Greve de rodoviários impacta transporte público e deixa milhares sem ônibus em Manaus nesta segunda-feiraPor Carolina Costa
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A circulação de ônibus em Manaus enfrentou uma interrupção total na tarde desta segunda-feira, 20 de julho, impactando a rotina de milhares de moradores em diversas áreas da capital. A medida foi tomada pelo Sindicato dos Rodoviários, que declarou uma paralisação de 100% da frota. A ação ocorreu porque as empresas de transporte coletivo não cumpriram o prazo judicial para o pagamento da primeira parcela dos salários da categoria, conforme definido pela Justiça do Trabalho.
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Registros fotográficos do início da tarde revelaram ônibus estacionados em avenidas importantes, como Leonardo Malcher e Constantino Nery. A concentração dos veículos ocorreu nas redondezas do Terminal de Integração 1 (T1), evidenciando a extensão da paralisação em toda a cidade.
No começo do mês de julho, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) havia emitido uma liminar. A decisão estipulava que as companhias de transporte deveriam quitar 40% dos vencimentos até o dia 20 de cada mês, ou no dia útil anterior, caso a data recaísse em feriado ou fim de semana. O saldo de 60% seria pago até o quinto dia útil do mês subsequente. De acordo com o sindicato, a data limite não foi respeitada nesta segunda-feira.
Givancir Oliveira, presidente da entidade sindical, declarou que a decisão de paralisar as atividades foi motivada pelo reiterado atraso nos pagamentos. Ele assegurou que a circulação dos ônibus será restabelecida somente após a regularização dos salários dos trabalhadores.
Em resposta, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) comunicou ter sido pego de surpresa pela interrupção do serviço de transporte coletivo urbano na capital. A organização empresarial alegou não ter recebido qualquer notificação prévia ou contato do sindicato dos rodoviários a respeito da paralisação.
A Sinetram afirmou ainda que mantém um canal de diálogo com os funcionários e que pretende acionar a justiça com o objetivo de reverter a paralisação. A expectativa da entidade é que o funcionamento dos ônibus seja retomado o mais breve possível para a população.
A Prefeitura de Manaus foi contatada para comentar a respeito da paralisação dos rodoviários. Contudo, até a última atualização desta matéria, o órgão municipal não havia fornecido nenhuma resposta.
Continua em apuração se a paralisação foi antecipada por uma assembleia da categoria, conforme exigência legal. Também está sendo verificado se o movimento dos trabalhadores em Manaus observou os trâmites previstos na legislação para a deflagração de uma greve regular.
Do ponto de vista jurídico, para que uma paralisação seja classificada como greve regular, é imprescindível seguir os preceitos da Lei nº 7.783/1989. Essa legislação exige pontos como a aprovação em assembleia, aviso prévio aos empregadores e, em setores essenciais como o transporte público, a manutenção de um percentual mínimo de atendimento às demandas urgentes da população.















