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Mix Vale

O mercado brasileiro de motocicletas em 2025 registrou um desempenho histórico, com 1.039.576 unidades emplacadas até junho, alta de 10,8% em relação ao mesmo período de 2024, segundo a Fenabrave. A Honda mantém a liderança absoluta, com 68% de participação e sete modelos entre os dez mais vendidos, impulsionada por sua confiabilidade e ampla rede de assistência. Yamaha, Shineray e Mottu, porém, ganham espaço, refletindo a diversificação das preferências dos consumidores. O crescimento é impulsionado pelo uso de motos em serviços de entrega e como alternativa econômica em grandes cidades. Marcado por inovações tecnológicas e maior concorrência, o setor revela tendências que moldam as escolhas dos brasileiros.

A força da Honda no mercado nacional é inegável, mas a ascensão de outras marcas aponta para um cenário mais competitivo. Modelos como a Yamaha Factor 150 e a Shineray Jet 125 conquistam consumidores com custo-benefício e design moderno. A Mottu Sport 110i, voltada para locação, também surpreende, destacando o peso do setor de entregas.

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Fatores como economia de combustível, manutenção acessível e facilidade de revenda influenciam as decisões de compra. Além disso, a busca por mobilidade urbana e a expansão do e-commerce sustentam a demanda por motos de baixa cilindrada. O ranking das mais vendidas reflete essas dinâmicas, com modelos que atendem desde o uso diário até necessidades profissionais.

  • Principais destaques do mercado em 2025:
    • Crescimento de 10,8% nas vendas até junho, maior patamar em 14 anos.
    • Honda domina com 68% do mercado, seguida por Yamaha (14,5%) e Shineray (5,7%).
    • Motos de até 300 cc representam 80% das vendas, puxadas por modelos urbanos e scooters.

Honda CG 160 segue imbatível no topo

A Honda CG 160 consolidou sua posição como a motocicleta mais vendida do Brasil em 2025, com 230.405 unidades emplacadas até junho, segundo dados da Fenabrave. O modelo, que lidera o ranking há quase cinco décadas, combina robustez, economia de combustível e versatilidade, sendo a escolha preferida para uso urbano e pequenas viagens. A linha 2025 trouxe atualizações como iluminação em LED, painel digital e freios ABS na versão Titan, que custa R$ 19.520 (sem frete).

A popularidade da CG 160 é reforçada por sua manutenção acessível e ampla disponibilidade de peças, fatores cruciais para consumidores que priorizam baixo custo de posse. Em junho, o modelo registrou 39.039 emplacamentos, quase o dobro da segunda colocada. A Honda investiu em ajustes no motor de 162,7 cc, que agora entrega 15,1 cv, atendendo às normas de emissões mais rígidas.

O sucesso da CG 160 também reflete sua adaptabilidade. Disponível em quatro versões – Start, Cargo, Fan e Titan –, ela atende desde trabalhadores autônomos até frotistas. A moto é especialmente valorizada em regiões urbanas, onde o trânsito exige agilidade, e em áreas rurais, onde sua durabilidade é testada em terrenos variados.

Honda CG 160 Start
Honda CG 160 Start – Foto: Divulgação/ Honda

Honda Biz 125: a queridinha urbana

Na segunda posição, a Honda Biz 125 emplacou 129.295 unidades até junho de 2025, com 23.129 apenas no último mês. A motoneta, ideal para o uso em cidades, destaca-se pela praticidade e baixo consumo. Após a descontinuação da versão 110, a Biz 125 ganhou um motor atualizado de 9,53 cv e novo sistema de frenagem, com acionamento do freio traseiro no manete esquerdo. Os preços variam entre R$ 12.600 (ES) e R$ 15.720 (EX), sem frete.

A Biz é particularmente popular entre entregadores e jovens que buscam uma moto fácil de pilotar. Seu câmbio semiautomático elimina a necessidade de embreagem, simplificando a condução em engarrafamentos. Além disso, o modelo oferece espaço sob o assento para armazenamento, um diferencial para quem carrega objetos pessoais ou de trabalho.

