Lote de repelente é proibido pela Anvisa por falha em substância contra mosquitosPor Bruna
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou cautelarmente o lote 61/411 do repelente Repele Mavaro. Testes laboratoriais revelaram resultado insatisfatório na substância IR3535, componente responsável pela proteção contra insetos. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira, 20 de maio.
O Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência de São Paulo, conduziu a análise que apontou as falhas. Segundo a 4ª Diretoria da Anvisa, a interdição é cautelar e impede a comercialização e uso do produto até o encerramento das investigações sanitárias.
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Substância crucial para proteção contra vetores
O IR3535 é ingrediente ativo essencial em repelentes destinados a afastar mosquitos e outros insetos transmissores de doenças. Dengue, zika e chikungunya são patógenos que dependem desses vetores para circulação. Um resultado insatisfatório em ensaios dessa natureza indica que o produto pode não oferecer a proteção prometida ao consumidor, comprometendo a eficácia esperada.
A falha detectada coloca em questão a capacidade do repelente em cumprir sua função primária. Consumidores que adquiriram o lote correm risco de exposição desprotegida a insetos peçonhentos, particularmente relevante em regiões com alta incidência de arboviroses.

Medida de precaução sanitária
Interdições cautelares funcionam como mecanismo de proteção imediata enquanto investigações mais aprofundadas avançam. A Anvisa não aguarda conclusões definitivas para retirar produtos do mercado quando há indicadores de risco. Esse procedimento evita que lotes comprometidos continuem sendo distribuídos e consumidos pela população.
A fabricante Mavaro Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda. não havia se manifestado sobre a decisão até a publicação das informações oficiais. O silêncio da empresa é comum em casos assim, geralmente seguido por comunicados e planos de ação após análise interna.
Cronograma e próximos passos
A resolução publicada na quarta-feira marca o momento formal da interdição. Distribuidoras, farmácias e plataformas de comércio eletrônico recebem notificação para remover o lote das prateleiras. Consumidores que possuem o produto podem devolvê-lo aos pontos de venda ou entrar em contato com a fabricante para esclarecimentos.
Investigações sanitárias continuam em andamento para apurar as causas da falha. Resultados podem levar semanas ou meses, dependendo da complexidade das análises complementares. A Anvisa pode manter a interdição até que provas conclusivas de correção sejam apresentadas.
O caso reforça a importância do monitoramento contínuo de produtos de saúde e higiene. Testes periódicos em laboratórios de referência garantem que itens comercializados atendem aos padrões de eficácia e segurança exigidos pela agência reguladora.















