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O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a queda do desmatamento na Amazônia e no Cerrado evitou emissões equivalentes às de um ano do Japão. A declaração foi dada em 28 de outubro de 2026, no programa Bom Dia Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O ministro não informou o volume de gases evitados nem a metodologia usada na comparação.

Ao falar sobre os incêndios florestais que atingem o Amazonas e o Pará, Capobianco afirmou: “Não haverá fumaça suficiente para encobrir esse resultado excepcional que a sociedade brasileira conseguiu”. Segundo ele, os focos avançaram sobre a divisa entre os dois estados e ainda afetam a região oeste do Pará.

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Desmatamento na Amazônia caiu 41,8%, a menor taxa da série do Prodes

Os números citados pelo ministro são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes), divulgados em 16 de outubro de 2026. O levantamento registrou queda de 41,8% no desmatamento da Amazônia, a menor taxa da série histórica iniciada em 1988, e de 23,8% no Cerrado. Segundo Capobianco, o desmatamento caiu nos seis biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa.

  • Amazônia: 3.335 km² de agosto de 2025 a julho de 2026, contra 5.731 km² no período anterior
  • Cerrado: 5.516,69 km² de agosto de 2025 a julho de 2026, contra 7.235,27 km² no período anterior

Japão: volume de emissões evitadas não foi divulgado

O ministro citou o período de julho de 2025 a julho de 2026 como base da comparação com as emissões do Japão. Os dados oficiais do Prodes, no entanto, cobrem agosto de 2025 a julho de 2026, segundo informações do governo federal reunidas pela reportagem. A diferença de um mês entre o intervalo da fala e o intervalo da medição não aparece explicada no material disponível, e por isso a equivalência com o Japão não pode ser verificada. A reportagem encontrou formulações diferentes da comparação, mas nenhuma delas detalha o cálculo.

Confira também: Amazônia registra menor área de desmatamento anual em 2025

Incêndios no Pará: número de focos extintos varia entre fontes

Segundo o ministro, os esforços dos governos federal, estadual e municipal levaram à contenção dos focos de calor no Amazonas. No Pará, as ações ainda estão em curso. Segundo ele, a Casa Civil convocou uma sala de situação para tratar especificamente do estado, já que o Amazonas já havia sido tratado. Sobre o número de grandes incêndios extintos no Pará, as fontes consultadas divergem: uma informa 361 e outra informa 114. Não há número oficial atualizado que permita confirmar a quantidade.

Acompanhe: Nuvens pirocumulonimbus geradas por incêndios florestais são mapeadas em missão inédita da NASA

Polícia Federal investiga origem dos incêndios e há indícios de ação humana

A Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e forças de segurança locais investigam a origem dos incêndios florestais, e há indícios de ação humana. Capobianco relacionou a multiplicação de focos de calor e de incêndios ao período após o primeiro turno das eleições. Ele afirmou, porém, que só a Polícia Federal poderá dizer se houve intenção, e não há conclusão divulgada sobre o caso.

Leia também: Nova política ambiental no Pantanal reconhece pecuária sustentável como aliada crucial na prevenção de incêndios florestais

  • Polícia Federal: investigação sobre a origem dos incêndios florestais
  • Polícia Rodoviária Federal: investigação sobre a origem dos incêndios florestais
  • Forças de segurança locais: investigação sobre a origem dos incêndios florestais
  • Polícia Militar do Amazonas: prisão de onze pessoas no município de Autazes (AM)

Segundo o ministro, a Polícia Militar do Amazonas prendeu onze pessoas no município de Autazes (AM) em 18 de outubro de 2026. Capobianco também afirmou que, conforme cada caso e os crimes cometidos, os responsáveis por provocar incêndios florestais estão sujeitos a penas que podem somar até quatro anos de reclusão.

Incêndios florestais podem render até 4 anos de reclusão

A pena máxima citada pelo ministro depende da forma como o crime foi cometido e de quais crimes foram praticados em cada caso. O material consultado pela reportagem não traz detalhes sobre enquadramento legal dos onze presos em Autazes nem sobre eventuais penas já aplicadas. A investigação sobre a origem dos incêndios segue com a Polícia Federal, enquanto a sala de situação da Casa Civil trata do Pará.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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