A força da Biz no mercado também se deve à sua economia. Com um tanque de 5,1 litros, a moto pode rodar até 200 km com um litro de gasolina, dependendo das condições. Esse atributo, aliado ao design compacto, faz dela uma escolha recorrente em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro.

Biz 125 honda
Honda – Foto: Divulgação

Honda Pop 110i: acessibilidade em alta

A Honda Pop 110i ocupou a terceira posição no ranking, com 111.923 unidades emplacadas até junho, sendo 20.109 apenas no último mês. Com preço sugerido de R$ 10.080 (sem frete), é o modelo mais acessível da Honda, atraindo iniciantes e trabalhadores que buscam economia. Seu motor monocilíndrico de 109,5 cc entrega 8,43 cv, suficiente para deslocamentos urbanos.

A Pop 110i é valorizada por sua simplicidade e resistência. Leve e fácil de manobrar, ela é uma opção comum para entregas e uso em cidades menores, onde o custo é um fator decisivo. Em 2024, o modelo recebeu um novo motor, ajustado para atender às normas de emissões, mantendo sua eficiência.

A moto também se destaca pela baixa manutenção. Proprietários relatam custos reduzidos com revisões e peças, o que reforça sua competitividade frente a modelos de entrada de outras marcas. A Pop 110i é frequentemente vista em frotas de pequenas empresas, consolidando sua relevância no mercado.

Honda Pop 110i ES
Honda Pop 110i ES – Foto Divulgação

Honda Bros 160 lidera entre as trails

A quarta colocada, a Honda Bros 160, registrou 88.406 emplacamentos até junho, com 17.035 no último mês. Líder no segmento trail, o modelo combina características da CG 160, como o motor de 162,7 cc, com suspensões de curso longo e pneus de uso misto, ideais para terrenos mistos. A linha 2025 trouxe farol de LED e freios ABS na versão topo, que custa R$ 21.820 (sem frete).

A Bros 160 é uma escolha popular entre motociclistas que precisam de versatilidade. Seu design robusto e a capacidade de enfrentar estradas de terra a tornam comum em regiões rurais e cidades com infraestrutura precária. O modelo também atrai jovens em busca de uma moto com visual aventureiro, mas com preço acessível.

  • Características da Bros 160:
    • Motor de 14,3 cv, ajustado para normas de emissões.
    • Suspensão dianteira telescópica com 180 mm de curso.
    • Preço inicial de R$ 20.900 (versão CBS, sem frete).
    • Consumo médio de 30 km/l em uso urbano.
NXR 160 Bros honda
Honda – Foto: Divulgação

Mottu Sport 110i: a surpresa do ranking

A Mottu Sport 110i, da indiana TVS, surpreendeu ao alcançar a quinta posição, com 49.239 unidades emplacadas até junho, sendo 9.418 no último mês. Voltada para o mercado de locação, especialmente para entregadores, a moto é oferecida pela Mottu, que opera uma plataforma de aluguel em grandes cidades. Seu preço de venda é de R$ 13.000 (sem frete).

Equipada com um motor de 8,1 cv e freios a tambor, a Sport 110i prioriza simplicidade e baixo custo. Sua presença no ranking reflete o crescimento do setor de entregas, impulsionado por aplicativos como iFood e Rappi. A Mottu tem expandido sua operação, com uma fábrica em Manaus que produz o modelo localmente.

A ascensão da Mottu mostra como o mercado de locação está reshaping o setor de motos. Empresas de delivery buscam opções econômicas e duráveis, e a Sport 110i atende a essa demanda com eficiência, mesmo competindo com gigantes como Honda e Yamaha.

Mottu Sport 110i
Mottu Sport 110i – Foto: Divulgação

Yamaha Factor 150: a força da concorrência

Na sexta posição, a Yamaha Factor 150 emplacou 30.177 unidades até junho, com 5.663 no último mês. O modelo, que custa a partir de R$ 18.290 (sem frete), passou por uma reformulação em 2025, com a descontinuação das versões Factor 125 e Fazer 150. Seu motor flex de 12 cv garante economia, enquanto o design renovado atrai consumidores urbanos.

