O surfista carioca Dávio Correia Figueiredo, conhecido como Dadá Figueiredo, morreu neste sábado (24), aos 61 anos, na cidade do Rio de Janeiro. Referência do esporte nacional durante a década de 1980, o ex-atleta, pastor evangélico e shaper — profissional que fabrica pranchas — deixa três filhos, entre eles o também surfista Dávio Figueiredo.
A confirmação do falecimento foi publicada pela Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj) em suas redes sociais. “Com profundo pesar, a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro lamenta o falecimento de Dadá Figueiredo, aos 61 anos”, declarou a entidade oficial. A causa da morte não teve confirmação oficial única, e as informações sobre o local e o horário do velório e do sepultamento ainda não foram divulgadas.
A trajetória de Dadá Figueiredo nas ondas e na contracultura
Nascido no Rio de Janeiro, o atleta ganhou projeção nacional nos anos 1980 ao adotar nas ondas movimentos originários do skate, uma abordagem que antecipou as bases técnicas do surfe progressivo contemporâneo. Ele executava manobras como batidas verticais na crista da onda, rasgadas de forte pressão na água e o layback, movimento técnico em que o surfista inclina o corpo totalmente de costas sobre a espuma durante a curva sem perder o controle da prancha.
Saiba mais: Juliana Paiva se casa com Danilo Partezani no Rio de Janeiro
A homenagem da Feserj apontou a influência do desportista para diferentes gerações da modalidade no estado e no país. “Revolucionário nos anos 1980, Dadá marcou a história do esporte com sua atitude autêntica, estilo punk e radicalidade nas ondas. Ele rompeu paradigmas, transformou a cultura do surfe carioca e nacional e inspirou gerações a surfarem com verdadeira paixão e identidade”, afirmou a federação fluminense em nota.
Veja também: Operação Backbone prende familiares de Marcinho VP no Rio de Janeiro
Da reabilitação química de Dadá Figueiredo à atuação como pastor
Fora das competições esportivas, Dávio Correia Figueiredo manteve relação direta com a contracultura urbana carioca, atuando como baixista na banda punk Os Normais e fundando as marcas de vestuário e acessórios de surfe Anti-Fashion e Necrose Social. Ao longo da vida, ele enfrentou problemas decorrentes do consumo abusivo de álcool e cocaína, o que o levou a passar por períodos de internação em clínicas de reabilitação. Após o tratamento, converteu-se e passou a atuar como pastor evangélico, além de trabalhar na produção manual de pranchas e de abrir uma escolinha de surfe na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Confira também: PF prende mãe e irmão do rapper Oruam em operação no Rio de Janeiro
Datas e conquistas da carreira de Dadá Figueiredo
A história de vida e as passagens do atleta pelo esporte e pela música foram documentadas no filme “Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo”. Abaixo estão os marcos cronológicos confirmados da carreira e da vida pessoal do surfista:
Acompanhe: Lua Blanco morre aos 39 anos no Rio de Janeiro após tratamento contra câncer de intestino avançado
- 4 de março de 1965: nascimento de Dávio Correia Figueiredo na capital fluminense;
- 1989: conquista do título de campeão carioca de surfe e vitória no torneio Sea Club Final Heat, disputado nas ondas de Saquarema;
- 1993: eleição como o melhor freesurfer — surfista que se dedica ao surfe livre e a sessões fotográficas, sem foco exclusivo em baterias de competição — do Brasil em votação de leitores de uma publicação especializada;
- 24 de outubro de 2026: falecimento do ex-atleta aos 61 anos no Rio de Janeiro.
