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Trabalhadores já podem consultar o novo calendário do abono salarial PIS/PASEP referente ao ano-base 2024

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Foto: Dinheiro, saque Pis Pasep, Abono Salarial - Sidney de Almeida/ Istockphoto.com
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O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) oficializou o cronograma completo para os pagamentos do abono salarial PIS/PASEP, com referência ao período trabalhado durante o ano de 2024. A medida estabelece as datas em que milhões de trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos poderão acessar o benefício, trazendo maior previsibilidade e permitindo um planejamento financeiro mais eficaz por parte dos beneficiários.

Com a definição do calendário, os trabalhadores já estão aptos a verificar sua elegibilidade e as datas exatas para o recebimento dos valores. A consulta pode ser realizada por meio das plataformas digitais do governo, que foram atualizadas para refletir o novo cronograma. A metodologia de pagamento permanece inalterada, garantindo um processo já conhecido pela população.

Para os trabalhadores de empresas privadas, beneficiários do PIS, a liberação dos fundos seguirá a ordem do mês de nascimento. Já para os servidores públicos vinculados ao PASEP, o critério utilizado para a organização dos pagamentos é o número final de inscrição no programa. Essa organização escalonada é fundamental para evitar sobrecargas no sistema e garantir um fluxo de pagamento ordenado ao longo dos meses.

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dinheiro – Foto: RafaPress/iStock.com

Entenda os critérios para ter direito ao benefício

Para que um trabalhador seja considerado elegível ao abono salarial referente ao ano-base de 2024, é indispensável o cumprimento simultâneo de quatro requisitos estabelecidos pela legislação. A falha em atender a qualquer um desses critérios impede o recebimento do benefício, sendo crucial que o profissional verifique sua situação cadastral.

O primeiro critério exige que o trabalhador esteja inscrito nos programas PIS ou PASEP há, no mínimo, cinco anos. Essa regra assegura que o benefício seja destinado a profissionais com um histórico mais consolidado no mercado de trabalho formal.

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Adicionalmente, é necessário ter exercido atividade remunerada com carteira assinada por um período de, pelo menos, 30 dias durante o ano de 2024. Esses dias não precisam ser consecutivos, permitindo que trabalhadores com vínculos temporários ou intermitentes também possam se qualificar para o benefício.

O terceiro requisito está relacionado à remuneração. O profissional deve ter recebido uma média salarial mensal de, no máximo, dois salários mínimos durante o período trabalhado em 2024. Por fim, é obrigatório que os dados do trabalhador tenham sido corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial, pois é essa base de dados que o governo utiliza para identificar os beneficiários.

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Como funciona o cálculo do valor a receber

O montante do abono salarial é determinado de maneira proporcional à quantidade de meses trabalhados no ano-base de 2024, utilizando como referência o valor do salário mínimo vigente no ano do pagamento, que em 2026 é de R$ 1.621. A fórmula de cálculo é simples e transparente: o valor do piso salarial nacional é dividido por 12, e o resultado dessa divisão é multiplicado pelo número de meses em que o trabalhador esteve empregado. Uma regra importante a ser observada é que a legislação considera como mês integral qualquer período de trabalho igual ou superior a 15 dias dentro do mês. Isso significa que, mesmo que um profissional não tenha trabalhado o mês inteiro, se a atividade remunerada alcançou 15 dias, esse período já conta para o cálculo do benefício. Portanto, apenas os trabalhadores que mantiveram vínculo empregatício formal durante todos os 12 meses de 2024 terão direito ao valor total de um salário mínimo. Aqueles com períodos de trabalho inferiores receberão um valor proporcional, como, por exemplo, um trabalhador que atuou por seis meses, que receberá metade do salário mínimo, equivalente a R$ 810,50. Essa metodologia garante que a distribuição do recurso seja justa e proporcional ao tempo de serviço de cada indivíduo no ano de referência, refletindo diretamente sua contribuição ao mercado de trabalho formal.

