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A mobilização nacional para proteger a população contra a gripe ganhou força neste sábado, 10 de maio, com a realização do Dia D de vacinação. Unidades básicas de saúde e pontos extras de imunização abriram suas portas em todo o país, exceto na região Norte, para atender mais de 81,6 milhões de pessoas. O Ministério da Saúde coordenou a ação, que envolveu estados e municípios, visando antecipar a proteção antes do inverno, período de maior circulação de vírus respiratórios. A campanha, iniciada em 7 de abril, reforça a importância da vacina como principal ferramenta para evitar casos graves.

A iniciativa marcou a retomada de grandes mobilizações nacionais, com mais de 36 mil postos de vacinação em operação. O foco está nos grupos prioritários, que incluem idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. A meta é alcançar 90% de cobertura vacinal entre esses públicos, um desafio diante das taxas de adesão abaixo do esperado em anos anteriores.

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O Dia D foi planejado para facilitar o acesso à vacina, com horários estendidos e pontos de imunização em locais de grande circulação, como praças e shoppings. A ação também contou com estratégias de busca ativa, onde equipes de saúde visitaram comunidades para vacinar grupos vulneráveis. Entre as medidas destacadas estão:

  • Distribuição de 67,6 milhões de doses no primeiro semestre;
  • Parcerias com plataformas digitais para divulgação;
  • Mobilização de líderes comunitários e religiosos;
  • Incentivo financeiro de R$ 100 milhões para reforçar atendimentos no SUS.

A campanha ganhou ainda mais relevância diante do aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com 45.228 notificações registradas em 2025, segundo a Fiocruz. A predominância do vírus sincicial respiratório (VSR) entre crianças pequenas e o crescimento de infecções por influenza entre idosos reforçam a urgência da imunização.

Mobilização nacional reforça proteção antes do inverno

A ação deste sábado foi estrategicamente planejada para cobrir as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, onde o inverno eleva a circulação de vírus respiratórios. Mais de 36 mil postos de vacinação foram mobilizados, muitos funcionando em horários estendidos para atender trabalhadores e famílias. A vacina, produzida pelo Instituto Butantan, protege contra as cepas H1N1, H3N2 e B, atualizadas para as variantes mais incidentes no Hemisfério Sul em 2025.

O Ministério da Saúde destacou que a imunização é gratuita e acessível a mais de 20 grupos prioritários. A campanha também incluiu ações de conscientização, com o mascote Zé Gotinha presente em eventos, como na Unidade Básica de Saúde Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo. A iniciativa contou com a participação de autoridades, como o secretário executivo Adriano Massuda e a secretária Ana Estela Haddad.

Grupos prioritários em foco

A campanha prioriza públicos com maior risco de complicações, como idosos acima de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas e pessoas com doenças crônicas. Profissionais de saúde, professores, indígenas, quilombolas e trabalhadores do transporte coletivo também estão entre os elegíveis.

Para garantir a proteção, a vacina é anual, já que as cepas do vírus influenza sofrem mutações constantes. Crianças que recebem o imunizante pela primeira vez devem tomar uma segunda dose após 30 dias. Abaixo, alguns dos principais grupos prioritários:

  • Idosos: mais de 32 milhões de pessoas;
  • Crianças: cerca de 15 milhões na faixa etária;
  • Gestantes: aproximadamente 1,6 milhão;
  • Pessoas com comorbidades: como diabetes e hipertensão;
  • Profissionais de saúde: expostos a maior risco de contágio.

A adesão desses grupos é essencial para reduzir internações e óbitos, especialmente em períodos de alta circulação viral.

Aumento de casos respiratórios eleva alerta

Dados recentes da Fiocruz apontam um cenário preocupante, com 45.228 casos de SRAG notificados em 2025. Desses, 42,9% apresentaram resultado positivo para vírus respiratórios, sendo 38,4% causados pelo VSR, 27,9% por rinovírus, 20,7% por covid-19, 11,2% por influenza A e 1,6% por influenza B. O aumento é mais expressivo entre crianças de até 2 anos, enquanto idosos enfrentam maior risco de hospitalizações por influenza.

