Cafeína, capsaicina e chás elevam gasto de energia em 4% a 5%Por Luís Henrique Costa
6 min de leitura
![]() |
Cafeína, capsaicina e chás verde e branco aumentam o gasto energético em apenas 4% a 5%, segundo uma revisão publicada no International Journal of Obesity. O dado pesa sobre a promessa de queimar gordura sem esforço, mas não elimina as práticas que ajudam o corpo a gastar mais energia. A seguir, 13 estratégias combinam alimentação, treino e descanso para acelerar o metabolismo de forma saudável.
Os trabalhos que apontam benefícios desses compostos foram feitos em células ou em animais, e não em pessoas. Por isso, nenhum item isolado deve ser visto como solução para emagrecer.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Proteínas magras em todas as refeições principais
Frango, peixe e ovos estão entre as opções mais citadas por quem quer acelerar o metabolismo. A digestão das proteínas exige mais energia do corpo, o que aumenta a queima de calorias depois da refeição. Além disso, esse tipo de alimento ajuda a preservar a massa muscular, tecido que gasta energia até em repouso. Por isso, vale incluir uma fonte de proteína magra em cada refeição principal do dia.
Água ao longo do dia, sobretudo antes das refeições
A hidratação sustenta os processos metabólicos do corpo, e a desidratação tende a desacelerar esse funcionamento. Beber água entre as refeições também favorece a sensação de saciedade e reduz o consumo exagerado de comida. Além disso, o líquido participa da eliminação de toxinas e do transporte de nutrientes até as células, função essencial no dia a dia.
Treinos intervalados e intensos pelo menos três vezes por semana
Corrida, crossfit e musculação estão entre as atividades de alta intensidade que mais aumentam o gasto calórico. O efeito não se limita ao período do treino, pois o corpo continua gastando mais energia nas horas seguintes. Esse fenômeno é chamado de efeito de queima pós-exercício, relacionado ao consumo extra de oxigênio após a atividade. Para aproveitar esse benefício, a recomendação é incluir treinos intervalados e intensos ao menos três vezes por semana.
Gengibre, pimenta, canela e chá verde na alimentação diária
Gengibre, pimenta vermelha, canela e chá verde são chamados de termogênicos porque elevam a temperatura do corpo e, com isso, o gasto de energia. Esses alimentos estimulam o sistema nervoso central e ajudam a aumentar o ritmo metabólico. A rotina pode incluir uma xícara de chá verde ao longo do dia, pimenta nas refeições e gengibre em sucos. Os números da revisão, porém, mostram um efeito bem menor do que costuma ser prometido.
- Cafeína, capsaicina e chás verde e branco: aumento de 4% a 5% no gasto energético, segundo a revisão no International Journal of Obesity
- Estudos com esses compostos realizados em células ou animais, sem a mesma comprovação em pessoas
Cinco a seis refeições pequenas para distribuir as calorias do dia
A ideia central é manter o metabolismo ativo com abastecimento frequente ao longo do dia. Pequenas refeições a cada três horas, com boas fontes de proteína, fibras e gorduras saudáveis, dividem as calorias diárias em cinco a seis porções. Essa rotina mantém o organismo com energia constante entre um intervalo e outro. Nas fontes consultadas, porém, não há resultado que confirme o intervalo de três horas como fator de aceleração do metabolismo.
Continue lendo: Cheiro de chocolate eleva rendimento físico em treino de força
Sono de qualidade e o controle dos hormônios da fome
Durante a noite, o corpo regula hormônios ligados à fome, como a leptina e a grelina. Dormir pouco ou mal pode desequilibrar essas substâncias, elevando o apetite e reduzindo o gasto calórico. Por isso, uma noite bem dormida ajuda a manter o metabolismo acelerado e contribui para a perda de peso.
Chá branco, hibisco e chá preto como bebidas de apoio
Além do chá verde, o chá branco, o chá de hibisco e o chá preto aparecem entre as bebidas citadas como aliadas do metabolismo. Elas contêm antioxidantes e substâncias que ajudam a queimar calorias. O consumo deve ser ao longo do dia, sem açúcar ou com adoçantes naturais, como o mel.
Carboidratos refinados em menor quantidade e fontes complexas
Massas, pães e arroz branco, quando consumidos em excesso, tendem a ser armazenados como gordura e a retardar o metabolismo. A orientação é escolher carboidratos complexos, como aveia, quinoa e batata-doce. Esses alimentos liberam energia de forma mais gradual e mantêm o corpo funcionando de maneira eficiente.
Treino de força ao menos duas vezes por semana na rotina
Musculação e pilates são as atividades de força destacadas para quem quer acelerar o metabolismo. Os músculos consomem mais energia do que a gordura, de modo que mais massa muscular significa mais calorias queimadas, inclusive em repouso. A recomendação é incluir ao menos dois dias de treino de força na semana. Esse hábito costuma ser somado aos treinos intensos citados antes, sem substituí-los.
Saiba mais: Flacidez facial com GLP-1: como o emagrecimento rápido afeta o rosto e o que fazer
Por que cortes extremos de calorias podem frear o metabolismo
Dietas com restrição severa de calorias podem produzir o efeito oposto ao desejado. Quando o corpo percebe que recebe menos energia do que precisa, entra em um estado de economia de calorias, o que retarda a queima de gordura. Por isso, a alimentação deve ser equilibrada e nutritiva, com moderação nas porções e sem cortes extremos de grupos de alimentos.
Boxe, muay thai e jiu-jitsu como exercícios completos
As lutas combinam exercícios aeróbicos e de força, o que ajuda a queimar calorias de forma intensa. Essas modalidades também aumentam a resistência cardiovascular, fortalecem os músculos e melhoram o condicionamento físico geral. Escolher uma luta de que a pessoa goste torna a prática mais divertida e, com isso, mais fácil de manter.
Aveia, linhaça, chia e abacate para manter a saciedade
Aveia, linhaça, chia e legumes são ricos em fibras, essenciais para o funcionamento do intestino. Esses alimentos também contribuem para a aceleração do metabolismo. Já as gorduras boas, presentes em abacate, azeite de oliva e oleaginosas, ajudam a manter o corpo saciado por mais tempo. Essa saciedade evita picos de fome e o consumo excessivo de calorias.
Ioga e meditação para reduzir o cortisol e o estresse
Estresse e ansiedade crônicos podem aumentar a produção de cortisol, hormônio associado à desaceleração do metabolismo e ao acúmulo de gordura abdominal. Alongamentos e práticas relaxantes, como ioga e meditação, ajudam a reduzir o estresse e a manter o corpo em equilíbrio. Esse efeito sobre o metabolismo é indireto, e a apuração não confirmou em fontes consultadas o tamanho desse impacto.
















