 28,15 km/l. Seu painel digital inclui conectividade com smartphone e navegação GPS, atraindo pilotos aventureiros.

A Bajaj Dominar 400, líder no segmento naked, oferece suspensão dianteira invertida e monoamortecedor Nitrox na traseira, garantindo estabilidade em terrenos variados. Com 40 cavalos e freios ABS, o modelo compete com a Honda CB 500X e a Yamaha MT-09, mas por um preço menor. A linha Pulsar, com modelos como a NS 160 e NS 200, tem design esportivo e freios a disco, conquistando o público jovem.

A tecnologia das marcas indianas, como iluminação LED e conectividade, rivaliza com modelos japoneses, enquanto os preços mais baixos atraem consumidores que antes optavam por Honda CG 160 ou Yamaha Fazer 150. A Royal Enfield, por exemplo, integrou o sistema Tripper em todos os modelos, oferecendo navegação curva a curva via Bluetooth.

Crescimento no mercado

O mercado de motos no Brasil cresceu 17% em 2024, com 1,089 milhão de unidades emplacadas até julho, segundo a Fenabrave. A Royal Enfield registrou 17.253 vendas, um aumento de 38,7% em relação a 2023, enquanto a Bajaj triplicou seus números, com 4.594 unidades. A Honda mantém a liderança, com 760 mil emplacamentos e 67,4% do mercado, seguida pela Yamaha, com 13,9%. As indianas, no entanto, ganharam espaço, com a Royal Enfield em quinto lugar e a Bajaj em décimo.

A categoria custom, liderada pela Royal Enfield, cresceu 44% em 2024, impulsionada pela Hunter 350 e Super Meteor 650. A Bajaj domina o segmento naked, com a Dominar 400 superando a Yamaha MT-03. O sucesso das marcas reflete a busca por motos acessíveis em um cenário de alta de combustíveis e necessidade de mobilidade urbana.

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Modelos em destaque

A Royal Enfield Super Meteor 650, lançada em 2023, é um dos modelos mais procurados, com 650 unidades vendidas em 48 horas. Seu motor bicilíndrico de 648 cm³ entrega 47 cavalos e 53,3 Nm de torque, ideal para viagens longas. O assento baixo e o painel digital-analógico com navegação Tripper garantem conforto e estilo. A Himalayan 450, por sua vez, é voltada para aventuras off-road, com suspensões de longo curso e modos de pilotagem ajustáveis.

A Bajaj Dominar 200, lançada em 2025, reforça a aposta da marca em segurança, com freios ABS nas duas rodas e suspensão invertida. A Pulsar NS 160, com 17,2 cavalos, compete com a Yamaha FZ 15, enquanto a NS 200, com 24,5 cavalos, atrai pilotos que buscam desempenho. A Avenger Street 160, com estilo custom, é uma opção acessível a R$ 17.900, rivalizando com a Haojue Chopper.

  • Modelos populares:
    • Royal Enfield Hunter 350: 3.027 unidades vendidas em 2024.
    • Royal Enfield Super Meteor 650: 650 unidades em 48 horas.
    • Bajaj Dominar 400: 307 emplacamentos em março de 2025.
    • Bajaj Pulsar NS 160: R$ 17.900.

Competição com marcas japonesas

A Honda, com 760 mil motos emplacadas em 2024, e a Yamaha, com 69.880, ainda dominam o mercado brasileiro. No entanto, a chegada das indianas pressiona as gigantes japonesas a modernizar seus modelos. A Honda NXR 160 Bros, por exemplo, ganhou freios ABS e luzes LED em 2025, enquanto a Yamaha FZ 15 incorporou conectividade. A Bajaj, com sua Dominar 400, superou a Yamaha MT-03, enquanto a Royal Enfield desbancou a Triumph Scrambler 400X na categoria custom.

A competição se intensifica nas categorias street e naked, que representam 41% das vendas no Brasil. A Bajaj, com preços mais baixos e garantia de três anos, atrai consumidores que antes optavam por modelos utilitários como a Honda CG 160. A Royal Enfield, com seu foco em design clássico, conquistou um nicho de pilotos que valorizam estilo e conforto.

Produção local em Manaus

A Royal Enfield opera em Manaus desde 2022, montando kits CKD em parceria com a Dafra, com capacidade para 15 mil motos por ano. A Bajaj, que inaugurou sua fábrica em 2024, produz até 20 mil unidades anuais, com planos de expansão. A produção local reduz custos de importação e permite preços competitivos, como os R$ 17.900 da Pulsar NS 160. Ambas as marcas investem em logística para atender a alta demanda, com a Royal Enfield enfrentando filas de espera de até quatro meses para a Super Meteor 650.

A fábrica da Bajaj, administrada pelo grupo Jelta, também produz modelos para exportação, como a Pulsar 150, planejada para 2026. A Royal Enfield, por sua vez, reforçou sua estrutura com um setor dedicado à produção de kits na Índia, garantindo entregas rápidas ao Brasil.

Apelo ao público brasileiro

A Royal Enfield conquistou o público com seu design retrô, inspirado em motos inglesas, mas com tecnologia moderna. A Hunter 350, por exemplo, é acessível a pilotos com menos de 1,70 m, graças ao assento baixo, e atrai mulheres motociclistas, que representam 20% dos compradores da marca. A Bajaj, com modelos esportivos como a Pulsar NS 200, foca em jovens urbanos, oferecendo desempenho superior a rivais como a Yamaha Fazer 150.

A crescente popularidade das motos indianas reflete a busca por alternativas econômicas em um cenário de inflação. A Fenabrave aponta que o segmento de baixa e média cilindrada cresceu 22% em 2025, com as indianas ganhando espaço. A Royal Enfield, com 51 mil motos circulando no Brasil, e a Bajaj, com fila de espera para a Dominar 400, mostram a força das marcas no mercado.

  • Atrações para o público:
    • Design clássico da Royal Enfield, ideal para passeios.
    • Estilo esportivo da Bajaj, voltado para jovens.
    • Preços até 30% mais baixos que rivais japonesas.
    • Garantia de três anos em todos os modelos.

Planos para 2025

A Royal Enfield planeja lançar a Classic 350 atualizada e a Himalayan 450 Adventure em 2025, com foco em off-road e conectividade. A Bajaj anunciou a chegada da Pulsar 250 e da Avenger 220, ampliando sua linha custom. Ambas as marcas investem em marketing, com eventos como test rides e feiras, como o Salão Duas Rodas, previsto para novembro de 2025 em São Paulo. A Royal Enfield também criou um programa para mulheres motociclistas, com eventos exclusivos, enquanto a Bajaj oferece consórcios com parcelas de até 100 meses.

A expansão das concessionárias continua, com a Royal Enfield mirando cidades como Cuiabá e Florianópolis, e a Bajaj planejando lojas no Centro-Oeste. A meta das marcas é manter o crescimento de 40% em 2025, aproveitando a demanda por motos econômicas e tecnológicas.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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