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Dólar hoje e mercado financeiro: queda para R$ 5,39 impulsiona alta de 0,39% no Ibovespa

Dólar
Foto: Dólar - Sergey Dolgikh/ iStock
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O dólar comercial iniciou a sessão desta segunda-feira, 24 de novembro de 2025, em queda de 0,09%, cotado a R$ 5,396 no mercado brasileiro. A moeda americana registra máxima de R$ 5,407 e mínima de R$ 5,379 até o momento, influenciada por dados positivos de arrecadação federal de outubro e falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento da Febraban, em São Paulo.

O movimento ocorre em meio a um cenário de otimismo moderado no mercado financeiro local, com o Ibovespa avançando 0,39% para 155.380 pontos por volta das 14h36. Investidores monitoram também o exterior, onde índices futuros dos EUA mostram ganhos leves, e o cenário político doméstico, incluindo desdobramentos da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A cotação do dólar reflete ajustes pós-feriado e ruídos entre Planalto e Senado, mas acumula perdas de 12,6% em 2025 frente ao real.

  • Arrecadação federal de outubro superou expectativas, com alta de 8,5% em relação a 2024.
  • Boletim Focus revisou projeção de inflação para 4,45% em 2025.
  • Selic estimada em 15% para o ano, com estabilidade em 12% para 2026.
Ibovespa, bolsa de valores
Ibovespa – Foto: Alf Ribeiro / Shutterstock.com

Oscilações no câmbio e fatores globais

O dólar opera em linha com o índice DXY, que mede sua força frente a uma cesta de moedas e avança 0,05%. Analistas atribuem a leve retração à expectativa de manutenção de juros pelo Federal Reserve em dezembro, com probabilidade de 24,7% segundo a ferramenta FedWatch do CME Group.

No Brasil, o Banco Central anunciou leilões de linha totalizando até US$ 2 bilhões para esta segunda-feira, visando intervenções no câmbio. Esses leilões de venda de dólares com compromisso de recompra ocorrem em dois momentos: o primeiro às 11h30 e o segundo às 13h30, com lotes de até US$ 1 bilhão cada.

A variação diária do dólar fica em torno de -0,67% em relação ao fechamento de sexta-feira, quando atingiu R$ 5,432, maior nível em mais de um mês.

Desempenho da bolsa e setores em destaque

O Ibovespa consolida ganhos no fim da manhã, impulsionado por ações de varejo e bancos, que sobem em média 1,2%. O índice tocou máxima intradiária de 155.832 pontos, refletindo o avanço das bolsas internacionais e o consumo doméstico.

Papéis de empresas como Magazine Luiza e Lojas Renner registram altas acima de 2%, enquanto bancos como Itaú e Bradesco avançam 0,8%. O volume negociado supera R$ 15 bilhões até o meio-dia, com fluxo estrangeiro positivo de R$ 500 milhões na sessão.

Em contrapartida, ações de commodities como Vale recuam 0,5% com queda no minério de ferro.

O IPC-S subiu 0,23% na terceira quadrissemana de novembro, acumulando 3,98% em 12 meses, com quatro das oito classes de despesa em desaceleração.

Criptomoedas em movimento volátil

Bitcoin negocia a US$ 95.508, com recuo de 0,5% no dia, testando suporte entre US$ 94.000 e US$ 96.000 após realização de lucros. Ethereum avança 0,3% para US$ 3.177, sustentado por atividade em DeFi e NFTs, com baixa intradiária de US$ 3.070.

O mercado de criptoativos registra volume global de US$ 80 bilhões em 24 horas, com Bitcoin dominando 52% do total. Analistas preveem mínima de US$ 86.246 para BTC em novembro, com média de US$ 87.364.

Ethereum acumula alta de 50% em 2025, valendo US$ 3.300, enquanto Solana bate recorde de US$ 260 em novembro.

Ações de valores em foco no pregão

Ações da Cogna lideram ganhos anuais com alta de 240,16% em 2025, impulsionada por reestruturação financeira no setor educacional. Outras destaques incluem alta de 254,28% em outubro para o papel, marcando três meses consecutivos de valorização.

Itaú (ITUB4) e Vale (VALE3) aparecem em carteiras recomendadas para novembro, com potencial de dividendos e exposição a commodities. Copel surge como opção descontada, com eficiência pós-privatização e reajustes tarifários.

No small caps, 14 ações dobraram de valor no ano, com Cogna à frente.

  • Cogna (COGN3): +240,16% em 2025.
  • Resistências técnicas: R$ 3,80 a R$ 4,77.
  • Ibovespa acumula 28,79% no ano.

Tendências em cripto e projeções

O ecossistema de criptomoedas atinge US$ 3 trilhões em valor de mercado, com Bitcoin superando US$ 2 trilhões em dezembro passado. Halving do BTC em 2024 reduz oferta, elevando preços, enquanto Ethereum beneficia-se de contratos inteligentes.

Projeções indicam BTC acima de US$ 93.000 em novo ATH para 2025, com ETH em US$ 4.800 como recorde histórico. Solana valoriza 80% no ano, com capitalização de US$ 90,5 bilhões.

Fatores como adoção institucional e reserva nacional de BTC nos EUA impulsionam otimismo.

Dicas para navegar no mercado atual

Investidores devem diversificar entre renda fixa e variável, priorizando CDBs e Tesouro Direto com Selic em 15%. Para ações, foque em setores defensivos como financeiro e utilities, com Cemig destacando-se por receitas resilientes e dividendos.

Em cripto, opte por wallets seguras e exposição via ETFs, limitando alocação a 5-10% da carteira. Monitore PIB e PCE nos EUA para quarta-feira, que podem sinalizar cortes de juros em dezembro.

Carteiras sugerem Itaú para estabilidade e Vale para recuperação de commodities.

A volatilidade persiste com riscos fiscais no Brasil e eleições em 2026, mas fluxo estrangeiro de R$ 155 bilhões em ETFs de BTC nos EUA reforça tendências positivas.

Perspectivas para o fechamento da semana

O mercado encerra a semana com foco em balanços do terceiro trimestre e fluxo de capital. Ibovespa projeta fechamento acima de 155 mil pontos, enquanto dólar pode testar R$ 5,38 com leilões do BC.

Criptoativos enfrentam correção temporária, mas analistas veem upside para BTC em US$ 95 mil até fim de novembro.

Arrecadação e confiança do consumidor em alta de 1,3 ponto para 89,8 sustentam otimismo doméstico.

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