Street Fighter 6 chega a 7 milhões de cópias e amplia os eSportsPor Manuela
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A franquia Street Fighter, criada pela japonesa Capcom, soma 7 milhões de unidades vendidas de Street Fighter 6 até junho de 2026. O resultado comercial chegou ao mesmo tempo em que o novo filme live-action da série entrou em cartaz nos cinemas em 16 de outubro de 2026, após mais de três décadas desde os primeiros fliperamas de 1987.
O sucesso atual afastou um temor antigo dentro da desenvolvedora, sediada em Osaka, no Japão. Segundo o produtor de Street Fighter 6 na Capcom, Shuhei Matsumoto, a empresa avaliou que a série poderia desaparecer em uma década. “Quando nós dois estávamos conversando durante o desenvolvimento do Street Fighter 5, percebemos que, se não fizéssemos algo a respeito do Street Fighter, a franquia provavelmente morreria em 10 anos. Era uma questão crítica. Por isso, tivemos que criar um jogo que fizesse com que as pessoas o redescobrissem e voltassem a jogá-lo”, afirmou Matsumoto.
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Como a Capcom tentou trazer jogadores mais jovens
Matsumoto explicou que a reformulação do jogo, feita ao lado do diretor Takayuki Nakayama, tinha como alvo consumidores mais jovens. Ele disse que a base de jogadores de Street Fighter 5 tinha, em média, entre 35 e 45 anos. “Naquela época, a base de jogadores do Street Fighter 5 tinha, em média, entre 35 e 45 anos. Daqui a 10 anos, essas pessoas terão 60. É difícil manter a franquia se contarmos apenas com esse grupo”, declarou o produtor.
Para ampliar esse alcance, Street Fighter 6 chegou com estética inspirada no hip-hop, 18 personagens iniciais, sendo seis inéditos, e o modo de história World Tour, em que o jogador cria um avatar para aprender golpes clássicos. A principal novidade mecânica foi o Drive System, barra que controla ataques com armadura, defesas precisas (parries), investidas e golpes especiais aprimorados. Quando zerada, a barra deixa o lutador em estado de esgotamento (burnout), com vulnerabilidade a ataques.
O presidente e diretor de operações (COO) da Capcom, Haruhiro Tsujimoto, fixou a meta de 10 milhões de cópias vendidas para o jogo e destacou o foco competitivo do projeto. “Street Fighter 6 foi desenvolvido desde o início com o desenvolvimento dos e-sports em mente, então espero que seja muito empolgante”, disse Tsujimoto, em tradução livre.
Os principais marcos de lançamento, plataformas e vendas da fase atual da franquia estão listados abaixo.
- 2 de junho de 2023: lançamento mundial de Street Fighter 6 para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC.
- 5 de junho de 2025: chegada da versão para o console Nintendo Switch 2.
- 9 de junho de 2026: anúncio oficial da Capcom confirmando a marca de 7 milhões de cópias vendidas no mundo.
- Expansão de elenco: convidados Terry Bogard e Mai Shiranui, da SNK, no Ano 2; retorno de Crimson Viper no Ano 3; confirmação do Ano 4 (Season 4) durante o Summer Game Fest 2026.
Do primeiro arcade de 1987 ao salto com Street Fighter II
A série começou em 30 de agosto de 1987, quando o primeiro Street Fighter, criado por Takashi Nishiyama e Hiroshi Matsumoto, chegou aos fliperamas do Japão. O jogo trouxe comandos específicos para ataques especiais e gabinetes com seis botões de ação, além de uma versão Deluxe com dois botões pneumáticos sensíveis à força do golpe. O jogador controlava apenas Ryu, ou Ken no segundo controle, contra dez adversários distribuídos por cinco países, incluindo Adon, Gen e o chefe final Sagat.
Depois do arcade, o título ganhou versões para computadores domésticos, como MS-DOS, ZX Spectrum, Amiga, Amstrad CPC, Atari ST e Commodore 64. Em dezembro de 1988, saiu também a adaptação para o videogame TurboGrafx-CD, sob o nome Fighting Street.
