Tremembé revela quem tentou matar Suzane von Richthofen na prisãoPor Maria
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A série Tremembé, lançada pelo Prime Video em 31 de outubro de 2025, trouxe à tona um episódio marcante da trajetória de Suzane von Richthofen: a rebelião de 2006 na Penitenciária Feminina da Capital (PFC), em São Paulo, onde ela quase foi assassinada. A produção, inspirada nos livros do jornalista Ulisses Campbell, detalha o plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para eliminar a detenta, condenada pelo assassinato dos pais em 2002. O motim, liderado por uma figura conhecida como Maria Bonita, retratada como Dadá na série, tinha como alvos Suzane e outra presa, Aurinete Félix da Silva, a Netinha. A trama mistura fatos reais e elementos ficcionais para retratar a dinâmica da prisão.
A rebelião durou 22 horas e resultou na morte de uma detenta, Quitéria Silva Santos, conhecida como a “rainha da penitenciária”. Durante o motim, Suzane foi encurralada e se escondeu em um armário de ferro sem ventilação, sendo resgatada em estado de choque pelas forças de segurança. A série, estrelada por Marina Ruy Barbosa no papel de Suzane, destaca a tensão do episódio e o contexto do presídio.
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- Fatos marcantes da rebelião:
- Envolvimento do PCC na organização do motim.
- Alvo duplo: Suzane e Netinha, ex-membro do PCC.
- Resgate de Suzane por agentes penitenciários após 22 horas.
Contexto da rebelião de 2006
A Penitenciária Feminina da Capital, onde ocorreu o motim, era marcada por tensões entre facções criminosas. O plano do PCC visava eliminar Suzane von Richthofen e Netinha, que havia traído a facção ao fundar o Terceiro Comando da Capital (TCC). A rebelião foi desencadeada após ordens de lideranças presas em outras unidades.
A série Tremembé recria o ambiente de tensão com detalhes baseados em relatos reais, mas ajusta a cronologia para fins dramáticos. Suzane, então com 22 anos, já era uma figura notória devido ao crime que chocou o país.
Quem era Maria Bonita, a Dadá da série
Maria Bonita, interpretada por Rosana Maris como Dadá, era uma detenta baiana de 28 anos, influente na PFC. Segundo Ulisses Campbell, ela atuava como assessora de Quitéria Silva Santos e recebeu a ordem de executar Suzane.
A personagem é retratada como uma figura temida, que liderou o grupo de 40 detentas contra Suzane. Após o motim, Maria Bonita foi transferida para Ribeirão Preto, onde voltou a encontrar Suzane anos depois.
O livro Suzane: Assassina e Manipuladora detalha que Maria Bonita ameaçou Suzane diretamente, prometendo “cortar sua garganta”. A série usa esses relatos para construir a narrativa, mantendo a essência dos fatos.
Desdobramentos após o motim
Após a rebelião, Suzane foi transferida para o Centro de Ressocialização de Rio Claro por questões de segurança. A investigação revelou que o motim foi uma demonstração de força do PCC, com influência mesmo no presídio feminino.
A série destaca que Suzane enfrentou outras ameaças em diferentes unidades prisionais. Sua transferência para Tremembé ocorreu após novos episódios de risco, incluindo um suposto assédio de um promotor.
A produção também aborda a convivência de Suzane com outras detentas famosas, como Elize Matsunaga, mas ajusta a linha temporal para criar uma narrativa coesa.
Impacto da série no público
Tremembé tem gerado debates nas redes sociais sobre a representação de crimes reais. A escolha de Marina Ruy Barbosa para o papel de Suzane foi elogiada por sua semelhança física e interpretação.
A série, com cinco episódios, mantém o foco na dinâmica carcerária e nas relações entre detentos. A produção passou por revisão jurídica para evitar processos, segundo a imprensa.
Produção e base factual
A série é baseada em dois livros de Ulisses Campbell: Suzane: Assassina e Manipuladora (2020) e Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido (2021). A direção de Vera Egito priorizou locações reais adaptadas para as filmagens.
A narrativa combina depoimentos de ex-detentos e investigações jornalísticas, mas inclui liberdades criativas, como a reorganização de eventos para maior impacto dramático.















