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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) manteve, em 4 de agosto de 2025, a prisão preventiva do rapper Mauro Davi Nepomuceno dos Santos, conhecido como Oruam, após uma audiência de custódia na Central de Custódias de Benfica. Preso desde 22 de julho, o artista é acusado de sete crimes, incluindo tentativa de homicídio, tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano e lesão corporal, após um confronto com policiais no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio, em 21 de julho. A decisão, assinada pela juíza Tula Correa de Mello, aponta que Oruam atacou agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) com pedras, ferindo um policial, durante uma operação para apreender um adolescente foragido. A prisão foi mantida para garantir a ordem pública. Este texto detalha o caso, as acusações e a repercussão.

Oruam, que se entregou na Cidade da Polícia acompanhado da mãe e da noiva, foi transferido para uma cela coletiva na Penitenciária Dr. Serrano Neves, em Bangu. A defesa alega abuso de autoridade, mas não apresentou pedidos de liberdade na audiência.

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  • Acusações: Sete crimes, incluindo tentativa de homicídio e tráfico.
  • Data do confronto: 21 de julho de 2025, no Joá, Rio de Janeiro.
  • Audiência: 4 de agosto, na Central de Custódias de Benfica.
  • Prisão: Mantida em cela coletiva em Bangu 3.

Detalhes do confronto no Joá

Na noite de 21 de julho, agentes da DRE tentaram cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente de 17 anos, conhecido como Menor Piu, apontado como ladrão de carros e ligado ao Comando Vermelho (CV), na casa de Oruam, no Joá. A operação, iniciada após denúncias, foi marcada por confusão quando o rapper e amigos jogaram pedras contra os policiais, danificando uma viatura e ferindo um agente. O adolescente fugiu durante o tumulto, mas se entregou no dia seguinte.

Oruam, que filmou a ação e xingou o delegado Moysés Santana, publicou vídeos desafiando a polícia no Complexo da Penha. A juíza Tula Correa de Mello destacou que a conduta do rapper, com grande visibilidade, pode incitar comportamentos contra a segurança pública.

  • Operação: Busca por Menor Piu, ligado ao CV, em 21 de julho.
  • Ataque: Pedras jogadas contra policiais, com um ferido.
  • Fuga: Oruam foi para o Complexo da Penha após o confronto.
  • Provas: Vídeos e fotos incluídos no inquérito.

Acusações e penas potenciais

Oruam enfrenta sete acusações graves, com penas que, somadas, podem ultrapassar 25 anos de prisão. A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) inclui tentativa de homicídio qualificado, por arremesso de pedras de até 4,85 kg, além de tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano ao patrimônio público e lesão corporal. A promotoria aponta que a residência do rapper era um ponto de encontro para foragidos, reforçando a ligação com o CV.

O rapper, filho de Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, líder do CV preso desde 1996, foi indiciado por se identificar como filho do traficante durante o confronto, o que o MPRJ considerou uma tentativa de intimidação. A defesa alega que as acusações carecem de provas concretas e questiona a legalidade da operação policial.

  • Crimes: Tentativa de homicídio, tráfico, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, lesão corporal.
  • Pena máxima: Pode ultrapassar 25 anos, segundo a legislação.
  • Ligação com CV: Fotos com traficantes como Doca e Rabicó.
  • Defesa: Alegação de abuso de autoridade e falta de provas.
Oruam
Oruam – Foto: Instagram

Repercussão na comunidade e redes sociais

A prisão de Oruam gerou grande repercussão, dividindo opiniões. Fãs, com os 9,1 milhões de seguidores do rapper no Instagram, expressaram apoio, destacando sua trajetória musical com hits como “Oh Garota Eu Quero Você Só pra Mim”, que liderou paradas em 2025. Protestos no Complexo da Penha, em 22 de julho, reuniram apoiadores que questionaram a ação policial, enquanto outros criticaram a suposta apologia ao crime.

Vídeos postados por Oruam antes de se entregar, pedindo desculpas e afirmando que “não é bandido”, acumularam milhares de visualizações. A hashtag #LiberdadeParaOruam trending no Twitter, com debates sobre racismo e criminalização do funk. A defesa reforça que o rapper é alvo de preconceito por ser negro e periférico.

  • Apoio: Fãs destacam carreira musical e pedem liberdade.
  • Protestos: Mobilizações no Complexo da Penha em 22 de julho.
  • Redes sociais: Vídeos e hashtag #LiberdadeParaOruam em alta.
  • Críticas: Debates sobre apologia ao crime e racismo.

Histórico criminal e polêmicas

Oruam já enfrentou problemas com a Justiça antes de 2025. Em fevereiro, foi preso por favorecimento pessoal ao abrigar um foragido em sua casa, sendo liberado após assinar um termo circunstanciado. Em 2024, foi detido por direção perigosa na Barra da Tijuca, solto após pagamento de fiança de R$ 60 mil. Suas tatuagens em homenagem a Marcinho VP e Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, intensificam as críticas sobre apologia ao crime.

O rapper, com 13 milhões de ouvintes mensais no Spotify, também enfrenta projetos de lei “Anti-Oruam” que buscam proibir artistas associados ao crime em eventos públicos. A Promotoria investiga suposta promoção de apostas ilegais, com possíveis acusações de lavagem de dinheiro.

  • Prisões anteriores: Fevereiro de 2025 (favorecimento), 2024 (direção perigosa).
  • Tatuagens: Homenagens a Marcinho VP e Elias Maluco.
  • Projetos de lei: “Anti-Oruam” contra apologia ao crime.
  • Investigações: Apostas ilegais e lavagem de dinheiro.

Condições de prisão em Bangu

Após a audiência de 4 de agosto, Oruam foi transferido de uma cela individual para uma coletiva na Penitenciária Dr. Serrano Neves, em Bangu, onde estão outros membros do CV. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que a mudança segue procedimentos padrão, com refeições como café com leite e pão no café da manhã, e frango com salada no almoço. A unidade é conhecida por abrigar líderes do CV, como o pai de Oruam, Marcinho VP.

A juíza Tula Correa de Mello justificou a prisão preventiva pela influência negativa do rapper, que, como figura pública, pode incitar atitudes contra a segurança pública. Imagens de câmeras de segurança, mostrando Oruam depredando uma viatura, foram usadas como prova no processo.

  • Prisão: Cela coletiva em Bangu 3, desde 4 de agosto.
  • Refeições: Café com leite, pão, frango, salada.
  • Provas: Vídeos de câmeras de segurança no inquérito.
  • Justificativa: Influência negativa na sociedade.

Debate sobre criminalização do funk

O caso reacende discussões sobre a criminalização do funk e de artistas periféricos. Organizações de direitos humanos apontam que a prisão de Oruam reflete um padrão de perseguição a jovens negros, com acusações baseadas em presunções. A defesa alega que a operação no Joá, fora do horário permitido (5h às 21h), foi irregular, e que a ligação com o CV é especulativa, sem evidências concretas de tráfico.

Projetos de lei “Anti-Oruam” tramitam em câmaras municipais, propondo restrições a artistas que supostamente fazem apologia ao crime. Críticos argumentam que essas iniciativas visam silenciar vozes periféricas, enquanto apoiadores destacam a necessidade de coibir vínculos com facções. O caso segue em tramitação, com a próxima audiência ainda sem data definida.

  • Defesa: Alegação de operação irregular e preconceito.
  • Projetos de lei: Restrições a artistas por apologia ao crime.
  • Debate: Criminalização do funk e jovens periféricos.
  • Audiência: Ainda sem data confirmada.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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