IAS de 537,13 € sobe 2,8% e eleva mínimo do subsídio de desemprego em 2026Por Luís Henrique Costa
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O Indexante dos Apoios Sociais, conhecido pela sigla IAS, passou a valer 537,13 euros em 2026. O valor representa alta de 2,8% sobre os 522,50 euros de 2025, conforme a Portaria n.º 480-A/2025/1, publicada em 30 de dezembro de 2025 no Diário da República. A referência serve de base para o cálculo de vários benefícios sociais em Portugal.
Como o IAS de 2026 entra no cálculo dos apoios
O IAS é revisto todos os anos por uma fórmula automática, criada para acompanhar a inflação e o crescimento econômico. Para 2026, a atualização levou em conta o crescimento médio do PIB e a inflação de 2025. A maior alta da série ocorreu em 2023, com 8,4%, quando o indexante saiu de 443,20 euros para 480,43 euros.
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O IAS afeta diretamente o abono de família, o subsídio de desemprego e as contribuições de segurança social dos trabalhadores independentes. Em 2024, o indexante subiu 6%, chegando a 509,26 euros.
O indexante também serve de referência para o mínimo de existência, que é o rendimento até o qual o contribuinte fica isento de IRS. Esse limite é calculado com 1,5 vezes o IAS multiplicado por 14 meses. A regra busca evitar que quem ganha menos pague imposto acima da sua capacidade.
Os apoios que dependem do valor do IAS
Portugal oferece uma ampla gama de auxílios para famílias, desempregados, idosos, pessoas com deficiência e jovens. Os valores variam conforme a renda, o número de filhos, o tempo de contribuição e a situação de cada beneficiário. Os principais valores de referência de 2026 estão na lista abaixo.
- Subsídio de desemprego: mínimo de 537,13 euros, equivalente a 1 IAS.
- Subsídio de desemprego com remuneração igual ou superior ao salário mínimo nacional: mínimo de 617,70 euros, equivalente a 1,15 IAS.
- Abono de família: limite de renda de 128.911 euros, equivalente a 240 vezes o IAS.
- Pensão social: limite de renda de 214,85 euros para pessoa solteira e de 322,28 euros para casal.
- Pensão de viuvez: rendimento mensal bruto de até 214,85 euros, equivalente a 40% do IAS.
O abono de família é pago às famílias para ajudar na criação dos filhos. Ele é organizado em escalões de renda, todos ligados ao IAS, e as famílias com rendimentos mais baixos recebem os valores mais altos.
O subsídio de desemprego é destinado a quem perdeu o emprego de forma involuntária. O cálculo considera os rendimentos anteriores e o tempo de contribuição, e o governo oferece apoios extras para desempregados de longa duração.
O Complemento Solidário para Idosos (CSI) garante um valor mínimo de subsistência a pessoas idosas com baixos rendimentos. Em 2024, o benefício foi ajustado para se aproximar do limiar da pobreza, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos mais vulneráveis.
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A Prestação Social para a Inclusão (PSI) é voltada a pessoas com deficiência e cobre custos extras causados por limitações físicas ou mentais. O benefício tem três partes: a base, o complemento e a componente extra de apoio. O valor total depende do grau de incapacidade e da situação financeira do beneficiário.
O Rendimento Social de Inserção (RSI) dá suporte financeiro a famílias de baixa renda para cobrir despesas básicas. O programa também busca a reintegração social e profissional dos membros da família.
O subsídio de educação especial atende crianças e jovens com necessidades educativas especiais. Ele cobre gastos com terapias, material didático adaptado e outros recursos necessários à aprendizagem.
O programa Porta 65 Jovem ajuda jovens a pagar o aluguel de suas casas. O apoio varia conforme a localização do imóvel e a renda do agregado familiar, e busca facilitar a independência e a mobilidade dos jovens.
Risco de pobreza chegou a cerca de 17% em 2023
Apesar dos benefícios, Portugal ainda enfrenta dificuldades para combater a pobreza e a exclusão social. Em 2023, o risco de pobreza subiu para cerca de 17%, o que atingiu aproximadamente 2 milhões de pessoas. A alta levou o governo a rever as políticas de proteção social, com o objetivo de ampliar o acesso aos auxílios.
Entre as medidas em discussão estão a expansão de programas de formação profissional e o reforço dos apoios a famílias numerosas e monoparentais, os grupos mais vulneráveis à pobreza. A melhora na distribuição da renda, por meio do aumento do salário mínimo nacional e do reajuste dos apoios sociais, é prioridade nas discussões sobre o Orçamento do Estado.
Programas de renda e incentivo ao retorno em discussão
Com a alta do IAS e a implementação de novas políticas sociais, o governo tem buscado ajustar os valores à realidade econômica e ampliar o alcance dos programas. A meta é incluir mais famílias em situação de vulnerabilidade.
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O IRS Jovem, que oferece isenção parcial de impostos a jovens no início da carreira, foi ampliado. Novos apoios estão em discussão para incluir trabalhadores precários e famílias monoparentais.
No campo habitacional, o Programa Regressar, que incentiva o retorno de emigrantes, tem benefícios financeiros e fiscais para quem decide voltar a Portugal e se fixar no país. Também se espera que o governo mantenha medidas contra o efeito da inflação sobre o poder de compra das famílias de classe baixa e média.
Educação, emprego e inclusão digital seguem na pauta
Mesmo com os avanços, a redução da pobreza e da desigualdade depende de políticas de educação e da criação de empregos de qualidade. Os benefícios sociais amortecem os efeitos da exclusão, mas precisam ser acompanhados por essas políticas.
A exclusão digital pesa sobretudo em zonas rurais e áreas mais isoladas do país. Para reduzir esse problema, o governo planeja ampliar o investimento em programas de inclusão digital, com acesso à internet e capacitação tecnológica.
Quem recebe algum desses apoios pode consultar os valores atualizados na Segurança Social Direta, que permite ver as prestações ativas. Segundo informações levantadas, as atualizações do IAS foram processadas automaticamente em janeiro de 2026, e os trabalhadores independentes já têm a primeira contribuição do ano calculada com o novo indexante.















