Top 10 motos de 2025: Honda CG 160 lidera mercado aquecidoPor Janderson
13 min de leitura
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O mercado brasileiro de motocicletas vive um momento de expansão em 2025, com a Honda mantendo sua liderança histórica, mas enfrentando concorrência crescente de marcas como Yamaha, Shineray e Haojue. Dados da Fenabrave apontam um recorde de 473.927 emplacamentos no primeiro trimestre, um aumento de 9,63% em relação a 2024, impulsionado pela busca por mobilidade urbana e o crescimento do setor de entregas. A Honda CG 160 segue como a moto mais vendida, com 104.216 unidades no período, enquanto outros modelos, como a Biz 125 e a Pop 110i, também se destacam. Este cenário reflete a preferência por veículos econômicos e confiáveis, mas também aponta para a diversificação do mercado, com scooters e motos de baixa cilindrada ganhando espaço. A ascensão de marcas emergentes e a lenta adoção de motos elétricas, com apenas 3.452 unidades emplacadas, mostram um setor em transformação, adaptando-se às demandas de um público cada vez mais exigente.
A força do mercado de duas rodas no Brasil se consolidou nos últimos anos, especialmente em grandes centros urbanos, onde a agilidade e o baixo custo de manutenção atraem consumidores. A insatisfação com o transporte público e o aumento do uso de aplicativos de entrega, como iFood e Uber, impulsionaram as vendas, especialmente de modelos acessíveis. Além disso, a variedade de opções, desde motos urbanas até modelos trail, ampliou o leque de escolhas para diferentes perfis de pilotos.
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Fatores que explicam o crescimento do setor incluem:
- Mobilidade urbana: Motos oferecem rapidez em cidades congestionadas.
- Economia: Baixo consumo de combustível e manutenção acessível.
- Demanda profissional: Crescimento de entregadores autônomos.
- Inovação: Novas tecnologias e designs atraem consumidores.
O panorama de 2025 destaca a resiliência do setor, mesmo diante de desafios como a adaptação a normas de emissões e a introdução de tecnologias mais sustentáveis. A seguir, exploramos os detalhes do mercado, os modelos mais vendidos e as tendências que moldam o futuro das motocicletas no Brasil.
Liderança consolidada da Honda
A Honda mantém sua hegemonia no mercado brasileiro de motos em 2025, respondendo por 68,54% dos emplacamentos em março, segundo a Fenabrave. A marca japonesa se beneficia de uma rede de concessionárias ampla, com mais de 1.000 pontos de venda no país, e de uma reputação construída ao longo de décadas. Modelos como a CG 160, que lidera as vendas desde 1976, são sinônimos de robustez e economia, características valorizadas por trabalhadores urbanos e entregadores.
A estratégia da Honda combina inovação com acessibilidade. A décima geração da CG 160, lançada em 2024, incorporou luzes de LED e freios ABS na versão Titan, mantendo preços competitivos, entre R$ 16.194 e R$ 19.230. Além disso, a marca investe em modelos variados, como a Biz 125, voltada para o segmento CUB, e a PCX 160, líder entre os scooters. Essa diversificação permite atender desde iniciantes até pilotos experientes, consolidando a preferência do consumidor.
A confiança na marca também é reforçada pela facilidade de revenda. Dados do mercado apontam que motos Honda, especialmente a CG 160, mantêm alto valor residual, com depreciação média de 10% a 15% após dois anos de uso. Essa característica atrai compradores que veem a moto como um investimento de longo prazo, seja para uso pessoal ou profissional.
Ascensão das marcas concorrentes
Embora a Honda domine, outras marcas ganham terreno em 2025. A Yamaha, com 14,74% do mercado em março, se destaca com modelos como a Factor 150 e a Fazer 250, que oferecem design moderno e tecnologia atualizada. A Factor 150, por exemplo, foi renovada para 2025, com motor flex de 12 cv e preço inicial de R$ 17.690, competindo diretamente com a Honda CG 160 no segmento de motos urbanas.
Marcas emergentes, como Shineray e Haojue, também se consolidam. A Shineray Jet 125, com 8.004 unidades emplacadas em março, atrai pelo preço acessível, a partir de R$ 12.490, e pela disponibilidade de peças, o que reduz custos de manutenção. Já a Haojue DK 150, com design urbano e painel digital, conquistou espaço entre consumidores que buscam custo-benefício, com preço na faixa de R$ 13.000. Essas marcas apostam em motos de baixa cilindrada, ideais para cidades, onde a praticidade é essencial.
A competição se intensifica com a entrada de fabricantes como Royal Enfield e Bajaj, que focam em nichos específicos. A Royal Enfield Shotgun 650, por exemplo, vendeu 497 unidades em março, destacando-se no segmento naked. A Bajaj Dominar 400, líder entre as motos naked, também ganhou popularidade, com 926 unidades emplacadas em abril. Esses números mostram um mercado mais diversificado, com consumidores explorando opções além das tradicionais.

