Monitoramento em Fernando de Noronha captura 138 peixes-leão e combate avanço da espécie invasoraPor Maria
2 min de leitura
![]() |
Mergulhadores recolheram 138 espécimes de peixe-leão durante uma ação coordenada de manejo em Fernando de Noronha. O animal integra a lista de espécies invasoras marinhas e possui espinhos venenosos que trazem riscos diretos aos ecossistemas litorâneos do arquipélago. A atividade ocorreu no ponto submarino conhecido como Cabeço 47, localizado entre o Porto de Santo Antônio e a Praia da Conceição, a uma profundidade de 47 metros.
A intervenção foi conduzida por mergulhadores da operadora Sea Paradise sob autorização formal do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A equipe percorreu trechos já mapeados nos protocolos oficiais de contenção para verificar a presença de novos cardumes.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Monitoramento na costa registra novo lote em ponto profundo
O Cabeço 47 faz parte da rota contínua de inspeção dos profissionais envolvidos no manejo da fauna aquática no arquipélago.
“Estamos fazendo uma varredura em pontos onde já realizamos capturas e que fazem parte do roteiro de manejo. Esse local costuma reunir peixes-leão. Só não imaginávamos que encontraríamos tantos”, declarou o coordenador da operação, Fernando Rodrigues.
O volume recolhido soma-se a outra expedição recente executada no início do mesmo mês de trabalho na área do Porto de Santo Antônio, quando os mergulhadores retiraram 312 indivíduos da água.
“Isso mostra a eficiência da espécie invasora, que está se reproduzindo muito rápido. Se diminuirmos o esforço de captura, eles podem tomar conta da área. O peixe-leão pode causar grandes danos ao meio ambiente”, explicou Rodrigues.
Capacidade reprodutiva acelera dispersão do invasor
O peixe-leão, identificado cientificamente como Pterois volitans, não pertence originalmente à fauna do Atlântico Sul e carece de predadores naturais na costa do Brasil. A ausência de controle biológico favorece a proliferação acelerada e reduz populações de peixes nativos essenciais para a saúde dos recifes.
Um único exemplar adulto consegue ingerir até 20 presas de pequeno porte em um intervalo de 30 minutos. O primeiro avistamento com registro documentado no arquipélago ocorreu em dezembro de 2020. As incursões de caça submarina direcionada permanecem como a principal ferramenta adotada por ambientalistas para frear a ocupação desordenada desses animais.