A Factor 150 é uma das principais apostas da Yamaha para competir com a Honda CG 160. Com freios a disco na dianteira e painel digital, o modelo oferece um pacote competitivo para quem busca uma moto de entrada com tecnologia. Sua presença no ranking reforça o avanço da Yamaha, que detém 14,5% do mercado.

A Yamaha tem investido em concessionárias e marketing para ampliar sua participação. A Factor 150, por ser versátil e acessível, é uma escolha comum entre trabalhadores autônomos e jovens motociclistas, especialmente em cidades de médio porte.

Yamaha Factor 150
Yamaha Factor 150 – Foto: Divulgação

Honda CB 300F Twister: potência e estilo

A Honda CB 300F Twister, sétima colocada, registrou 27.249 emplacamentos até junho, com 4.674 no último mês. Com motor flex de 293 cc e 24,7 cv, o modelo é voltado para quem busca desempenho e visual moderno. Disponível nas versões CBS (R$ 24.090) e ABS (R$ 25.070, sem frete), a Twister compete diretamente com a Yamaha FZ25.

Lançada em 2023, a nova geração da Twister trouxe atualizações no design e na ergonomia, tornando-a mais confortável para deslocamentos urbanos e viagens curtas. Seu painel digital e faróis em LED são atrativos para um público jovem, que valoriza tecnologia e estilo.

A Twister também é usada em frotas de empresas de segurança e delivery premium, onde a maior cilindrada faz diferença. Sua posição no ranking mostra a relevância de motos de média cilindrada, que representam uma fatia crescente do mercado.

Honda CB 300F Twister 2025
Honda CB 300F Twister 2025 – Foto: Divulgação

Honda PCX 160: o scooter mais vendido

Oitava no ranking, a Honda PCX 160 emplacou 24.695 unidades até junho, com 4.075 no último mês. Líder absoluto entre os scooters, o modelo combina praticidade e economia, com um motor de 156 cc que entrega 16 cv. Seus preços variam de R$ 17.976 (Standard) a R$ 20.234 (DLX ABS), sem frete.

O PCX 160 é equipado com sistema Start&Stop, que reduz o consumo, e transmissão CVT, ideal para o trânsito urbano. Seu design elegante e o espaço para bagagem o tornam popular entre profissionais liberais e usuários que buscam uma alternativa aos carros. O modelo é especialmente forte em cidades como São Paulo, onde scooters ganham espaço.

  • Vantagens do PCX 160:
    • Consumo médio de 35 km/l.
    • Porta-objetos com capacidade para um capacete.
    • Sistema de freios ABS nas versões superiores.
    • Painel digital com informações completas.
Honda PCX 160 -
Honda PCX 160 – Foto: Divulgação

Honda Sahara 300: aventura acessível

A Honda Sahara 300, nona colocada, registrou 21.988 emplacamentos até junho, com 4.033 no último mês. Com motor flex de 293,5 cc e 25,2 cv, a trail é uma opção para quem busca desempenho em terrenos variados. Seu preço sugerido é de R$ 29.580 (sem frete).

A Sahara 300 destaca-se pelo câmbio de seis marchas, embreagem assistida e painel digital. É uma evolução da antiga XRE 300, com foco em conforto e robustez. O modelo atrai motociclistas que alternam entre uso urbano e trilhas leves, sendo comum em regiões com estradas de terra.

A moto também ganhou espaço entre viajantes que buscam uma trail acessível. Sua versatilidade e o respaldo da marca Honda explicam sua presença no top 10, mesmo em um segmento mais nichado.

Honda Sahara 300
Honda Sahara 300 – Foto: Divulgação

Yamaha FZ25: tecnologia e desempenho

Fechando o ranking, a Yamaha FZ25 emplacou 20.416 unidades até junho, com 3.808 no último mês. Com motor de 249,5 cc e 21,3 cv, o modelo custa R$ 24.990 (sem frete) e compete com a Honda Twister. Atualizada em 2024, a FZ25 ganhou faróis em LED, painel com conectividade e freios ABS.

A FZ25 é voltada para o uso urbano, mas seu desempenho permite viagens curtas. Seu design agressivo e a reputação da Yamaha atraem um público jovem, que busca uma moto com visual esportivo. A moto é particularmente popular em estados do Nordeste, onde a Yamaha tem forte presença.

