Receita Federal alerta 22.077 empresas com Falso Simples sobre dívidas de R$ 1,3 bilhão para regularizaçãoPor Luís Pereira
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A Receita Federal do Brasil deu início a uma nova etapa da Operação Falso Simples em 2025, direcionando 22.077 comunicações a pessoas jurídicas de todo o país. O objetivo é combater declarações indevidas que somam divergências fiscais superiores a R$ 1,3 bilhão.
Essa ação visa identificar empresas que, apesar de não serem optantes pelo Simples Nacional, informaram erroneamente essa condição. Tal prática pode resultar na omissão do recolhimento da Contribuição Previdenciária Patronal, conforme o Artigo 22 da Lei nº 8.212 de 1991, além de contribuições para Outras Entidades e Fundos, conhecidas como “terceiros”.
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A iniciativa é parte integrante da Malha Fiscal Digital, um sistema que analisa e cruza dados fornecidos pelas próprias pessoas jurídicas e por terceiros. O propósito é promover a autorregularização espontânea das inconsistências identificadas antes que medidas mais severas sejam aplicadas.
Detalhes da Operação e Prazos para Adequação
A etapa inicial da operação consistiu no envio de Avisos de Autorregularização, encaminhados tanto via Correios quanto por meio de mensagens na Caixa Postal do contribuinte no e-CAC. Esses comunicados fornecem informações detalhadas sobre os débitos identificados e orientações claras sobre os procedimentos para a regularização.
É fundamental que os contribuintes ajam prontamente, pois o prazo final para se regularizar é 15 de fevereiro de 2026. Após essa data, as empresas que não tiverem corrigido suas pendências estarão sujeitas à lavratura de autos de infração.
Esses autos de infração resultarão na constituição do crédito tributário, acrescido dos devidos encargos legais. Entre esses acréscimos, incluem-se juros de mora e multas de ofício, que podem elevar significativamente o montante devido.
Prevenção e Impactos de Autorregularização
A detecção precoce de inconsistências pela Malha Fiscal Digital permite que empresas corrijam seus registros sem a imposição imediata de multas mais severas. A autorregularização garante que as obrigações fiscais sejam cumpridas, evitando passivos futuros.
Empresas em conformidade com as exigências da Receita Federal demonstram maior credibilidade e solidez no mercado. A transparência fiscal é um pilar essencial para a sustentabilidade e o bom relacionamento com os órgãos reguladores e com o público.
Além disso, a antecipação na correção das divergências pode liberar recursos que seriam gastos em processos administrativos e judiciais. O cumprimento espontâneo é, portanto, uma estratégia inteligente para a gestão financeira e jurídica de qualquer negócio.
Experiências Anteriores da Malha Fiscal
Em uma edição anterior da operação, realizada em setembro de 2025, foram expedidos 8.112 avisos de divergências. Essa ação prévia destacou o compromisso contínuo da Receita Federal em monitorar e garantir a conformidade fiscal no país.
Na fase subsequente daquela operação, após a análise dos contribuintes que não buscaram a regularização espontânea, 5.863 estabelecimentos foram formalmente autuados devido às pendências tributárias. Essas autuações geraram um crédito tributário total de aproximadamente R$ 742 milhões.
Os dados de edições anteriores reforçam a seriedade da Receita Federal em suas ações de fiscalização. A reincidência da Operação Falso Simples sublinha a importância de uma revisão rigorosa das declarações para evitar futuras sanções e débitos elevados.
Como as Empresas Podem Regularizar a Situação
Para auxiliar os contribuintes no processo de regularização, a Receita Federal disponibiliza informações detalhadas e orientações completas em seu portal eletrônico. Este recurso é essencial para quem recebeu o aviso e precisa corrigir a situação.
No site oficial, as empresas podem encontrar um guia passo a passo sobre como proceder, quais documentos são necessários e como utilizar os sistemas eletrônicos para retificar as declarações. O acesso a essas informações é crucial para evitar erros e garantir a adequação.
A iniciativa de autorregularização oferece um caminho menos oneroso e mais eficiente para resolver as divergências. É uma oportunidade para que as empresas ajustem seus registros e mantenham-se em dia com suas obrigações fiscais, protegendo sua integridade jurídica e financeira.
Contribuição Previdenciária e Terceiros
A irregularidade em questão concentra-se na Contribuição Previdenciária Patronal e nas Contribuições para Outras Entidades e Fundos, popularmente conhecidas como “terceiros”. Ambas são cruciais para a manutenção da seguridade social e de diversos fundos públicos.
Empresas que declaram erroneamente sua condição de optante pelo Simples Nacional deixam de recolher essas contribuições, gerando um passivo significativo. A correta classificação fiscal é vital para o cálculo e o pagamento adequado dessas obrigações.