O Ministério da Saúde anunciou um incentivo de R$ 100 milhões anuais para fortalecer o atendimento a crianças com SRAG no SUS. A medida visa reduzir a sobrecarga no sistema de saúde, que enfrenta desafios com a coexistência de gripe, covid-19 e outras doenças respiratórias. A vacinação contra a gripe é vista como uma estratégia crucial para aliviar a pressão sobre hospitais.

Estratégias locais ampliam acesso

Municípios de todo o país diversificaram suas ações para facilitar a imunização. Em São Paulo, mais de 11,6 milhões de doses foram distribuídas, com a meta de vacinar 19,3 milhões de pessoas. A capital paulista realizou um evento especial na UBS Nossa Senhora do Brasil, com a presença de autoridades e do Zé Gotinha, reforçando a conscientização.

No Rio de Janeiro, a campanha foi ampliada para toda a população acima de 6 meses, com mais de 700 mil pessoas já imunizadas em 2025. A cidade disponibilizou 540 pontos de vacinação durante o Dia D, incluindo unidades de saúde e locais de grande circulação. Abaixo, algumas estratégias locais:

  • Horários estendidos até 22h em algumas cidades;
  • Vacinação em escolas e creches;
  • Pontos móveis em praças e shoppings;
  • Campanhas em redes sociais com influenciadores.

Essas ações buscam superar as baixas taxas de cobertura de anos anteriores, como os 48,89% na região Norte e 55,19% nas demais regiões em 2024.

Particularidades da região Norte

A campanha na região Norte está programada para o segundo semestre, alinhada ao “inverno amazônico”, período de maior circulação viral entre novembro e maio. As chuvas intensas e o clima úmido favorecem a transmissão da gripe, exigindo uma estratégia diferenciada. O Ministério da Saúde distribuirá 5,9 milhões de doses para a região a partir de agosto.

A decisão considera as condições climáticas locais, que contrastam com as demais regiões do país. Desde 2023, o governo adota essa abordagem para maximizar a eficácia da vacinação, garantindo que a imunização ocorra no momento de maior risco. A medida também inclui reforço na capacitação de profissionais de saúde para atender comunidades ribeirinhas e indígenas.

Papel do Instituto Butantan na produção

A vacina utilizada na campanha é produzida pelo Instituto Butantan, que entregou 67,6 milhões de doses para o primeiro semestre de 2025. O imunizante é trivalente, protegendo contra as cepas A/Victoria (H1N1), A/Croácia (H3N2) e B/Áustria (linhagem Victoria). Essas variantes foram selecionadas com base nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Hemisfério Sul.

O Butantan planeja enviar mais 5,9 milhões de doses entre agosto e setembro para a região Norte. A produção segue padrões rigorosos, garantindo segurança e eficácia. A vacina reduz entre 60% e 70% dos casos graves e óbitos, segundo o Ministério da Saúde, sendo uma ferramenta essencial para a saúde pública.

Mobilização histórica no país

O Dia D de 2025 marca a retomada de grandes mobilizações nacionais, uma prática que havia perdido força em anos anteriores. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a vacinação como a principal aliada para salvar vidas e evitar complicações que sobrecarregam o SUS. A campanha também resgata a figura do Zé Gotinha, que esteve presente em eventos pelo país, incentivando a adesão.

A iniciativa contou com parcerias estratégicas, incluindo plataformas digitais e lideranças comunitárias. Em São Paulo, a cobertura vacinal superou 90% nos últimos três anos, um avanço significativo após taxas abaixo de 70%. Outros estados, como Rio de Janeiro e Minas Gerais, também intensificaram suas ações, com pontos de vacinação em locais de grande circulação.

