Desenrola 3.0: prazo para credores enviarem interesse no primeiro leilão termina em 30 de outubro

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Desenrola Fies: prazo para adesão termina em 31 de agosto Foto: Desenrola Fies: prazo para adesão termina em 31 de agosto Crédito: Desenrola Fies: prazo para adesão termina em 31 de agosto

Credores do Desenrola 3.0 têm até 23h59 de 30 de outubro de 2026 para manifestar interesse no primeiro leilão de carteiras de dívidas. A Fazenda pretende comprar essas carteiras com desconto mínimo de 90% sobre o valor da dívida.

Bancos, securitizadoras, fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) e outras detentoras de créditos devem enviar os dados ao Ministério da Fazenda. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou: “Estamos convocando agora os credores, os bancos e os fundos, para que eles se organizem.”

O procedimento foi estabelecido pela Portaria MF nº 3.127, de 22 de outubro de 2026, publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Junto com a norma, a Fazenda publicou o Edital de Manifestação de Interesse nº 1/2026, que reúne dados de carteiras de crédito inadimplente. A manifestação é condição para o credor concorrer no primeiro chamamento, mas não obriga o governo a comprar qualquer carteira. Credores que não cumprirem o prazo desta etapa ficam fora do primeiro procedimento competitivo.

Desenrola 3.0: credores precisam enviar dados até 30 de outubro

O prazo vale para os credores. Consumidores não se inscrevem nem precisam enviar documentos nesta etapa. O desconto mínimo de 90% é exigido pela União na compra das carteiras e não representa abatimento automático para todos os devedores. As regras para os devedores ainda serão divulgadas.

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Desenrola 3.0: quais dívidas podem entrar no primeiro edital

O edital inicial é restrito às modalidades de cartão de crédito rotativo e parcelado, crédito pessoal não consignado, cheque especial com utilização de limite em conta corrente e crédito sem garantia real para microempreendedores individuais (MEIs). Os critérios de elegibilidade são estes:

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  • Valor original: até R$ 10 mil por contrato
  • Atraso: superior a 720 dias e inferior a 1.645 dias
  • Data-base para contagem do atraso: 25 de setembro de 2026

Desenrola 3.0: governo fala em R$ 90 bilhões e custo de até R$ 9 bilhões

A expectativa do governo é que os credores apresentem cerca de R$ 90 bilhões em dívidas. Com desconto mínimo de 90%, a compra integral desse volume representaria custo hipotético de até R$ 9 bilhões. A Fazenda informou que a expectativa de volume vem de estimativa inicial divulgada antes da publicação do edital. O governo não pretende necessariamente comprar todas as carteiras apresentadas.

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Desenrola 3.0: o que muda para credores e consumidores

Quem precisa agir nesta etapa são bancos, securitizadoras, FIDCs e outras detentoras de créditos, que devem enviar a manifestação de interesse ao Ministério da Fazenda até 23h59 de 30 de outubro de 2026, em Brasília. Para o consumidor, nada muda nesta fase: ele não precisa se inscrever nem apresentar documentos. A participação de um credor no leilão também não garante a aquisição de nenhuma dívida individual.

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Desenrola 3.0: as datas do chamamento de credores

  • 25 de setembro de 2026 — data-base usada para contar o atraso das dívidas elegíveis
  • 21 de outubro de 2026 — o ministro Dario Durigan anunciou que o edital seria publicado no dia seguinte
  • 22 de outubro de 2026 — publicação da Portaria MF nº 3.127 e do Edital de Manifestação de Interesse nº 1/2026 em edição extra do Diário Oficial da União
  • 30 de outubro de 2026, às 23h59 — fim do prazo para credores enviarem a manifestação de interesse ao Ministério da Fazenda

Desenrola 3.0: leilão ainda não tem data exata

A data exata do leilão não foi confirmada. As reportagens consultadas falam em previsão para novembro, e uma delas aponta para o fim de novembro e o início de dezembro. Os dados enviados pelos credores serão usados para estruturar a seleção e definir as condições da compra. Quando e como os consumidores poderão negociar as dívidas ainda não foi divulgado.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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