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A Ponte Rio-Niterói opera com uma extensão de 13,29 quilômetros sobre a Baía de Guanabara e mantém um vão central de 300 metros desprovido de pilares para liberar o trânsito de embarcações marítimas de grande porte no estado do Rio de Janeiro.

A rodovia integra o traçado da BR-101 e concentra 8,83 quilômetros de suas pistas inteiramente sobre o espelho d’água da baía.

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Vão central sem pilares atende tráfego marítimo

A estrutura de metal cobre a rota náutica e retira qualquer sustentação vertical da área percorrida pelos cargueiros. Isso evita colisões navais.

Os técnicos desenharam o módulo de aço para responder às cotas da navegação na água e às rotas de aproximação dos aeroportos fluminenses.

Combinação de concreto protendido e estrutura de aço

A construtora empregou blocos de concreto protendido na maior parte do trajeto rodoviário. Por outro lado, o trecho sobre a calha de navegação recebeu armações inteiramente fabricadas em aço.

A Ponte Presidente Costa e Silva exibe colunas alinhadas até a elevação central, onde um vão metálico alcança 300 metros sem suportes no meio da água.

Como o vão de 300 metros viabiliza o tráfego de grandes navios

Pilares próximos prejudicariam a travessia de embarcações cargueiras na Baía de Guanabara. Os projetistas transferiram o peso das pistas para colunas instaladas fora da passagem central dos navios.

O conjunto central de aço soma 848 metros de extensão divididos em cinco vãos sucessivos de 114, 200, 300, 200 e 114 metros para afastar as colunas do canal náutico.

Limitações aéreas e marítimas definiram altura da travessia

A Agência Nacional de Transportes Terrestres registra que os aviões fixaram o limite da via na cota de 72 metros de altura em relação ao nível do mar. Ao mesmo tempo, as embarcações marítimas exigiram um espaço livre de no mínimo 60 metros sob as vigas.

Os engenheiros trabalharam em uma faixa vertical restrita, na qual o asfalto subiu o necessário para a frota naval sem invadir as áreas reservadas para a aviação do Rio de Janeiro.

  • Extensão da rodovia: 13,29 quilômetros
  • Comprimento sobre as águas: 8,83 quilômetros
  • Vão livre central: 300 metros
  • Superestrutura metálica: 848 metros
  • Altura máxima sobre o mar: 72 metros
  • Divisão dos vãos: 114, 200, 300, 200 e 114 metros

Engenharia aplicada na montagem do setor central

O vão central de 300 metros cruza a lâmina de água sem nenhuma coluna intermediária de suporte. O canal permanece desobstruído.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres fiscaliza a rodovia federal e analisa relatórios técnicos periódicos sobre a estabilidade do pavimento e da estrutura.

O traçado altimétrico uniu as diretrizes dos operadores marítimos com os limites do espaço aéreo da região metropolitana fluminense. As duas frentes operam juntas.

Integração dos materiais ao longo dos 13 quilômetros

Aduelas pré-moldadas de concreto protendido formam o tabuleiro da ponte nos trechos afastados do vão metálico principal.

A técnica de protensão aplica forças de compressão para resistir à tração provocada pelo tráfego constante dos automóveis. A Agência Nacional de Transportes Terrestres calcula mais de 2.150 quilômetros de cabos de aço embutidos no concreto da travessia.

  • Trechos comuns: concreto protendido com vãos curtos entre pilares
  • Canal de passagem: viga metálica contínua com vão central de 300 metros
  • Base marítima: tubulões com blocos de coroamento cravados no leito

Como operou a montagem sobre as águas da baía

A montagem no mar envolveu uma linha de produção externa, na qual vigas feitas em terra firme viajavam em balsas até os pontos de fixação dos tubulões na Baía de Guanabara.

A fundação no espelho de água conta com 1.138 tubulões enterrados para apoiar 103 pares de pilares de sustentação. A perfuração atingiu camadas profundas de solo para garantir firmeza às sapatas marítimas.

Motivos para a fiscalização contínua das estruturas

Cerca de 150 mil veículos cruzam as pistas diariamente em meio ao desgaste gerado pelo vento marítimo, pela umidade e pelas mudanças de temperatura registradas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Técnicos entram no interior oco das vigas de aço para avaliar a soldagem, a pintura anticorrosiva e o desgaste dos rebites. Sensores medem vibrações.

Atuação de especialistas na vistoria submersa e interna

Engenheiros de estruturas especiais examinam os aparelhos de apoio, as juntas de dilatação e a integridade do concreto protendido além da pista de rolamento.

As equipes descem até a base dos pilares submersos e vasculham as caixas metálicas para encontrar desgastes preliminares. Isso previne reparos emergenciais caros.

A travessia inaugurada em 1974 preserva a integração da rodovia de 13,29 quilômetros com o canal náutico graças ao vão elevado de 300 metros que segue liberado para os cargueiros na Baía de Guanabara.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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