Equipe diz ter achado restos de madeira da Arca de Noé na TurquiaPor Janderson Luiz
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Na Formação Durupinar, no leste da Turquia, uma equipe diz ter encontrado material orgânico que pode ser madeira. O grupo fala em madeira petrificada ou mineralizada, mas nenhum laboratório confirmou ainda o que é o material, qual a sua idade ou de onde ele veio.
A formação fica a cerca de 29 quilômetros ao sul do Monte Ararat, o ponto mais alto do país, na região de Doğubayazıt. Seu contorno de barco é conhecido desde 1959, quando um capitão do exército turco, Ilhan Durupinar, o notou em fotografias aéreas. As medidas divulgadas variam entre 157 e 168 metros, conforme o levantamento.
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Desde 2019, o grupo Noah’s Ark Scans, liderado por Andrew Jones, faz varreduras com radar de penetração no solo. Em maio de 2026, o governo turco autorizou estudos invasivos no local, depois de décadas de análises apenas na superfície.
Equipe afirma ter coletado material orgânico em furos na Formação Durupinar
Em setembro de 2026, a equipe fez perfurações no terreno, com participação do professor Cenker Atila, da Universidade Cumhuriyet de Sivas. Nos furos, os pesquisadores dizem ter encontrado uma camada com material orgânico e cavidades subterrâneas, uma delas com lama e água.
Jones afirma que a broca quebrou ao atingir algo mais duro que calcário, e que nem calcário nem rocha sólida foram identificados nas amostras. Ele diz, porém, que ainda é cedo para afirmar que a arca está enterrada ali.
Em análises de solo de amostras coletadas em 2024, o grupo afirma ter registrado 2,72 vezes mais carbono dentro do formato do que fora dele. Carbono em excesso, porém, pode vir de matéria orgânica comum e não indica a idade do material.
Análises ainda vão dizer se material é madeira e qual a idade
As análises de laboratório estão previstas para o inverno, segundo a reportagem que deu origem a este texto. Até lá, a equipe não tem como afirmar se o material é madeira, de que tipo ela seria e em que época teria se formado.
Os resultados ainda não foram publicados em revista científica nem passaram por revisão por pares. Até agora, as informações saíram em comunicados e no site da organização.
Geólogos veem explicação natural e cobram provas em Durupinar
A maior parte dos geólogos continua classificando a formação como natural. Andrew Snelling, que estuda o local há décadas, defende que as feições captadas pelo radar podem ter explicações geológicas.
O radar mostra contrastes no subsolo, mas não diz se o que aparece é madeira, parede ou rocha. Atila afirmou que os radares identificaram três níveis na formação, característica que ele relaciona à descrição bíblica da embarcação.
Enquanto os laboratórios não concluírem as análises, a origem do material segue em aberto.















