Steve Jacobsen e Brandon Schmandt relatam água no manto da TerraPor Carolina Costa
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Ringwoodita, um mineral da zona de transição do manto terrestre, retém água a cerca de 660 km de profundidade, relataram pesquisadores dos Estados Unidos. Segundo os autores, o mineral pode conter no máximo 1,5% do próprio peso em água.
O estudo foi descrito por Steve Jacobsen, geofísico da Universidade Northwestern, e por Brandon Schmandt, sismólogo da Universidade do Novo México, na revista Science. Os dois associaram sinais sísmicos a experimentos de alta pressão para identificar fusão parcial no manto. A data de publicação do artigo na revista não foi confirmada pelas páginas consultadas.
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Como a água fica presa no mineral
A água não está em forma de mar, com ondas, nem em bolsões líquidos. Ela fica armazenada em nível molecular dentro da estrutura cristalina da ringwoodita, que atrai hidrogênio e funciona como uma esponja natural. Segundo a explicação dos autores, a fusão observada na região resulta de um processo de desidratação. Quando a ringwoodita se transforma em outros minerais, libera a água que retinha, e essa água provoca o derretimento de parte da rocha. Por isso, os pesquisadores tratam o fenômeno como um processo interno, e não como uma massa de água no sentido comum da palavra.
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Quase três vezes os oceanos, em cálculo hipotético
O número que mais chamou atenção foi calculado pelos autores como orientação, e não medido diretamente. A conta parte de uma hipótese: se apenas 1% do peso das rochas da zona de transição fosse H2O, o volume resultante seria quase três vezes o da água dos oceanos atuais. Não há, portanto, uma medição do volume total de água no interior da Terra. O cálculo mostra a ordem de grandeza que o estudo sugere, nada além disso.
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Ciclo de água em toda a Terra, segundo Jacobsen
Jacobsen afirmou que a descoberta pode ajudar a explicar a grande quantidade de água líquida na superfície do planeta. Em tradução livre, ele disse: “Acho que finalmente estamos vendo evidências de um ciclo de água em toda a Terra”. A ideia central é que a água circula entre o interior do planeta e a superfície, e não apenas entre o mar e a atmosfera. Segundo o geofísico, os processos geológicos visíveis na superfície têm relação direta com o que acontece nas camadas profundas. Em outra declaração, traduzida livremente, ele afirmou: “Os processos geológicos na superfície da Terra, como terremotos ou erupções vulcânicas, são uma expressão do que acontece dentro da Terra, fora da nossa vista”.
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Limitação: uma única amostra de diamante
O estudo tem limites que os próprios autores reconhecem. Segundo Jacobsen, não se sabe se a única amostra de diamante que continha ringwoodita hidratada é representativa do interior da Terra. Isso significa que a presença de água no mineral foi observada em um caso, e a extensão do fenômeno em outras regiões do planeta ainda não está estabelecida. As fontes consultadas também divergem sobre a espessura da zona de transição do manto: uma situa a região entre 410 e 660 km de profundidade, e outra fala em 400 a 700 km. Uma terceira cita cerca de 640 km ao mencionar a revista Nature, mas não se confirmou que essa referência seja deste estudo.
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Cobertura do achado desde 2024 e datas não confirmadas
O mesmo achado já havia sido divulgado antes. A cobertura consultada mostra publicações sobre a água presa na ringwoodita, com Jacobsen e Schmandt, em períodos diferentes. A data de publicação indicada pela fonte que motivou este texto, 26 de outubro de 2026, não pôde ser confirmada. Também não se sabe se a descoberta é nova ou se trata de uma nova análise de estudo anterior.
- Dezembro de 2024: reportagem já descrevia o achado e citava a revista Science
- 20 de março de 2026: cobertura do estudo com dados da rede de sismômetros USArray
- 18 de setembro de 2026: nova reportagem sobre a reserva de água a 660 km de profundidade
Os pesquisadores ainda não divulgaram, segundo as fontes consultadas, uma amostragem que permita confirmar se a ringwoodita hidratada é comum no manto. Até lá, o alcance do fenômeno continua restrito ao que foi observado no estudo publicado na Science.