Pagamento do PIS para trabalhadores da iniciativa privada

A Caixa Econômica Federal é a instituição financeira designada pelo governo para operar o pagamento do abono salarial do PIS, destinado aos empregados do setor privado. A logística de distribuição dos recursos é meticulosamente organizada com base no mês de nascimento de cada beneficiário. Esse escalonamento permite um fluxo de pagamento mais controlado, prevenindo congestionamentos nas agências e canais de atendimento digital, e se estende por vários meses para cobrir todos os grupos de nascidos.

Os trabalhadores que já possuem conta corrente ou poupança na Caixa têm a comodidade de receber o valor do benefício por meio de crédito automático, depositado diretamente na conta na data prevista no calendário. Para aqueles que não são clientes do banco, o acesso ao recurso é igualmente facilitado. O valor pode ser movimentado pela poupança social digital, gerenciada pelo aplicativo Caixa Tem, que permite pagamentos de contas, transferências e uso de cartão de débito virtual. Alternativamente, o saque pode ser realizado de forma presencial utilizando o Cartão Cidadão em terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui espalhados por todo o país.

Liberação do PASEP para servidores públicos

O abono salarial para servidores e empregados de entidades públicas, conhecido como PASEP, é administrado e pago pelo Banco do Brasil. A sistemática de pagamento para este grupo difere da adotada para o PIS, utilizando como critério o dígito final do número de inscrição do servidor no programa para determinar a data de liberação dos valores.

Servidores que são correntistas do Banco do Brasil recebem o benefício de forma automática, com o crédito depositado diretamente em sua conta na data estipulada, sem a necessidade de qualquer procedimento adicional. Para os que não possuem conta na instituição, o banco oferece alternativas práticas para o acesso ao recurso, como a possibilidade de realizar uma Transferência Eletrônica Disponível (TED) para uma conta de mesma titularidade em outro banco, sem custo, através dos terminais de autoatendimento ou pelo portal online do Banco do Brasil.

Principais canais de consulta e verificação de elegibilidade

A verificação do direito ao abono salarial foi modernizada e simplificada com o uso de ferramentas digitais. A principal plataforma para consulta é o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, disponível para download em dispositivos móveis com sistemas Android e iOS. Através dele, o trabalhador pode obter informações detalhadas sobre sua situação.

Ao acessar o aplicativo com a conta Gov.br, o usuário deve navegar até a aba “Benefícios” e, em seguida, selecionar a opção “Abono Salarial”. Nesta seção, é possível verificar se está habilitado para receber, qual o valor exato do benefício, a data programada para o pagamento e qual a instituição bancária responsável pelo repasse.

Além do aplicativo, a consulta também pode ser realizada diretamente no Portal Gov.br, que oferece a mesma funcionalidade. Para quem prefere o atendimento telefônico ou precisa esclarecer dúvidas mais específicas, a central Alô Trabalho, disponível pelo número 158, é um canal direto de comunicação com o Ministério do Trabalho e Emprego.

O papel fundamental do empregador na garantia do abono

A responsabilidade de assegurar que o trabalhador tenha acesso ao abono salarial começa com o empregador. É uma obrigação exclusiva da empresa ou do órgão público realizar o envio correto e dentro do prazo das informações trabalhistas por meio da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou do sistema do eSocial. Essas plataformas são as fontes de dados que o governo federal utiliza para identificar quem cumpre os requisitos para receber o benefício.

Qualquer imprecisão ou atraso nesse processo pode causar sérios transtornos ao trabalhador. Erros no número do CPF, omissão de um vínculo empregatício ou o não cumprimento do prazo para envio das declarações podem resultar no bloqueio do pagamento. Mesmo que o profissional atenda a todas as outras condições, uma falha cadastral por parte do empregador impedirá que o sistema reconheça seu direito.

Prazos importantes para o saque do recurso

Todos os beneficiários do abono salarial devem estar cientes não apenas da data de início do pagamento, mas também do prazo final para a retirada do valor. De acordo com as normas do programa, os recursos permanecem disponíveis para saque até uma data limite, que é tradicionalmente estabelecida para o último dia útil de dezembro do ano em que o calendário de pagamentos é executado. Se o trabalhador não efetuar o saque dentro deste período, o montante é automaticamente revertido para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e o direito ao benefício daquele ano-base é perdido, sem possibilidade de resgate futuro.

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