Yamaha FZ25 2024
Foto Divulgação

Fatores que impulsionam o mercado

O crescimento do mercado de motos em 2025 é impulsionado por vários fatores. A expansão do e-commerce e dos serviços de entrega aumentou a demanda por motos de baixa cilindrada, como a Mottu Sport 110i e a Honda Pop 110i. Além disso, a alta nos preços dos combustíveis e a necessidade de mobilidade em cidades congestionadas favorecem as motocicletas como alternativa aos carros.

A Fenabrave projeta que o setor alcance 2,06 milhões de emplacamentos em 2025, alta de 10% sobre 2024. A oferta de crédito, com consórcios e financiamentos representando 66% das vendas, também facilita o acesso. Marcas como Shineray e Haojue, com modelos de entrada, têm atraído consumidores sensíveis a preço.

  • Tendências do mercado:
    • Aumento na procura por scooters, liderados pelo Honda PCX 160.
    • Crescimento de motos elétricas, embora ainda com 0,7% do mercado.
    • Foco em tecnologias de economia, como Start&Stop e motores flex.
    • Expansão de marcas chinesas, como Shineray, com modelos acessíveis.

Inovações tecnológicas em 2025

As fabricantes têm investido em tecnologias para atender às normas de emissões e às expectativas dos consumidores. A Honda, por exemplo, atualizou os motores de modelos como a CG 160 e a Biz 125 para reduzir emissões, mantendo a potência. A Yamaha introduziu conectividade em modelos como a FZ25, permitindo integração com smartphones.

A Shineray, terceira colocada em participação de mercado, aposta em modelos como a Jet 125, que oferece painel digital e tomada USB por R$ 10.990. Essas inovações atraem consumidores que buscam tecnologia a preços acessíveis. A Mottu, por sua vez, foca em durabilidade e baixo custo para atender o mercado de locação.

A sustentabilidade também ganha espaço. Algumas marcas testam motores híbridos, embora os modelos a combustão ainda dominem. As motos elétricas, apesar do crescimento de 104,74% no primeiro trimestre, enfrentam barreiras como preço elevado e falta de infraestrutura de recarga.

Preferências regionais no Brasil

As vendas de motos variam por região, refletindo diferenças econômicas e geográficas. No Sudeste, scooters como o Honda PCX 160 são populares devido ao trânsito intenso. No Nordeste, modelos como a Yamaha Factor 150 e a Honda Pop 110i dominam, impulsionados pelo baixo custo e pela necessidade de transporte acessível.

No Centro-Oeste e no Norte, motos trail, como a Honda Bros 160 e a Sahara 300, têm forte demanda por conta das estradas de terra. Essas preferências regionais ajudam a explicar a diversidade do ranking, que inclui desde scooters até motos aventureiras.

Como escolher a moto ideal

Escolher uma moto em 2025 exige avaliar o uso pretendido, o orçamento e os custos de manutenção. Modelos como a Honda Pop 110i e a Shineray Jet 125 são ideais para quem busca economia, enquanto a Honda CB 300F Twister e a Yamaha FZ25 atendem quem prioriza desempenho. Scooters como o PCX 160 são perfeitos para mobilidade urbana.

  • Dicas para a compra:
    • Pesquise a disponibilidade de peças e assistência técnica na sua região.
    • Considere o consumo de combustível, especialmente em tempos de alta nos preços.
    • Faça test rides para avaliar conforto e dirigibilidade.
    • Verifique opções de financiamento ou consórcio para reduzir o impacto financeiro.

Marcas emergentes no mercado

Além de Honda e Yamaha, marcas como Shineray e Haojue ganham destaque. A Shineray, com 5,7% do mercado, emplacou 37.398 unidades até abril, com a Jet 125 entre as mais vendidas. A Haojue, parceira da Suzuki, oferece a DK 150, que combina preço competitivo e design moderno, atraindo novos consumidores.

A Mottu, embora focada em locação, também vende a Sport 110i diretamente, ampliando sua presença. Essas marcas desafiam o domínio das gigantes japonesas, oferecendo alternativas acessíveis e adaptadas ao mercado brasileiro.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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