Modelos que lideram as vendas
O ranking das motos mais vendidas em 2025 reflete a preferência por modelos econômicos e versáteis. A Honda CG 160 continua imbatível, com 42.478 unidades emplacadas em maio, um crescimento de 8,9% em relação a abril. A Biz 125, com 23.177 unidades, mantém a segunda posição, impulsionada por sua praticidade no segmento CUB. A Honda Pop 110i, com 20.850 unidades, é a escolha de quem busca a moto mais acessível da marca, com preço de R$ 9.880.
Outros modelos que se destacam incluem:
- Honda CB 300F Twister: Com 30 cv e design esportivo, vendeu 2.047 unidades em janeiro.
- Yamaha Factor 150: Renovada, emplacou 12.420 unidades no primeiro trimestre.
- Honda XRE 300: Ideal para aventura, registrou 9.584 unidades até março.
- Shineray Jet 125: Popular entre entregadores, com 8.004 unidades em março.
A presença de scooters, como a Honda PCX 160, com 4.730 unidades em abril, indica uma mudança nos hábitos dos consumidores, que valorizam a praticidade em deslocamentos urbanos. A Mottu Sport 110i, com 10.893 unidades em maio, também se destaca no setor de entregas, reforçando a importância desse segmento para o mercado.
Fatores que impulsionam o mercado
O crescimento do mercado de motos em 2025 é impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e nas condições econômicas. A Fenabrave destaca que o consórcio e o pagamento à vista representam 66% das vendas de motos com até 300 cilindradas, que correspondem a 80% do mercado. Essa preferência reflete a busca por formas de aquisição acessíveis, especialmente em um cenário de crédito seletivo.
A mobilidade urbana é outro fator determinante. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, onde o trânsito é intenso, as motos oferecem uma solução rápida e econômica. Dados da Abraciclo, associação do setor, mostram que 40,46% das motos vendidas em 2025 pertencem ao segmento City, enquanto 37,43% são CUBs ou scooters. A versatilidade desses modelos atende às necessidades de trabalhadores e estudantes, que priorizam agilidade.
O aumento do trabalho autônomo, especialmente em aplicativos de entrega, também contribui para o aquecimento do setor. Estima-se que mais de 1,5 milhão de brasileiros atuem como entregadores, muitos utilizando motos de baixa cilindrada, como a Honda Pop 110i e a Shineray Jet 125. Esse fenômeno explica o sucesso de modelos acessíveis e duráveis, projetados para uso intensivo.
Inovações e tendências tecnológicas
As fabricantes têm investido em tecnologias para atender às novas demandas do mercado. A Honda, por exemplo, atualizou a CG 160 e a Biz 125 para cumprir normas de emissões, incorporando motores mais eficientes, embora com leve redução de potência. A Yamaha renovou a Factor 150 e a Lander 250, adicionando faróis de LED e painéis digitais, o que atrai consumidores mais jovens.
A Shineray Jet 125 SS, com rodas de 17 polegadas e freios a disco, oferece equipamentos modernos por um preço competitivo, enquanto a Haojue DK 150 inclui painel digital e entradas USB, recursos antes restritos a modelos premium. Essas inovações mostram que mesmo as motos de entrada estão se modernizando, acompanhando a expectativa por mais conforto e funcionalidade.
No segmento de scooters, a Honda PCX 160 se destaca com tecnologia Start&Stop e transmissão automática CVT, ideais para o trânsito urbano. A Yamaha também aposta nesse nicho com a Fazer 250, que combina design esportivo com eficiência. Essas tendências indicam que os consumidores valorizam a combinação de praticidade e tecnologia, mesmo em modelos acessíveis.
Desafios para o mercado de motos
Apesar do crescimento, o setor enfrenta obstáculos. A adaptação às normas de emissões, como a Euro 5, exigiu ajustes nos motores, o que elevou os custos de produção e, consequentemente, os preços. A Honda CG 160, por exemplo, teve um aumento de cerca de 5% no preço em 2025, embora continue competitiva. Além disso, a oferta limitada de peças para marcas emergentes, como Shineray, pode dificultar a manutenção em algumas regiões.
Outro desafio é a lenta adoção de motos elétricas. Apesar do apelo por sustentabilidade, apenas 0,7% dos emplacamentos no primeiro trimestre de 2025 foram de modelos elétricos. A infraestrutura de recarga limitada e os preços elevados, como os da Yadea Keeness, que custa cerca de R$ 20.000, restringem a popularidade desses veículos. Marcas como a Avelloz tentam mudar esse cenário com modelos mais acessíveis, mas a transição ainda é gradual.
