JICON 2026 reúne estudos sobre galáxias, terremotos e pré-sal no Observatório NacionalPor Maria
3 min de leitura
![]() |
O Observatório Nacional mobilizou estudantes e pesquisadores de diversas regiões do país para apresentar 39 projetos científicos durante a Jornada de Iniciação Científica, realizada presencialmente no Auditório Yeda Ferraz. O encontro reuniu investigações acadêmicas concentradas nos campos da Astronomia e da Geofísica.
A programação acadêmica ocorreu nos dias 19 e 20 de outubro de 2026, com organização conduzida pela comissão institucional de Iniciação Científica da entidade.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Avaliação externa e debates acadêmicos
Especialistas de instituições federais integraram a banca de avaliação para qualificar os debates técnicos sobre cada estudo apresentado. Participaram como avaliadores convidados Susanne Tainá Ramalho Maciel, da Universidade de Brasília, e Javier Ernesto Gonzalez Sanchez, da Universidade Federal de Sergipe.
O intercâmbio permitiu aprofundar métodos de checagem de dados entre universitários e pesquisadores experientes.
Temas de ponta nas pesquisas de Astronomia
Na divisão de Astronomia, as apresentações abarcaram temas fundamentais sobre a estrutura do cosmos. O estudante José Gonçalves Chaves Junior expôs investigações no segmento astronômico diante do corpo de docentes e colegas.
Os participantes debateram composição química estelar, dinâmica de formação galáctica, detecção de exoplanetas, ondas gravitacionais e o monitoramento da poluição luminosa que afeta a qualidade da observação do céu.
Geofísica aplicada ao subsolo e métodos computacionais
As pesquisas em Geofísica priorizaram a dinâmica da Terra e a estrutura física subterrânea por meio de modelos computacionais e físicos. O graduando Gian Lucca Souza Bruscagin detalhou seus estudos na área técnica.
As investigações contemplaram propriedades físicas das rochas, registros do campo magnético terrestre em amostras geológicas, mecanismos associados a abalos sísmicos e a aplicação de algoritmos matemáticos no processamento de informações ambientais.
Participação feminina e formação na educação básica
O encontro deu espaço para alunas da educação básica por meio do projeto Explorando o Interior da Terra, integrante do programa Meninas Cientistas do Observatório Nacional. Quatro estudantes do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro apresentaram dados relativos a ondas sísmicas, camadas do planeta e reservas petrolíferas do pré-sal: Ana Luiza Grazziotin Moreira, Giovana Pereira Campos, Juliana Gama Moraes de Azeredo e Luana Betiane Mattos Ferreira Brivio.
Silvia Bermudez, uma das orientadoras do grupo de Geofísica, enfatizou que o projeto estimula vocações científicas entre estudantes jovens.
“Ver essas quatro estudantes do ISERJ falando com tanta segurança sobre o interior da Terra foi daqueles momentos que fazem a gente lembrar por que escolheu trabalhar com ciência. Elas explicaram os terremotos, os tipos de ondas sísmicas, a importância do petróleo do pré-sal brasileiro e como a Geofísica nos ajuda a enxergar o que não vemos debaixo dos nossos pés”, declarou Silvia Bermudez.
A orientadora apontou a necessidade de expandir a presença feminina nas áreas de ciências exatas e da terra desde a escola secundária.
“As mulheres ainda são minoria em muitos espaços das geociências, e isso não muda sozinho. Muda quando uma menina se vê dentro de um laboratório, entende um experimento, defende uma ideia em público e percebe que aquele lugar também é dela”, afirmou a pesquisadora.
Todas as investigações exibidas ao longo do evento constam no livro oficial de resumos publicado pelo Observatório Nacional.















