Banco Pan sai da B3 após fusão com BTG: troca rende 0,2128 unit por ação preferencialPor Maria
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O Banco BTG Pactual anunciou nesta segunda-feira a proposta de incorporação total das ações do Banco Pan, retirando a instituição da B3. A operação ocorre em São Paulo e visa integrar as estruturas das duas empresas até o fim de 2025. Acionistas minoritários do Pan receberão 0,2128 unit do BTG por cada ação preferencial detida, o que equivale a um prêmio de 30% sobre o valor de mercado atual do papel.
A transação depende de aprovações regulatórias e assembleias de acionistas. O BTG, que já controla 100% das ações ordinárias e 55,4% das preferenciais do Pan, busca ganhos de eficiência operacional. Essa movimentação encerra especulações recentes sobre uma oferta pública de aquisição.
Etapas da incorporação
O processo inicia com o Banco Sistema absorvendo as ações remanescentes do Pan. Em seguida, o BTG incorpora o Banco Sistema integralmente.
Essa estrutura em duas fases garante a transição suave. O capital social das instituições envolvidas será ajustado conforme necessário.
A conclusão está projetada para este ano fiscal. Não há custos significativos previstos para a execução.
Histórico de controle
O BTG entrou no capital do Pan em 2011 como acionista minoritário. Em 2021, adquiriu a fatia da Caixa Econômica Federal por R$ 3,7 bilhões, assumindo o controle total das ações votantes.
A instituição enfrentou desafios em 2010 com uma fraude contábil. O Fundo Garantidor de Créditos interveio, e a Caixa comprou participação para estabilizar as operações.
O Pan, fundado em 1963 e comprado pelo Grupo Silvio Santos em 1969, evoluiu para foco em crédito consignado e digital. Sob o BTG, ampliou parcerias em tecnologia.
Recentemente, o BTG elevou sua participação nas preferenciais para 55,4%. Essa consolidação reflete integração gradual de sistemas.
Benefícios operacionais
A fusão amplia a oferta de produtos para clientes de varejo e alta renda. O BTG destaca diversificação de portfólio como prioridade.
Ganhos de escala reduzem despesas administrativas. A estrutura única facilita acesso a funding para expansões.
- Simplificação societária elimina redundâncias;
- Integração tecnológica acelera serviços digitais;
- Otimização de custos beneficia acionistas de longo prazo.

Direitos dos acionistas
Detentores de ações do Pan têm direito de retirada. A mesma opção vale para units do BTG afetados.
Assembleias gerais extraordinárias serão convocadas em até quatro semanas. O Banco Central deve aprovar os aumentos de capital.
A operação não altera o dia a dia das operações bancárias. Clientes mantêm acesso inalterado a contas e créditos.
Evolução recente do Pan
Desde a chegada do CEO André Luiz Calabro em fevereiro, o Pan investiu em sinergias com o BTG. Calabro, ex-executivo do banco maior, priorizou tecnologia compartilhada.
O Pan reportou crescimento em empréstimos consignados no segundo trimestre. Essa performance fortalece a atratividade da fusão.
Analistas veem a transação como passo lógico após anos de co-controle. O valor de mercado do Pan gira em torno de R$ 4,7 bilhões atualmente.
A B3 registra alta nas ações do Pan após o anúncio. Volumes de negociação aumentaram 40% no pregão seguinte.







