Influenciadora recusa balas de menino de 9 anos em Fortaleza após pedir gesto de apoio a LulaPor Luís Henrique Costa
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Uma influenciadora digital de Fortaleza, Valéria Diniz, deixou de comprar doces de um menino de 9 anos depois de pedir que ele fizesse um gesto de apoio político. A cena aconteceu na Beira-Mar, perto do Mercado dos Peixes, um dos principais polos turísticos da capital cearense. A própria produtora de conteúdo gravou o momento, e o vídeo ganhou repercussão negativa nas redes sociais.
As imagens foram gravadas em 28 de outubro de 2026, durante a tarde. O menino se aproximou da mesa onde a influenciadora estava com amigas para vender doces e bombons. Ao ouvir a oferta, ela perguntou sobre a preferência eleitoral da família e condicionou a compra a uma manifestação favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A publicação original ficou no ar por pouco tempo, mas o conteúdo se espalhou fora dela. Segundo a apuração, o perfil principal da influenciadora, que reunia cerca de 70 mil seguidores, saiu do ar depois da repercussão.
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O diálogo na mesa e a recusa da compra
Na conversa registrada no local, a influenciadora quis saber em quem os responsáveis pelo menino votavam. Em seguida, pediu que ele fizesse com os dedos o formato de um L, sinal habitualmente associado a apoiadores do presidente da República. Na legenda da gravação, ela escreveu: “Vai na mamãe e manda ela fazer o L”.
A recusa veio logo após a interação política. O garoto permaneceu no local segurando a mercadoria enquanto a cena era registrada pelo celular da influenciadora, que seguia com outras pessoas do restaurante à beira-mar.
Críticas nas redes e doações para a família do garoto
O compartilhamento do episódio provocou críticas de internautas e de frequentadores da orla. Os comentários apontaram a vulnerabilidade de uma criança em trabalho informal e reprovaram o constrangimento de um menor de idade por razões partidárias. Em um perfil novo, a influenciadora publicou um pedido de desculpas e afirmou que não pretendia transmitir a impressão causada pelo vídeo.
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Depois da repercussão, motociclistas e entregadores levaram alimentos e donativos à família do menino. A legislação brasileira garante proteção integral a crianças e adolescentes e veda a submissão de menores a qualquer tipo de vexame ou constrangimento público. Casos que envolvem trabalho infantil e exposição em redes sociais costumam ser acompanhados pelos conselhos tutelares e pelas autoridades de assistência social do município.















