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Trezor confirma invasão em e-mails: Golpistas miram proprietários de criptomoedas

Bitcoin, dinheiro digital
Foto: Bitcoin, dinheiro digital - Beto Chagas/ Shutterstock.com
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A fabricante de carteiras físicas de criptomoedas Trezor notificou seus usuários em 11 de setembro de 2026 sobre uma invasão cibernética que atingiu uma empresa parceira e expôs dados de seus clientes pela segunda vez em dois meses. O incidente atingiu fornecedores externos.

Em comunicado oficial divulgado pela fabricante de carteiras, a invasão aos sistemas da companhia de tecnologia de marketing Brevo permitiu que criminosos disparassem cerca de 347 mil e-mails fraudulentos contendo links maliciosos enviados em nome da Trezor para a base cadastrada.

Ao clicar no endereço enviado, o destinatário baixa um aplicativo que solicita a senha de recuperação do dispositivo. A Trezor informou que as mensagens fraudulentas continham o assunto “Critical Security Alert: STM32 Entropy Vulnerability”.

Com a senha de recuperação obtida, o invasor transfere os recursos financeiros da vítima na rede blockchain de modo irreversível.

Em relatório sobre o ocorrido, a Brevo afirmou que os invasores acessaram 138 contas internas para coordenar o envio maciço dos comunicados enganosos. A plataforma declarou que os autores exploraram uma brecha na qual o acesso “não estava devidamente delimitado”. A empresa explicou ainda que a permissão foi “concedida erroneamente” a todas as organizações vinculadas ao painel atingido.

O ataque atingiu dados administrados por intermediários contratados para operações operacionais e processamento de pedidos. A Trezor afirmou que seus produtos, carteiras físicas e sistemas internos de contas não sofreram nenhum tipo de violação direta.

O caso registrado soma-se a outro incidente comunicado em agosto de 2026, período no qual um ataque contra a prestadora de serviços postais ShipMonk vazou nomes, telefones, e-mails e endereços físicos de entrega de pelo menos 81 mil compradores de aparelhos da Trezor.

A exposição de endereços residenciais submete detentores de patrimônio em criptoativos ao risco de violência física direcionada para extração sob coação de senhas. Os riscos incluem extorsões presenciais.

Clientes da fabricante passaram a receber cartas físicas com a marca Trezor que exibiam um código QR falso programado para capturar as chaves secretas dos usuários logo após a intrusão na ShipMonk.

A Trezor declarou que reavalia os acordos operacionais mantidos com seus fornecedores terceirizados. A fabricante alertou os proprietários de carteiras de que os e-mails expostos continuam vulneráveis a novas tentativas de golpe.

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