PF combate esquema que liberava dados do INSS para empréstimos consignados fraudulentos no CearáPor Beatriz
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A Polícia Federal deflagrou a Operação Ubiquidade 2 para desarticular uma organização criminosa investigada por fraudar benefícios previdenciários no Instituto Nacional do Seguro Social no Ceará. Mandados de busca e apreensão e de busca pessoal foram executados em quatro municípios da Região Metropolitana de Fortaleza.
A ofensiva ocorreu em ação integrada com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, órgão vinculado ao Ministério da Previdência Social. Policiais cumpriram ordens expedidas pela 34ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Maracanaú.
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Esquema utilizava sistemas para liberar empréstimos consignados
O inquérito policial apura a atuação de um grupo criminoso especializado na liberação indevida de benefícios diretamente nos sistemas internos da Previdência Social. O procedimento irregular permitia que intermediários contratassem empréstimos consignados sem a autorização dos segurados legítimos.
As parcelas decorrentes dos créditos bancários não autorizados eram descontadas diretamente das aposentadorias e pensões pagas pelo órgão. As vítimas percebiam a fraude apenas quando verificavam reduções nos valores depositados mensalmente em suas contas.
Mandados foram cumpridos em quatro cidades cearenses
As decisões judiciais autorizaram diligências em endereços residenciais e profissionais localizados no estado do Ceará. A divisão dos mandados abrangeu:
- Dois mandados de busca e apreensão cumpridos em Maracanaú
- Dois mandados de busca e apreensão cumpridos em Maranguape
- Um mandado de busca e apreensão cumprido em Itaitinga
- Um mandado de busca e apreensão cumprido em Pacatuba
- Um mandado de busca pessoal executado no local de trabalho de um dos alvos
Investigação teve início com servidores da agência de Maracanaú
A fase deflagrada em 29 de outubro de 2026 representa o desdobramento direto da primeira etapa da Operação Ubiquidade, executada em 12 de setembro de 2024. Na ocasião anterior, diligências identificaram a participação direta de duas servidoras que atuavam na Agência da Previdência Social do município de Maracanaú.
A apuração constatou que as funcionárias operavam terminais para desbloquear os benefícios sem o consentimento dos titulares. Os depoimentos colhidos ao longo de dois anos e os documentos recolhidos na primeira ofensiva permitiram o rastreamento de novos operadores do esquema financeiro.
Apreensões efetuadas durante as novas buscas recolheram aparelhos celulares, computadores, unidades de armazenamento digital, comprovantes de movimentações bancárias e manuscritos com dados cadastrais de segurados.
Os investigados podem responder perante a Justiça Federal pelos crimes de estelionato previdenciário, integração de organização criminosa e invasão de dispositivo informático. A Polícia Federal mantém as apurações em andamento com a análise dos equipamentos eletrônicos recolhidos para mapear eventuais ramificações financeiras e outros beneficiários das fraudes.















