Formação de novo supercontinente causará extinção em massa na Terra, diz estudoPor Maria
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Cientistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, publicaram pesquisa que projeta o fim de toda a vida mamífera no planeta dentro de aproximadamente 250 milhões de anos. O trabalho, divulgado na revista Nature Geoscience, utilizou simulações em supercomputadores para modelar o cenário futuro. A causa principal será a formação do supercontinente Pangaea Ultima, que desencadeará uma sequência de três eventos climáticos e geológicos extremos.
A fusão dos continentes atuais em uma única massa terrestre alterará drasticamente o clima global. O processo aumentará a atividade vulcânica e elevará os níveis de CO2 na atmosfera. Como resultado, a temperatura média poderá chegar a 40°C a 50°C em grande parte da superfície.
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Essas condições tornarão o planeta inabitável para mamíferos, incluindo possíveis descendentes humanos. A pesquisa aponta que apenas entre 8% e 16% da superfície terrestre futura poderá manter condições adequadas à vida mamífera.
Formação do supercontinente Pangaea Ultima
Os movimentos das placas tectônicas continuarão nos próximos milhões de anos. América, África e Eurásia se unirão, fechando o oceano Atlântico. Austrália e Antártica também farão parte dessa massa única.
A concentração de terras em um único bloco reduzirá a capacidade de regulação térmica do planeta. O chamado efeito de continentalidade intensificará o calor no interior do supercontinente.
Calor extremo como primeiro golpe mortal
As simulações indicam que a liberação massiva de gases vulcânicos elevará rapidamente a concentração de CO2. Combinado ao aumento da radiação solar ao longo do tempo, o efeito estufa ficará fora de controle.
Temperaturas entre 40°C e 50°C serão comuns na maior parte do território. Até 70°C podem ocorrer em regiões equatoriais do supercontinente.
A umidade elevada impedirá a transpiração eficiente em mamíferos. Organismos serão incapazes de dissipar calor corporal, levando à hipertermia generalizada.

Fase de resfriamento brusco completa o cenário
Após o período de calor extremo, o planeta passará por uma mudança abrupta. A configuração do supercontinente alterará correntes oceânicas e padrões atmosféricos.
Uma fase de frio intenso seguirá o aquecimento. A combinação de calor insuportável e frio extremo eliminará praticamente todas as formas de vida mamífera.
Comparação com extinções anteriores
O evento previsto supera em escala as cinco grandes extinções do passado. A formação anterior de Pangeia, há 250 milhões de anos, já provocou mudanças climáticas severas.
Diferentemente das extinções por asteroides ou vulcanismo isolado, o novo cenário combina múltiplos fatores. A duração prolongada do processo tornará a recuperação biológica praticamente impossível.
Projeções detalhadas das simulações
Os modelos consideraram variações na luminosidade solar futura. A pesquisa usou o supercomputador da universidade para rodar milhares de cenários possíveis.
- Apenas 8% a 16% da área terrestre manterá temperaturas entre 0°C e 30°C
- 84% a 92% do planeta ficará com calor letal para mamíferos
- Regiões costeiras oferecerão as últimas áreas potencialmente habitáveis
- Montanhas elevadas podem criar bolsões de temperatura mais amena
Contexto da pesquisa atual
O estudo foi liderado pelo professor Alexander Farnsworth. A equipe reuniu especialistas em climatologia, geologia e modelagem computacional.
Os resultados reforçam a compreensão sobre a interação entre tectônica de placas e habitabilidade. O trabalho serve também como alerta sobre a fragilidade do equilíbrio climático atual.
A pesquisa completa está disponível na edição de novembro de 2025 da Nature Geoscience. Os dados utilizados incluem projeções de longo prazo validadas por registros paleoclimáticos.
Áreas com chance mínima de sobrevivência
Algumas regiões específicas apresentam probabilidades ligeiramente maiores de manter vida. Zonas elevadas próximas ao litoral podem preservar faixas térmicas toleráveis.
Ilhas remanescentes fora do supercontinente principal também figuram entre as exceções. Mesmo nesses locais, a sobrevivência dependerá de adaptações extremas ainda desconhecidas.