A concorrência crescente também pressiona as marcas tradicionais. A Royal Enfield, por exemplo, conquistou espaço no segmento premium com a Shotgun 650, enquanto a Bajaj avança entre as nakeds com a Dominar 400. Essa diversificação exige que a Honda e a Yamaha invistam em novos modelos e estratégias para manter a liderança.
Preferências dos consumidores
Os consumidores brasileiros priorizam motos que aliem economia, durabilidade e facilidade de manutenção. A Honda CG 160, com consumo médio de 40 km/l, é um exemplo claro dessa preferência, sendo ideal para quem percorre longas distâncias diariamente. A Biz 125, com espaço sob o banco e câmbio semiautomático, atrai por sua praticidade, especialmente entre mulheres e iniciantes.
A escolha por modelos de baixa cilindrada reflete o perfil do mercado. Dados da Fenabrave mostram que 80% das motos vendidas em 2025 têm até 300 cc, com destaque para o segmento City, que inclui a CG 160 e a Factor 150. No entanto, a popularidade de scooters, como a PCX 160, cresceu entre profissionais liberais e estudantes, que valorizam a facilidade de pilotagem.
A estética também desempenha um papel importante. A Yamaha Fazer 250, com design esportivo, e a Honda CB 300F Twister, com linhas agressivas, atraem um público jovem, enquanto a XRE 300 apela aos que buscam aventura. Essa diversidade de estilos mostra que o mercado está mais segmentado, atendendo a diferentes gostos e necessidades.
Como escolher a moto ideal
Escolher uma moto em 2025 exige avaliar o uso pretendido e o orçamento disponível. Para quem busca economia, a Honda Pop 110i, com preço abaixo de R$ 10.000, é uma opção acessível, ideal para deslocamentos curtos. Já a CG 160 atende quem precisa de robustez para o trabalho, enquanto a PCX 160 é perfeita para o trânsito urbano, com conforto e tecnologia.
Fatores a considerar na compra incluem:
- Finalidade: Uso diário, trabalho ou lazer.
- Custo de manutenção: Marcas como Honda e Yamaha oferecem peças acessíveis.
- Consumo de combustível: Modelos como a CG 160 e a Biz 125 são econômicos.
- Revenda: Motos Honda têm maior valor residual.
- Assistência técnica: Verificar a disponibilidade de concessionárias na região.
Realizar test rides e consultar avaliações de outros proprietários ajudam a tomar uma decisão informada. Além disso, comparar preços e condições de financiamento, como consórcios, pode garantir uma compra mais vantajosa.
Nichos em ascensão
O mercado de motos em 2025 também vê o crescimento de nichos específicos. O segmento trail, liderado pela Honda NXR 160 Bros, com 16.225 unidades emplacadas em abril, atrai pilotos que buscam versatilidade para estrada e off-road. A Yamaha Lander 250, com 9.811 unidades no primeiro trimestre, compete nesse segmento, oferecendo design aventureiro e suspensão robusta.
Scooters ganham destaque entre consumidores urbanos. A Honda PCX 160, com 4.730 unidades em abril, é a líder do segmento, seguida pela Haojue Lindy 125, que combina preço acessível e equipamentos modernos. Esses modelos são ideais para quem prioriza conforto e facilidade de pilotagem, especialmente em cidades congestionadas.
O segmento naked, embora menor, também cresce. A Bajaj Dominar 400, com 926 unidades em abril, e a Yamaha R15, com 846 unidades, atraem pilotos que buscam desempenho e estética esportiva. Esses nichos mostram que o mercado está mais diversificado, com opções para diferentes estilos de vida.
Futuro do mercado de motos
O setor de motocicletas no Brasil deve continuar crescendo em 2025, com projeções da Fenabrave indicando 2,06 milhões de emplacamentos até o fim do ano, um aumento de 10% em relação a 2024. A expansão do setor de entregas e a busca por mobilidade urbana sustentam essa tendência, mas as fabricantes precisam se adaptar a desafios como a transição para tecnologias mais limpas e a concorrência de marcas emergentes.
A lenta adoção de motos elétricas, embora ainda limitada, é um ponto de atenção. Modelos como a Yadea Keeness, com velocidade máxima de 100 km/h, mostram potencial, mas a falta de infraestrutura de recarga e os preços elevados dificultam a popularização. Marcas como Avelloz e Shineray apostam em modelos mais acessíveis para mudar esse cenário, mas o impacto ainda é pequeno.
A competição entre Honda, Yamaha e marcas emergentes deve moldar o mercado nos próximos anos. A introdução de novos modelos, como a Royal Enfield Himalayan 450, e a modernização de motos tradicionais, como a Yamaha Factor 150, indicam que os consumidores terão mais opções, com maior foco em tecnologia, design e sustentabilidade.















