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Nova Himalayan 440 da Royal Enfield estreia com motor maior

Himalayan 440 - Divulgação
Foto: Himalayan 440 - Divulgação
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A Royal Enfield apresentou no dia 4 a nova Himalayan 440 no mercado da Índia. A motocicleta resgata a estrutura tradicional da antiga 411, mas passa a ser equipada com o propulsor de 443 cm³ derivado da Scram 440, transmissão de seis velocidades e melhorias técnicas no sistema de frenagem e amortecimento.

O modelo parte de 229.000 rupias no comércio indiano, valor próximo a R$ 12,4 mil em conversão direta sem taxas locais, posicionando o veículo como uma porta de entrada aventureira ao lado da Himalayan 450.

A proposta técnica estabelece uma rota diferente em relação à Himalayan 450 ao focar em simplicidade mecânica. Essa decisão ocorre no mesmo ano em que a trajetória da linha completa uma década de produção contínua.

Opções de pintura e configuração única da trail

A montadora disponibiliza o veículo em versão exclusiva de acabamento com as cores Mustang Brown, Sela Black e Nelong White.

As unidades iniciais chegam às concessionárias trazendo um grafismo específico no tanque metálico. O detalhe celebra os dez anos de existência da linhagem aventureira.

A fabricante contabiliza mais de 320 mil exemplares comercializados em âmbito mundial desde a chegada da primeira edição, em 2016.

O principal avanço mecânico está concentrado no conjunto motriz. Trata-se do motor monocilíndrico com refrigeração mista a ar e óleo de 443 cm³ herdado da Scram 440.

A usina gera 25,4 cv de potência a 6.250 rpm e 3,47 kgf.m de torque em 4.000 rpm, superando a Himalayan 411 em 1,3 cv e 0,2 kgf.m. Os engenheiros alargaram o diâmetro do pistão para 81 mm, ante 78 mm do antecessor. O curso do virabrequim continuou em 86 mm.

O câmbio manual agora possui seis marchas para suavizar a condução em rodovias, enquanto a caixa antiga continha cinco posições. As primeiras marchas receberam novo escalonamento para garantir tração em velocidades reduzidas.

O mecanismo opera com injeção eletrônica de combustível, comando simples de válvulas no cabeçote e compressão ajustada em 9,5:1.

Motocicletas Royal Enfield - SantinaK / Shutterstock.com
Motocicletas Royal Enfield – SantinaK / Shutterstock.com

Conjunto ciclístico projetado para enfrentar terrenos acidentados

A estrutura recebeu uma calibração direcionada para percursos acidentados de terra. Os componentes diferem do acerto urbano visto na irmã Scram 440.

A dianteira utiliza roda raiada de 21 polegadas calçada com pneu misto para superar valas profundas. A extremidade traseira adota aro de 17 polegadas na mesma configuração de raios. Na Scram 440, a fabricante instala aro frontal menor, de 19 polegadas.

O garfo telescópico da frente traz tubos de 41 mm com 200 mm de curso, enquanto a suspensão traseira dispõe de amortecedor central por bielas com 180 mm de ação. A distância mínima em relação ao piso atinge 220 mm.

O chassi adota tubos de aço em berço duplo conjugados com reservatório de 15 litros.

A distância entre os eixos soma 1.460 mm, acompanhada por banco posicionado a 800 mm da superfície e peso de 199 kg em ordem de marcha. A disposição dos comandos preserva a posição de condução clássica da antiga versão de 411 cilindradas.

Frenagem traz recurso para desativar assistência na traseira

Os freios contam com disco frontal de 300 mm acionado por pinça flutuante de dois pistões e disco posterior de 240 mm.

O sistema antibloqueio opera com dois canais de proteção, porém oferece uma chave seletora no guidão para corte no eixo traseiro. Essa funcionalidade facilita derrapagens e manobras dinâmicas em cascalho solto.

Mostradores digitais e analógicos substituem instrumentos antigos

O painel mudou completamente.

Enquanto o painel da Himalayan 411 contava com quatro mostradores separados para acompanhar rpm, velocidade, bússola e combustível, a nova geração simplifica a leitura com velocímetro de ponteiro acompanhado de display digital e o navegador Tripper. A navegação funciona com orientações de conversão em tempo real.

O mostrador digital centraliza informações sobre o marcador de combustível, indicador de marcha engatada, relógio e hodômetro total.

A motocicleta agora dispõe de conector USB Tipo C no posto de pilotagem. O item permite recarga rápida de aparelhos móveis durante viagens longas.

O farol redondo passou a adotar lâmpadas em LED sob uma carcaça que mantém traços funcionais de sua antecessora direta.

Linhas clássicas preservam a identidade da primeira geração

A marca decidiu manter traços históricos da família em vez de reaproveitar a carroceria da Himalayan 450. Os projetistas integraram a clássica carcaça da geração de 411 cm³ ao bloco motor de 440 cm³.

O para-brisa frontal, o tanque chanfrado e a proteção elevada da roda dianteira reafirmam essa estética funcional de aventura.

As dimensões estruturais também afastam o produto do conceito urbano da Scram 440. O aro de 21 polegadas e o maior curso de suspensão conferem porte mais imponente para uso fora de estrada.

Disponibilidade do modelo nas lojas indianas

O período de encomenda começou formalmente no dia 4, após unidades de lote inicial terem sido distribuídas antecipadamente aos pontos de venda locais.

A fabricante ainda não estabeleceu um calendário oficial para os primeiros envios a clientes finais. O produto atuará no catálogo indiano como opção mais em conta perante a Himalayan 450.

Situação da motocicleta no mercado brasileiro

As concessionárias brasileiras comercializam a Himalayan 450, que registrou mais de 5 mil emplacamentos de janeiro a agosto segundo balanço da Fenabrave.

Não há confirmação oficial sobre a importação ou montagem da Himalayan 440 no Brasil. A marca mantém foco na venda da geração de 450 cilindradas no mercado nacional.

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