Ações nas escolas ampliam alcance

A campanha de vacinação contra a gripe incluiu uma frente específica nas escolas, com mais de 110 mil unidades de ensino aderindo à iniciativa. Equipes de saúde visitaram creches e escolas para imunizar crianças de 6 meses a menores de 6 anos, um dos grupos prioritários. A estratégia visa facilitar o acesso das famílias, reduzindo a necessidade de deslocamento até unidades de saúde.

Em algumas cidades, como Recife e Curitiba, a vacinação escolar foi acompanhada de palestras educativas sobre a importância da imunização. A ação também abrangeu professores, outro grupo prioritário, reforçando a proteção em ambientes de grande contato social. Abaixo, os principais pontos da vacinação escolar:

  • Mais de 15 milhões de crianças elegíveis;
  • Cobertura em creches e escolas públicas e privadas;
  • Palestras sobre prevenção de doenças respiratórias;
  • Agendamento prévio para evitar aglomerações.

A iniciativa foi bem recebida por pais e educadores, que destacaram a praticidade e a segurança do processo.

Reforço contra outras doenças respiratórias

Além da gripe, o Dia D aproveitou a mobilização para oferecer vacinas contra outras doenças, como covid-19 e dengue, conforme o calendário vacinal e os grupos prioritários. No Distrito Federal, mais de 90 pontos de imunização disponibilizaram esses imunizantes, com destaque para a vacina contra dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Desde fevereiro, a região distribuiu 52.280 doses contra a dengue.

A coexistência de múltiplas doenças respiratórias, como covid-19 e pneumonia, reforça a importância de campanhas integradas. A vacina contra a gripe pode ser administrada junto com outras do Calendário Nacional de Vacinação, exceto em casos de contraindicação, como crianças menores de 6 meses ou pessoas com histórico de anafilaxia grave.

Desafios na adesão à campanha

Apesar dos esforços, a adesão à vacinação contra a gripe enfrenta obstáculos, como a desinformação e a baixa percepção de risco. Em 2024, a cobertura vacinal foi de apenas 48,89% na região Norte e 55,19% nas demais regiões, números bem abaixo da meta de 90%. O Ministério da Saúde intensificou campanhas nas redes sociais, com influenciadores e conteúdos educativos, para combater mitos sobre a vacina.

Outro desafio é alcançar populações em áreas remotas, como comunidades indígenas e ribeirinhas. Equipes de saúde têm utilizado barcos e helicópteros para levar vacinas a essas regiões, especialmente na Amazônia. A busca ativa também foi ampliada, com agentes comunitários visitando residências para incentivar a imunização.

Investimentos fortalecem o SUS

O governo federal destinou R$ 100 milhões anuais para reforçar o atendimento a crianças com SRAG no SUS, uma medida anunciada dias antes do Dia D. O recurso será usado para ampliar leitos, capacitar profissionais e adquirir equipamentos. A iniciativa responde ao aumento de hospitalizações, especialmente entre crianças de até 2 anos, afetadas pelo VSR.

A campanha de vacinação também recebeu investimentos para diversificar as estratégias de imunização. Municípios foram incentivados a criar pontos de vacinação em locais de grande circulação, como estações de metrô e rodoviárias. A medida visa atender trabalhadores que enfrentam dificuldades para comparecer a unidades de saúde durante o horário comercial.

Avanços na conscientização pública

A mobilização do Dia D incluiu ações de conscientização em todo o país, com eventos comunitários e campanhas nas redes sociais. Em São Paulo, a secretária Ana Estela Haddad destacou a importância de proteger grupos vulneráveis, como idosos e gestantes, que enfrentam maior risco de complicações. A presença do Zé Gotinha em eventos reforçou a mensagem de que “vacina é vida”.

No Rio de Janeiro, a campanha atingiu mais de 700 mil pessoas até o momento, com a meta de proteger 3 milhões de cariocas. A cidade registrou nove mortes e 64 internações por influenza em 2025, números que reforçam a necessidade de ampliar a cobertura vacinal. A vacinação foi estendida a toda a população acima de 6 meses, uma medida para conter o avanço da doença.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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