Tsunami de 100 metros foi causado por asteroide no Mar do Norte, diz estudo

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Asteroide e Planeta Terra Foto: Asteroide e Planeta Terra - Foto: mikdam/istock

Um asteroide de 160 metros de diâmetro atingiu o Mar do Norte há 43 milhões de anos, formando a cratera Silverpit e gerando um tsunami de mais de 100 metros de altura. Descoberta em 2002, a cratera, localizada a 700 metros de profundidade, foi objeto de debate por anos, com cientistas divididos entre a hipótese de impacto cósmico e atividade vulcânica. Um novo estudo, publicado na revista Nature Communications, trouxe evidências definitivas que encerram a discussão, confirmando a origem da estrutura como uma cratera de impacto.

Novas evidências encerram debate científico

Pesquisadores utilizaram imagens sísmicas, análises microscópicas de rochas e modelos numéricos para investigar a cratera Silverpit. A análise revelou a presença de cristais raros de quartzo e feldspato em amostras de um poço de petróleo na região, na mesma profundidade da cratera. Esses minerais, típicos de impactos de alta energia, corroboram a teoria de que um asteroide foi responsável pela formação da estrutura.

O estudo também destaca a raridade de encontrar uma cratera de impacto tão bem preservada. Movimentos tectônicos e erosão costumam apagar vestígios de eventos como esse, tornando a Silverpit um caso excepcional. A descoberta reforça a importância de técnicas avançadas para estudar o passado geológico do planeta.

Tsunami
Tsunami – Foto: Philip Thurston/istock

Impacto gerou tsunami colossal

A colisão do asteroide, com cerca de 160 metros de largura, criou uma cortina de rocha e água de 1,5 km de altura, que desabou e formou um tsunami de mais de 100 metros. O evento, ocorrido há 43 milhões de anos, teria causado alterações significativas no ambiente marinho da época.

  • A cratera Silverpit possui 3 quilômetros de largura.
  • Falhas geológicas ao redor da cratera intrigaram cientistas por décadas.
  • Apenas 33 crateras de impacto foram identificadas sob oceanos.
  • O impacto ocorreu em um ambiente marinho, amplificando os efeitos do tsunami.

A escala do evento demonstra o poder destrutivo de asteroides, mesmo de tamanho moderado, quando atingem áreas oceânicas.

Metodologia avançada revela detalhes

A pesquisa combinou tecnologias de ponta para confirmar a origem da cratera. Imagens sísmicas detalharam a estrutura submersa, enquanto análises microscópicas identificaram minerais característicos de impactos cósmicos. Modelos numéricos simularam a colisão, estimando a força do impacto e a formação do tsunami.

Essa abordagem integrada permitiu aos cientistas reconstruir o evento com precisão. A equipe planeja aplicar os mesmos métodos em outras regiões para identificar crateras submersas semelhantes, ampliando o conhecimento sobre impactos cósmicos na história da Terra.

Importância para estudos futuros

A confirmação da origem da cratera Silverpit abre novas perspectivas para a pesquisa geológica. Com apenas 200 crateras de impacto identificadas em terra e 33 no fundo dos oceanos, cada descoberta contribui para entender a frequência e os efeitos desses eventos. A preservação excepcional da Silverpit oferece uma janela única para o passado.

Os cientistas esperam que tecnologias como as usadas no estudo ajudem a localizar outras crateras oceânicas. Esses dados podem esclarecer como impactos cósmicos moldaram o planeta e seus ecossistemas ao longo de milhões de anos.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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