Calendário astronômico 2026: eclipse total, superluas e chuvas de meteoros destacam o ano

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Superlua Foto: Superlua - Narongsak Nagadhana/shutterstock.com

O ano de 2026 reserva uma série de fenômenos celestes que atrairão atenção de observadores em diversas regiões do planeta. Entre os destaques estão um eclipse solar total visível em partes da Europa, chuvas de meteoros intensas e superluas que tornam a Lua mais brilhante e aparente. Esses eventos ocorrem devido a alinhamentos precisos entre Terra, Lua, Sol e outros corpos celestes, oferecendo oportunidades para contemplação a olho nu ou com equipamentos simples.

Diversos alinhamentos planetários e conjunções também marcarão o calendário, com planetas como Júpiter e Vênus aparecendo próximos no céu. As condições de observação variam conforme a localização, mas muitos fenômenos serão acessíveis em amplas áreas, incluindo partes do Brasil para chuvas de meteoros e luas cheias.

  • Eclipse solar total em 12 de agosto, com faixa de totalidade passando por Groenlândia, Islândia e norte da Espanha.
  • Chuva de meteoros Perseidas atingindo pico logo após o eclipse, com até 90 meteoros por hora.
  • Três superluas confirmadas, incluindo a mais próxima em dezembro.

Início do ano com Júpiter em destaque

Júpiter atinge oposição em 10 de janeiro, posicionando-se entre a Terra e o Sol. Nesse momento, o planeta gigante aparece maior e mais brilhante no céu noturno, visível a olho nu na constelação de Gêmeos logo após o pôr do sol.

A observação é facilitada pela posição elevada do astro durante toda a noite. Binóculos ou telescópios revelam detalhes como as faixas atmosféricas e os satélites galileanos.

Alinhamento planetário no fim de fevereiro

Seis planetas se alinham no céu noturno ao longo da última semana de fevereiro. Vênus, Mercúrio e Saturno ficam visíveis a olho nu logo após o entardecer, enquanto Netuno exige telescópio.

Júpiter brilha próximo à Lua, e Urano aparece perto do aglomerado das Plêiades, exigindo binóculos para identificação. Esse arranjo cria uma configuração rara, observável no horizonte oeste.

Eclipse lunar total em março

O eclipse lunar total ocorre em 3 de março, com a Lua adquirindo tons avermelhados ao passar pela sombra da Terra. O fenômeno é visível em grande parte das Américas, Pacífico, Ásia e Oceania.

A melhor visão acontece no oeste da América do Norte, ilhas do Pacífico e Nova Zelândia. A totalidade dura minutos, permitindo observação detalhada sem equipamentos especiais.

Eclipse Lunar
Eclipse Lunar – Foto: Carismarkus.ch / Shutterstock.com

Auroras boreais intensas no equinócio

O equinócio de primavera em 20 de março favorece auroras boreais mais intensas no Hemisfério Norte. Noites mais claras no Alasca e regiões polares aumentam as chances de visualização.

Atividade solar influencia a frequência e brilho dessas exibições luminosas. Observadores em latitudes altas relatam padrões variados de cores e movimentos.

Conjunção próxima entre Vênus e Júpiter

Vênus e Júpiter se aproximam muito nos dias 8 e 9 de junho, criando ilusão de proximidade extrema. Mercúrio aparece nas vizinhanças por cerca de uma hora após o pôr do sol.

Essa conjunção é uma das mais vistosas do ano, visível a olho nu no céu vespertino. Fotografias capturam o contraste entre os planetas brilhantes.

Ocultação lunar das Plêiades em agosto

A Lua crescente passa em frente ao aglomerado das Plêiades em 7 de agosto, fenômeno conhecido como ocultação. Mercúrio, Marte e Saturno ficam visíveis na mesma ocasião.

O evento permite medições precisas de posições celestes por astrônomos. Visibilidade concentra-se em partes dos Estados Unidos.

Destaque duplo em agosto com eclipse e meteoros

O eclipse solar total de 12 de agosto cruza o Oceano Ártico, Groenlândia oriental, oeste da Islândia e norte da Espanha. A totalidade dura até dois minutos, com o Sol próximo ao horizonte em algumas regiões.

Logo após, nos dias 12 e 13, a chuva de meteoros Perseidas atinge pico com até 90 meteoros por hora. Meteoros rápidos e brilhantes caracterizam essa chuva, ativa de julho a setembro.

Condições favoráveis incluem ausência de interferência lunar significativa. Observação ideal ocorre em locais escuros, longe de poluição luminosa.

Chuva de meteoros Geminidas
Chuva de meteoros Geminidas – worawit_j/ Shutterstock.com

Superluas marcam novembro e dezembro

A superlua de 25 de novembro, conhecida como Lua do Castor, atinge pico de iluminação na madrugada seguinte. Em 23 de dezembro, ocorre a maior superlua do ano, chamada Lua Fria.

Essa configuração torna a Lua dramaticamente maior e mais brilhante no início da noite. Distância reduzida à Terra amplifica o efeito visual.

Alinhamento final no período natalino

Marte, Júpiter, Urano, Saturno e Netuno se alinham nos dias 25 e 26 de dezembro. O pico coincide com as celebrações de Natal, estendendo-se pelo fim do mês.

Planetas brilhantes facilitam identificação a olho nu em partes do arranjo. Telescópios revelam os mais fracos como Urano e Netuno.

Outras chuvas de meteoros ao longo do ano

Além das Perseidas, as Geminídeas em dezembro prometem espetáculo intenso. Quadrântidas abrem o ano em janeiro, apesar de interferência lunar.

Líridas em abril e Eta Aquáridas em maio oferecem taxas moderadas. Observação requer céus escuros e paciência para captar picos.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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