Cientistas identificam que a água da Terra se formou na nebulosa solarPor Carolina Costa
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Pesquisadores descobriram que a água da Terra teve origem direta na nebulosa solar gasosa antes mesmo do bombardeio intenso de asteroides. A composição isotópica analisada em minerais primitivos revelou que as moléculas de hidrogênio e oxigênio presentes nos oceanos se condensaram junto com a poeira cósmica há cerca de 4,5 bilhões de anos.
A constatação contraria a teoria de que cometas e asteroides ricos em gelo foram os únicos responsáveis pelo volume hídrico do planeta. O material rochoso primordial aprisionou vapor de água em sua estrutura cristalina enquanto o disco protoplanetário orbitava o Sol jovem.
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Com a aglomeração gradual desses corpos menores, o calor interno e as erupções vulcânicas liberaram esse vapor para a atmosfera primitiva. Esse processo provocou chuvas torrenciais contínuas durante milhões de anos, preenchendo as bacias oceânicas primitivas com volume abundante.
Minerais antigos preservam hidrogênio da nebulosa solar primitiva
Análises de rochas do manto profundo preservadas em camadas continentais intactas mostraram uma assinatura de deutério compatível com o gás original do Sistema Solar. A proporção desse isótopo pesado de hidrogênio difere dos valores encontrados na maioria dos cometas conhecidos que cruzam a órbita terrestre.
As amostras examinadas continham inclusões vítreas retidas no manto profundo sem alteração por placas tectônicas. A estrutura molecular intacta serviu como registro fóssil da matéria que formava o disco solar primordial antes do fechamento da crosta.
Bombardeio de asteroides atuou como complemento do volume oceânico
Os cientistas afirmam que o impacto de corpos celestes externos não foi descartado, mas reduzido a um papel secundário no balanço total. Os impactos de condritos carbonáceos teriam acrescentado apenas uma fração das reservas hídricas após a consolidação da geosfera.
A nova modelagem indica que planetas rochosos podem reter água espontaneamente caso se formem dentro de discos ricos em hidrogênio. Isso amplia a probabilidade de encontrar mundos úmidos e habitáveis em outros sistemas estelares da Via Láctea.















