Governo nega fim da escala 6×1 e qualquer corte no Bolsa FamíliaPor Luís Henrique Costa
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A Secretaria de Comunicação Social (Secom) desmentiu, nesta terça-feira (27), publicações falsas que circularam após as eleições sobre a escala 6×1, o Bolsa Família e o Gás do Povo, programa federal de recarga gratuita de botijão de gás. Segundo o órgão, as postagens espalham informações incorretas sobre a jornada de trabalho e os programas sociais.
Uma das publicações afirma que o governo teria desistido do fim da escala 6×1, que é a jornada de seis dias de trabalho por um de folga, e que preparava a exclusão de categorias profissionais das novas regras. A Secom nega qualquer proposta com esse objetivo. Em julho de 2024, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) já tinha desmentido boatos sobre o fim do Bolsa Família.
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Jornada cai para 42 horas com dois dias de descanso
A Emenda Constitucional nº 141 foi promulgada pelo Congresso Nacional em 16 de outubro de 2026, em sessão com a presença do presidente Lula. O texto assegura dois dias de descanso semanal remunerado, sem redução de salário.
A jornada máxima cai de 44 para 42 horas semanais 60 dias após a publicação da emenda, o que leva a primeira etapa para 16 de dezembro de 2026. Doze meses depois, o limite chega a 40 horas semanais, em 16 de dezembro de 2027.
Não houve recuo do governo em relação ao fim da escala 6×1. A Secom reafirmou essa posição ao desmentir as publicações.
Dois dias antes da promulgação, o Senado aprovou o texto em dois turnos, por 75 votos a 1. Na fase de 42 horas, acordos e convenções coletivas podem distribuir a carga em cinco dias, desde que os dois descansos sejam preservados.
A própria emenda prevê exceções. Uma lei complementar pode criar medidas transitórias para microempresas e empresas de pequeno porte, condicionadas à manutenção do emprego, e a norma admite regime compensatório por convenção ou acordo coletivo.
O Poder Executivo não pode alterar nem vetar a emenda. Como ela foi promulgada pelo Congresso, não depende de sanção presidencial, e a discussão atual trata da implementação das regras já aprovadas.
Bolsa Família segue sem interrupção e com piso reajustado
O reajuste do programa foi anunciado em 17 de setembro de 2026 e corrige pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a inflação acumulada desde março de 2023. Os repasses com os novos valores começaram em 19 de outubro de 2026 e seguem o final do Número de Identificação Social (NIS) de cada beneficiário.
- Custo estimado para os cofres públicos em 2026: aproximadamente R$ 5,8 bilhões.
- Piso por família: subiu de R$ 600 para R$ 691, reajuste de 15,04%.
- Valor por integrante da família: passou de R$ 142 para R$ 164.
- Benefício médio estimado por família: subiu de R$ 675 para R$ 777.
A Secom confirmou que o programa segue pagando os benefícios de forma regular e no valor integral. Há reportagens com datas diferentes para os repasses de novembro, por isso o beneficiário deve conferir o calendário pelo final do NIS nos canais oficiais.
Recarga de botijão de 13 kg segue gratuita no Gás do Povo
O governo também negou cortes no Gás do Povo. O programa continua garantindo a recarga gratuita de botijões de 13 quilos para as famílias contempladas.
O Gás do Povo foi criado pela Lei nº 15.348, de 13 de fevereiro de 2026, e substituiu o Auxílio Gás. De acordo com o governo, o programa alcança cerca de 15 milhões de famílias, e os vales costumam ser liberados no dia 10 de cada mês.
Na semana de 27 de setembro a 3 de outubro de 2026, o botijão de 13 kg custou em média R$ 114,88, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Famílias maiores podem receber até seis recargas por ano, enquanto as menores têm direito a até quatro.
A Secom afirma que o programa tem orçamento previsto para 2026. Os recursos também aparecem na proposta orçamentária de 2027 enviada ao Congresso Nacional.
Disque Social 121 e aplicativos atendem dúvidas sobre benefícios
Quem tiver perguntas sobre benefícios sociais pode ligar para o Disque Social 121. Para o Bolsa Família, o cidadão também pode recorrer ao aplicativo do programa, ao Caixa Tem e ao telefone 111 da Caixa Econômica Federal.
Conteúdos sem fonte identificada devem ser vistos com cautela. Antes de repassar uma informação, o leitor pode confirmá-la diretamente nos órgãos responsáveis.
