A consolidação do gênero veio em 7 de março de 1991, com a estreia de Street Fighter II: The World Warrior nos arcades. O jogo oferecia controles precisos, oito lutadores selecionáveis e quatro chefes, e gerou quatro atualizações diretas na década de 1990. Champion Edition chegou em março de 1992, liberando o controle dos quatro chefes, e Turbo: Hyper Fighting veio em dezembro de 1992, acelerando as partidas.
Em setembro de 1993, Super Street Fighter II: The New Challengers incluiu Cammy, Fei Long, Dee Jay e T. Hawk. A última atualização da série, Super Street Fighter II Turbo, saiu em fevereiro de 1994, com barras de superataques e o personagem Akuma (Gouki no Japão) como chefe secreto. Akuma podia ser selecionado pelo jogador com um código de botões na tela de seleção.
Street Fighter Alpha, Street Fighter III e o Evo Moment #37
Em 22 de junho de 1995, a Capcom lançou a subsérie Street Fighter Alpha, conhecida como Street Fighter Zero no mercado asiático, que funcionou como prequela narrativa de Street Fighter II. Ao longo de três títulos lançados até 1998, a linha adotou visual próximo ao de animações japonesas, sistema de três níveis de barras de super e lutadores da série Final Fight. Karin estreou no terceiro jogo.
Em 28 de fevereiro de 1997, a empresa lançou Street Fighter III: New Generation, que manteve inicialmente apenas Ryu e Ken do elenco clássico. As atualizações 2nd Impact, de outubro de 1997, e 3rd Strike, de 1999 nos fliperamas e de 2000 no console Dreamcast, reintegraram Akuma e Chun-Li ao elenco.
A jogada mais conhecida dos torneios de jogos de luta aconteceu em 1 de agosto de 2004, na semifinal do campeonato Evolution Championship Series (EVO), com Street Fighter III: 3rd Strike. Com apenas um ponto de vida no controle de Ken, o jogador profissional Daigo Umehara aplicou a defesa manual precisa (parry) nos 15 golpes seguidos do Super Art de Chun-Li, controlada pelo adversário Justin Wong. A virada ficou conhecida como Evo Moment #37.
Nos anos seguintes, a franquia passou aos modelos tridimensionais com jogabilidade em plano bidimensional (2.5D) em Street Fighter IV, de 2008, que trouxe nomes recorrentes como Juri, Crimson Viper e o chefe Seth. Street Fighter V chegou em fevereiro de 2016 para PlayStation 4 e PC, com 16 lutadores iniciais e outros 30 adicionados por pacotes de expansão (DLC).
Derivados da marca e o filme live-action de 2026
Fora da linha numerada, a marca originou jogos como o quebra-cabeça competitivo Super Puzzle Fighter II Turbo, o título de luta com controles simplificados de três botões Super Gem Fighter Mini Mix, conhecido como Pocket Fighter no Japão, e a trilogia tridimensional Street Fighter EX. A série EX foi desenvolvida pelo estúdio Arika e criou lutadores como Skullomania, Allen, Kairi, Hokuto e Garuda, que retornaram em 2018 no jogo independente Fighting EX Layer.
Na expansão para outras mídias, o filme live-action de Street Fighter, com atores reais, estreou nos cinemas em 16 de outubro de 2026. A direção é de Kitao Sakurai, com coprodução da Legendary Pictures e da Capcom e distribuição da Paramount Pictures. O elenco reúne Andrew Koji (Ryu), Noah Centineo (Ken), Callina Liang (Chun-Li), Jason Momoa (Blanka), David Dastmalchian (M. Bison), Roman Reigns (Akuma) e 50 Cent (Balrog).
Nos consoles, o próximo passo confirmado pela Capcom é o início do Ano 4 de conteúdos de Street Fighter 6, previsto para o começo de 2027.
















