Startup Warhound vai clonar cães para as Forças Armadas dos EUA

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Cão farejador, treinamento de cães - cynoclub / shutterstock.com Foto: Cão farejador, treinamento de cães - cynoclub / shutterstock.com

A startup texana de tecnologia de defesa Warhound saiu do modo furtivo, fase em que a empresa opera em sigilo antes do lançamento público, em 22 de outubro de 2026, em Dallas, no Texas. A empresa atingiu uma avaliação de mercado inicial de US$ 1,2 bilhão para clonar, editar geneticamente e equipar cães de trabalho voltados às Forças Armadas, polícias e equipes de emergência dos Estados Unidos.

O negócio foi idealizado por Ben Lamm, cofundador e diretor-executivo da empresa de biotecnologia Colossal Biosciences, e por Palmer Luckey, cofundador da companhia de defesa Anduril Industries. “Todos os dias, pedimos aos cães que coloquem suas vidas em risco para proteger as nossas. Eles detectam explosivos, protegem nossas tropas e correm em direção a perigos dos quais a maioria das pessoas é treinada para fugir. Ainda assim, continuamos dependendo de abordagens ultrapassadas para criar e treinar esses animais extraordinários”, afirmou Lamm, em tradução livre.

Como a Warhound vai modificar e equipar os cães militares?

Cachorro - Viktorya Telminova/ shutterstock.com
Foto: Cachorro – Viktorya Telminova/ shutterstock.com

O projeto da Warhound busca reconstruir o suprimento doméstico de cães de elite nos Estados Unidos, que contam atualmente com cerca de 1.600 animais em serviço militar. Segundo dados da própria startup, mais de 80% dos cães militares norte-americanos são comprados de criadores na Europa, e 55% dos animais selecionados acabam reprovados nos rigorosos padrões de treinamento, que duram até três anos. Lamm declarou que os suprimentos europeus estão diminuindo e que a aquisição desses animais enfrenta forte concorrência de adversários dos Estados Unidos.

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A Colossal Biosciences — fundada por Lamm em 2021 ao lado do geneticista de Harvard George Church e conhecida por projetos de desextinção do mamute-lanoso e do dodô — detém participação acionária na nova empresa, licencia sua biotecnologia e atua na clonagem por meio da subsidiária ViaGen. Já Palmer Luckey e a Anduril funcionam apenas como parceiros, sem fatia societária ou assento no conselho, sob o lema citado por Luckey de que “o melhor amigo do homem merece a melhor tecnologia do homem”. A divisão técnica do desenvolvimento prevê frentes específicas para a saúde e a operação dos animais:

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  • Raças de origem das amostras de sangue e DNA já coletadas: Pastor Belga Malinois, Pastor Alemão e Labrador de alto desempenho.
  • Problemas de saúde que a edição genética busca reduzir: displasia coxofemoral, câncer, atrofia muscular e perda de visão.
  • Habilidades físicas priorizadas na modificação: velocidade, agilidade e capacidade olfativa para busca, resgate e detecção de explosivos.
  • Equipamentos vestíveis fornecidos pela Anduril: coletes de proteção corporal, proteções para olhos e ouvidos, sensores e softwares de consciência situacional sobre o animal, sem implantes internos.

Gestão da Warhound, investidores e previsão para 2027

A concepção da startup começou há alguns anos nos bastidores de um evento Moonshot, encontro de inovação organizado por Peter Diamandis, fundador da XPrize Foundation. O comando executivo da Warhound ficou com o diretor-executivo David Spirk, veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, primeiro diretor de dados do Departamento de Defesa (Pentágono) e conselheiro sênior na Palantir Technologies. A estrutura financeira e operacional do negócio reúne fundos de capital de risco e entidades de supervisão:

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  • Valor captado na rodada inicial de investimentos: US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão).
  • Liderança do aporte financeiro: Shaun Maguire, sócio da Sequoia Capital, que declarou orgulho em apoiar a equipe.
  • Demais investidores participantes: In-Q-Tel (braço de capital de risco ligado à agência de inteligência CIA), ARK Invest, Franklin Templeton, 8VC, USIT, Bob Nelsen, Breyer Capital, CAZ Investments, Neogenesis, Builders VC e Lux Capital.
  • Certificação e bem-estar animal: American Humane Society, organização que validará os treinamentos e apoiará a adoção de cães aposentados por seus ex-condutores.

A empresa estuda oferecer um modelo de assinatura de cães como serviço para agências governamentais, além da venda direta, mas o preço unitário de cada animal geneticamente modificado ainda não foi definido. As primeiras amostras entrarão no processo de clonagem e incubação, e o nascimento da primeira ninhada de filhotes está previsto para o início de 2027.

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Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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