Um subtenente da Polícia Militar foi detido neste domingo (25) em Três Rios, município da região Centro-Sul Fluminense, ao tentar fotografar o próprio voto dentro da cabine eleitoral. As autoridades encontraram R$ 114 em espécie com o agente, e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou que ele havia comercializado a escolha na urna durante o segundo turno das eleições.
A confirmação da irregularidade partiu do desembargador Claudio de Mello Tavares, presidente do TRE-RJ, ao apresentar o balanço de ocorrências do pleito em 25 de outubro de 2026. De acordo com o magistrado, a fiscalização eleitoral constatou a venda do voto pelo policial militar logo após a abordagem na seção de votação.
Prisão no Largo do Machado e os 5 crimes eleitorais no Rio
Ao todo, o estado do Rio de Janeiro contabilizou cinco ocorrências de crimes eleitorais ao longo do dia de votação, envolvendo desde a comercialização de votos no interior até a propaganda irregular na capital fluminense. Entre os casos registrados pelas forças de segurança e pela Justiça Eleitoral, uma mulher foi presa em flagrante por praticar boca de urna no Largo do Machado, bairro localizado na Zona Sul do município do Rio de Janeiro, sendo encaminhada imediatamente para a Superintendência da Polícia Federal para a lavratura do termo circunstanciado e demais procedimentos legais cabíveis.
As autoridades eleitorais e policiais ainda não divulgaram a identidade do subtenente da Polícia Militar detido em Três Rios, nem informaram para qual candidato o voto teria sido vendido. O nome da mulher detida por boca de urna no Largo do Machado também não foi revelado pelos órgãos responsáveis pela segurança do pleito.
Multa de R$ 500 mil por hora para ônibus em São Gonçalo
Além das infrações penais cometidas por eleitores, o TRE-RJ precisou intervir no serviço de transporte público em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, após o recebimento de denúncias sobre a redução na frota de ônibus que circulava pela cidade. A Justiça Eleitoral expediu uma ordem determinando o retorno imediato dos coletivos às ruas, sob pena de multa de R$ 500 mil por hora de descumprimento, medida que restabeleceu a circulação dos veículos ainda durante o período da manhã.
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“O transporte não estava conforme o que tínhamos determinado. Prontamente, houve uma decisão judicial determinando que as empresas colocassem os transportes na rua sob pena de multa por hora de R$ 500 mil. Imediatamente retornou à normalidade ainda na parte da manhã”, afirmou o desembargador Claudio de Mello Tavares.
Substituição de 150 urnas eletrônicas e morte de eleitor em Maricá
No balanço técnico da operação no estado do Rio de Janeiro, o tribunal informou que 150 urnas eletrônicas apresentaram falhas e precisaram ser substituídas por equipamentos de contingência ao longo do dia. O volume de aparelhos trocados representa 0,4% do total de urnas disponibilizadas para a votação nos municípios fluminenses.
Durante o andamento da votação em Maricá, também na Região Metropolitana, o tribunal registrou a morte de um eleitor idoso. Ele aguardava na fila da seção eleitoral para votar quando sofreu um infarto e morreu no próprio local; a identidade da vítima não foi informada pelo órgão.
