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O governo projeta que o piso do INSS chegue a R$ 1.741 em 2027, alta de R$ 120 sobre os R$ 1.621 em vigor em 2026. O número aparece no projeto de Orçamento enviado ao Congresso Nacional e representa aumento de cerca de 7,4%. O valor ainda depende da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) até novembro.

Nem todos os benefícios terão o mesmo percentual. Quem recebe acima do mínimo será corrigido pelo INPC, e o teto previdenciário e outros limites também devem mudar.

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INSS Previdência Social - Divulgação/Gov.br
Foto: INSS Previdência Social – Divulgação/Gov.br

Como o governo chegou ao salário mínimo de R$ 1.741

A projeção combina a inflação estimada em 4,93% em 12 meses até novembro de 2026 com um crescimento real de 2,3%. Quem recebe o piso ganharia R$ 120 por mês, o que soma R$ 1.440 em 12 meses. O salário mínimo é a base de aposentadorias, pensões e outros benefícios que não podem ficar abaixo dele.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) também usa o salário mínimo como referência. Ele é pago a idosos e pessoas com deficiência que atendam aos critérios legais, não depende de contribuição prévia e acompanha o novo valor se o piso for confirmado.

Reajuste de quem ganha acima do mínimo segue o INPC

Aposentados e pensionistas que recebem mais que o salário mínimo não terão o aumento de 7,4% do piso. A correção anual desses benefícios segue o INPC, previsto no artigo 41-A da Lei 8.213, de 1991. Com a projeção de 4,93%, uma aposentadoria de R$ 2.000,00 passaria a cerca de R$ 2.098,60, um ganho de R$ 98,60 por mês. Trata-se de uma conta com a projeção do governo, e não de um valor garantido para nenhum segurado.

O percentual oficial só será conhecido após a divulgação do índice final. Se o INPC ficar acima ou abaixo de 4,93%, o reajuste e o novo piso mudam no mesmo sentido, porque a projeção pode ser revista conforme a inflação medida até novembro. Por isso, qualquer simulação feita agora deve ser lida como referência.

Continue lendo: Aposentadoria especial sem idade mínima: o que muda no INSS após decisão do STF

Teto previdenciário tem projeção de alta para 2027

O teto previdenciário é o valor máximo pago pelo INSS e também limita o salário de contribuição, de modo que quem ganha acima dele não paga INSS sobre a parte excedente. Em 2026, o teto é de R$ 8.475,55, conforme a Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 9 de janeiro de 2026.

Com a mesma projeção de 4,93%, o teto ficaria perto de R$ 8.893,39. Esse número é conta feita pela redação e ainda não é valor oficial. A lista abaixo compara os valores do salário-família de 2026 com a estimativa para 2027.

  • Cota do salário-família por dependente: R$ 67,54 em 2026; cerca de R$ 70,87 em 2027
  • Limite de renda do salário-família: R$ 1.980,38 em 2026; cerca de R$ 2.078,01 em 2027

O mesmo limite de R$ 1.980,38 é usado pela portaria de 2026 como referência de baixa renda. Esse dado vale para o salário-família, e não para o teto.

Alíquotas de quem trabalha de carteira assinada podem mudar em 2027

A atualização do mínimo e do teto altera as faixas usadas para calcular a contribuição de quem tem carteira assinada. Em 2026, os empregados pagam alíquotas progressivas conforme a faixa salarial, como mostra a lista a seguir.

  • Alíquota de 7,5% até R$ 1.621,00
  • Alíquota de 9% de R$ 1.621,01 até R$ 2.902,84
  • Alíquota de 12% de R$ 2.902,85 até R$ 4.354,27
  • Alíquota de 14% de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55

Os valores de 2027 ainda não foram publicados. Contribuintes individuais e facultativos pagam conforme o plano escolhido e a base de contribuição, que deve respeitar os limites mínimo e máximo depois da atualização.

Saiba mais: INSS mantém regra de 15 anos de contribuição em 2026 para mulheres

Quando os valores oficiais de 2027 devem sair

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse em 24 de agosto de 2026 que o salário mínimo deve subir para R$ 1.741. O projeto de Orçamento chegou ao Congresso em 31 de agosto, com a previsão de que o valor seja revisto conforme a inflação medida pelo INPC.

Em 9 de outubro, o IBGE divulgou que o INPC de setembro subiu 0,82% e acumulou 4,01% no ano. Na mesma divulgação, o acumulado em 12 meses chegou a 4,29%, abaixo dos 4,93% projetados pelo governo. Ainda faltam os resultados de outubro e novembro, que completam o período da projeção.

  • 12 de novembro de 2026: IBGE divulga o INPC de outubro
  • 11 de dezembro de 2026: IBGE divulga o INPC de novembro, base dos reajustes acima do mínimo
  • Depois da divulgação do INPC de novembro: portaria interministerial publica os valores oficiais de 2027

Até a publicação da portaria, R$ 1.741 e os demais valores de 2027 seguem como estimativas. Por isso, eles não devem ser tratados como valores definitivos para pagamento.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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