Telescópio Swift da Nasa vai reentrar na atmosfera até o fim de 2026Por Jeronimo Santos
3 min de leitura
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O telescópio espacial Neil Gehrels Swift, da Nasa, deve reentrar na atmosfera da Terra até o fim de 2026, em queda descontrolada e sem previsão de dia, horário ou local. A agência afirma que a maior parte da estrutura de 1,4 tonelada deve ser destruída pelo atrito, mas restos podem sobreviver e cair em uma faixa que inclui a América Latina.
Lançado em 20 de novembro de 2004 para uma missão de apenas dois anos, o observatório passou mais de duas décadas em órbita. Em 2018, a Nasa o rebatizou em homenagem a Neil Gehrels, primeiro pesquisador principal do projeto, após a morte dele.
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Com o aumento da atividade solar, a atmosfera superior se expande e o atrito sobre satélites em órbita baixa cresce. Foi isso que acelerou a perda de altitude do Swift.
Nasa cancela resgate e Swift segue em queda sem propulsão
A tentativa de salvá-lo fracassou. Em 3 de julho de 2026, a Nasa lançou a espaçonave LINK, da empresa Katalyst Space, a bordo de um foguete Pegasus XL, com o objetivo de capturar o telescópio e elevar sua órbita.
O contrato custou US$ 30 milhões. Semanas depois do lançamento, a LINK entrou em rotação descontrolada, e a Katalyst afirmou que a nave não conseguia mais controlar a própria posição. Em 19 de agosto de 2026, a Nasa cancelou a operação.
Sem motor, o Swift não consegue corrigir a própria trajetória nem escolher o momento e o lugar da queda.
Quatro datas marcam o fim da missão do Swift
- 20 de novembro de 2004: lançamento do observatório.
- 3 de julho de 2026: a Nasa lança a espaçonave LINK para tentar o resgate.
- 19 de agosto de 2026: a Nasa cancela a operação de resgate.
- 20 de outubro de 2026: o Swift encerra as observações científicas, com altitude abaixo de 275 quilômetros, e entra em modo de segurança.
Sem data nem local definidos, risco para o Brasil segue incerto
A Nasa ainda não divulgou previsão de dia, horário ou local da reentrada e não publicou uma avaliação pública de risco para a população. Reportagens de outubro apontam que a faixa de possível queda inclui a América Latina e a Argentina, mas não há área definida, e nenhuma fonte oficial encontrada indica o território brasileiro como destino.
A agência considera improvável que os fragmentos causem ferimentos ou danos. A empresa de rastreamento espacial LeoLabs avalia que, mesmo que parte do equipamento sobreviva por causa do tamanho, a chance de dano relevante ou de ferimento é muito pequena.
Shawn Domagal-Goldman, diretor da divisão de astrofísica da Nasa, afirmou: “Sem intervenção, o Swift reentraria na atmosfera até o fim do ano” (em tradução livre).
Segundo a Nasa, o Swift registrou mais de 2.000 explosões de raios gama e estudou mais de 1.400 supernovas. Ele também observou asteroides e cometas.
O Hubble, que também perde altitude por causa da atividade solar, era o próximo da fila de resgate se a missão desse certo.
A Nasa se comprometeu a atualizar o blog da missão até o fim das operações restantes.















