Julgamento pela morte de Aline Borel, ex-influenciadora, inicia em AraruamaPor Carolina Costa
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Dois homens, Natanael dos Santos Nunes e Luiz Henrique Mora Fersura, enfrentam júri popular em Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 23 de julho de 2026. Eles são acusados de envolvimento no assassinato de Aline Borel dos Santos, cantora e influenciadora digital que faleceu aos 28 anos, há quatro anos. Aline era conhecida por seus vídeos nas redes sociais, incluindo interpretações de músicas de Sandy & Junior.
O caso de Aline Borel trouxe à tona uma realidade brutal, onde uma mulher, enquanto realizava seu trabalho, foi tragada pela violência e pela desconfiança do crime organizado, tornando-se vítima de uma situação alarmante e sem sentido.
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A influenciadora e cantora foi vítima de assassinato em Araruama, no ano de 2022.
Na manhã de 21 de abril de 2022, Aline estava trabalhando na limpeza de um imóvel chamado Casa Amarela, localizado em Praia Seca. Conforme a investigação, a residência havia sido utilizada anteriormente por membros de uma milícia local. A simples presença de Aline no local levantou suspeitas entre traficantes associados ao Comando Vermelho, que a confundiram com uma possível observadora para o grupo rival.
A denúncia do Ministério Público detalha que Aline foi persuadida a seguir os acusados até a Praia do Dentinho, também em Praia Seca, onde foi morta a tiros. O corpo da cantora foi encontrado no mesmo dia, e o evento chocou a comunidade pela sua brutalidade e pela completa ausência de provas de qualquer ligação dela com milícia ou tráfico de drogas.
O episódio reflete a dura realidade de acusações infundadas que podem ter consequências trágicas e irreversíveis, sem que a culpabilidade precise ser estabelecida. A vida de Aline, uma mulher comum, foi interrompida por uma paranoia do crime.
A polícia identificou outros dois homens envolvidos no crime, João Vitor Fernandes dos Santos e Ricardo Santos Oliveira, apontado como líder do tráfico local, além dos dois que serão julgados. A acusação principal é que o grupo cometeu o ato baseando-se unicamente na crença, sem confirmação, de que Aline tinha conexões com a milícia.
Aline Borel tinha um julgamento marcado para 23 de julho de 2026, no Tribunal do Júri de Araruama.
Antes do trágico acontecimento, Aline era reconhecida por sua paixão pela música e por sua presença marcante nas redes sociais. Ela chegou a participar do Programa da Maisa, dividindo palco com artistas como Karol Conká e Marlei Cevada. Esse aspecto de sua vida muitas vezes é esquecido quando um caso criminal se arrasta por anos até o julgamento, transformando a pessoa em mera manchete, apesar de ter tido uma voz, aspirações, uma rotina e pessoas que a esperavam em casa.
Este julgamento, apesar de não poder trazer Aline de volta à sua família ou apagar o que ocorreu em 2022, é um passo crucial para que sua história seja oficialmente apresentada diante de um júri. É a forma de reafirmar que Aline Borel não foi apenas mais uma vítima em Araruama, mas sim a jovem dos vídeos, das canções e do trabalho que, injustamente, nunca mais voltou para casa.















